quinta-feira, 4 de março de 2010

Black Pixel Project contra o Aquecimento Global

O GreenPeace lançou um projeto, no meio do ano passado, para auxiliar na redução de consumo de energia e na emissão de CO2. O conceito é simples... centenas de milhões de pessoas usam computadores pessoais no mundo todo e a energia consumida é enorme. Um dos vilões dessa história são os monitores, grandes gastadores de energia. Agora imagine se cada um de nós simplesmente "desligasse" um pedacinho do seu monitor como um pequeno quadrado... A economia total estimada pelo GreenPeace é de aproximadamente 57.000 Watts por hora, para o caso de 1 milhão de pessoas fazerem o mesmo (1).

A conta é simples... cada "black pixel", o quadrado que mencionei acima, tem 50 pixels de lado, ou seja, uma área de 2.500 pixels e consome 0,057 Watts por hora. Ou seja, se uma pessoa "desliga" esse pedaço da tela ela deixa de consumir 0,057 Watts por hora. Se 1 milhão de pessoas fazem o mesmo com seus monitores chegamos aos 57.000 watts por hora. Daí pra frente é só multiplicar... podemos fazer a conta para um dia, para 10 milhões de pessoas, e por aí vai.

Nada como um projeto simples para auxiliar na redução do consumo de energia. Para participar, é só instalar o programinha...

http://www.greenpeaceblackpixel.org

O mais legal de tudo é que o projeto foi desenvolvido aqui mesmo no Brasil, com a participação de um dos centros mais avançados de tecnologia do país, o C.E.S.A.R. (Centro de Estudos Avançados de Recife) e da agência AlmapBBDO (2). Para entender um pouco melhor o projeto consulte (3), em português, ou (4) em inglês.

Vamos participar! Cada um de nós fazendo nossa parte vamos fazer uma enorme diferença.

(1) http://www.greenpeaceblackpixel.org/#/pt/conta
(2) http://www.greenpeace.org/brasil/energia/noticias/black-pixel-contra-o-aquecimen
(3) http://www.youtube.com/watch?v=D5MlLAiW49k
(4) http://www.youtube.com/watch?v=QE_XAo9IHug&feature=channel

terça-feira, 2 de março de 2010

Blackberry e "Blackhabits"

Fala sério, existe coisa mais desagradável do que estar ao lado de alguem que não pára de futucar um Blackberry? Quem já não passou por essa situação, cada vez mais comum? O mais incrível é que quem está mexendo acha que é a coisa mais natural do mundo e nem se incomoda.

Tudo bem, os smartphones em geral são máquinas superpoderosas e que permitem um nível de comunicação até hoje não disponível. Mas o modo como seus usuários tem se comportado socialmente é extremamente deselegante.

Pesquisei na Internet e existem inúmeros textos falando sobre a etiqueta no uso dos smartphones. Basta buscar no Google. Eu tenho meus "mandamentos", relacionados abaixo, e aproveito para perguntar... quais os limites para o uso dos smartphones socialmente?
  1. Só use um smartphone quando estiver sozinho ou quando não estiver engajado em qualquer tipo de conversa ou atividade social;
  2. No caso de estar acompanhado, só use em caso de emergência. Definitivamente não existe nada que não possa esperar até um momento mais oportuno. Sempre foi assim, por que mudaria agora que existem os smartphones? Por acaso eles mudaram a "ordem das coisas"?
  3. No caso de estar acompanhado e de ser uma emergência, peça licença para usar;
  4. Em reuniões sociais, seja um jantar, almoço, reunião ou qualquer outra do gênero, simplesmente não use. Concentre-se no objetivo da reunião. Se não estiver interessado, por qualquer motivo, simplesmente peça licença e saia. Ficar presente e não prestar atenção é desrespeitoso com o restante dos presentes.
  5. Em salas de aula ou em apresentações, jamais use. Da mesma forma que em reuniões sociais, se o assunto não for do seu interesse saia. Aliás, se não for do seu interesse, por que estava lá??? Além disso, é extremamente desrespeitoso com o professor ou palestrante. Ele percebe claramente quem está clicando sem parar em um smartphone e sente-se extremamente desprestigiado.
  6. Quando em família, aproveite os momentos para conversar sobre o dia e as novidades. É desagregador ficar em um ambiente familiar dedicando atenção a algo que somente você tem acesso.
O grande problema por trás do uso dos smartphones é que o mesmo está se transformando em um hábito. E um hábito nada mais é do que um "comportamento que determinada pessoa aprende e repete freqüentemente, sem pensar como deve executá-lo e de forma automática, sem perceber". Aí é que está o problema. Os usuários de smartphones, sem pensar, usam seus aparelhos em situações onde não deveriam, automaticamente...

Obviamente a resposta para esta situação não passa pela proibição do uso de smartphones. O mais importante é que o usuário tenha noção dos momentos corretos para usá-los. E isso depende de cada um de nós... Smartphones são extremamente poderosos e podem nos ajudar muito a sermos mais efetivos e eficiêntes. O desafio é saber usá-los corretamente.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Upload Yourself

Jaron Lanier foi um dos primeiros pesquisadores a trabalhar com realidade virtual (1). Ele acaba de lançar um livro, "You are not a Gadget" (2), onde discute a evolução da Web, Cloud Computing e outros temas relacionados. É uma abordagem bastante ambiciosa, certamente polêmica, mas muito interessante.

O livro vai tangenciando temas complexos, como tecnologia, sociedade e religião. Em certo momento, ele nos convida a uma interessante reflexão.

Hoje já fazemos muitas coisas na Web... nossas fotos estão em um site como o da Shutterfly ou o Flickr, por exemplo. Nossos dados profissionais são constantemente atualizados e mantidos em sites como o LinkedIn. Nossa rede de relacionamentos está no Orkut ou no Facebook. Alguns de nós já tem suas fichas médicas "armazenadas" na Web por hospitais ou clínicas particulares. Nossas informações acadêmicas já estão lá... O ponto levantado por ele é que, na prática, cada um de nós já tem grande parte de nós mesmos na Internet, e que essa é uma tendência forte para os próximos anos.

As informações, hoje, ainda estão desconexas, em sites distintos, mas estão lá.

Agora imagine milhões, bilhões de pessoas armazenando suas informações na Web... será que em algum momento estariamos criando um "mega-supercomputador", capaz de "armazenar" todo o conhecimento do mundo? Será que, finalmente, estaremos tornando reais os sonhos dos pesquisadores de Inteligência Artificial?

Na avaliação dele, pode ser que sim, mas ainda teremos uma longa estrada pela frente. Imaginar que nossa "alma" esteja um dia na Intenet é algo completamente inverossímel mas, em uma análise fria dele, comparando a evolução tecnológica com as religiões, algo imaginável... ficção científica? Pode ser que sim nos dias de hoje, como as viagens de Julio Verne foram um dia...

Quem sabe um dia teremos um "avatar" na Cloud, unificando todas as informações sobre nossas existência? A história não tem fim, basta sonhar... quem sabe um dia teremos um dispositivo que conecte nosso cérebro com um supercomputador e que possamos fazer "backups" diários, em tempo real? Imagine só... seria algo como fazer um Upload de cada um de nós, do que sentimos, do que comemos, do que vivemos...

Quem sabe ainda, em algum momento, se quisermos, podemos fazer um download de um determinado momento de nossa vida??? Imagine só... nunca mais teremos problemas de memória. Podemos reviver bons momentos quando quisermos... um novo negócio surgiria. Da mesma forma que hoje temos dezenas de sites oferecendo ambientes de Redes Sociais, teremos um supercomputador oferecendo o serviço de "Upload Yourself".

Seremos eternos?

(1) http://pt.wikipedia.org/wiki/Jaron_Lanier
(2) http://www.jaronlanier.com/gadgetwebresources.html

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Banda Larga... Será mesmo?


Certamente você tem Internet com banda larga em casa. Provavelmente contratou seu serviço junto à Net, o Virtua, ou na Oi, o Velox. Na cidade do Rio de Janeiro estes são os principais provedores de banda larga mas existem outros, que oferecem o serviço via satélite, por exemplo ou, mais recentemente, via 3G. Provavelmente, quando você contratou o serviço, verificou qual seria a maior banda disponível e mandou ver... afinal, quanto maior a velocidade melhor, não?


Pois é... em tese, a resposta é sim mas, ná prática, não é bem assim.

Os provedores de banda larga fazem propagandas informando que você pode escolher velocidades de 4, 6, 12 e até 20 Mbps. O problema é que na realidade você nunca, eu disse nunca, tem uma taxa efetiva igual a contratada. Aliás, se ler o contrato vai ver que nem a operadora garante a taxa anunciada...

E como escolher? Pra começar, surgem duas questões:
  1. Qual a melhor opção? A melhor opção depende do uso que você pretende dar à Internet. Normalmente a taxa de download é grande, propiciando boa performance para baixar músicas, fotos, filmes, etc. Já a taxa de upload é pequena. Pode não passar de 500kbps. Isso é pouco e, em condições normais pode ser menos ainda. Portanto, se você pretende fazer upload de arquivos grandes ou de muitos arquivos, tem que procurar um provedor que garanta uma taxa de upload decente. Apenas como referência, este site publica as taxas de alguns provedores brasileiros (1). A alternativa é ter paciência, fazer upload durante as madrugadas, etc.

  2. Já tenho banda larga... ela é rápida mesmo? Isso é mais fácil de verificar. Existem diversos sites que medem a performance de sua conexão. Alguns interessantes são o (2) e o (3), por exemplo. Usualmente estes sites fazem um teste rápido de download e de upload e verificam, naquele momento, qual a performance real do seu provedor. Esta taxa pode mudar dependendo da hora do dia, de quantos computadores estão compartilhando sua rede, etc. De qualquer forma, é uma boa referência. Apenas como referência, fiz um teste e minha conexão está com 1.8Mbps para download e 400k para upload. Tenho um Velox de 2Mbps.
O assunto não se esgota nestas duas questões. Inúmeros fatores influenciam na performance de sua conexão com a Internet. A Cisco, a mais conceituada empresa do ramo de conectividade, possui muitos artigos escritos sobre o assunto. Apenas como referência, ela considera "banda larga" uma conexão que ofereça pelo menos 128 kbps. Praticamente todas as grandes operadoras nacionais que oferecem banda larga atendem a esta métrica.

A liderança em banda larga ainda é das operadoras telefônicas, via ADSL. Já as que oferecem o serviço via cabo (como a Net, por exemplo), vem crescido a taxas mais agressivas. Para quem se interessar por uma análise mais profunda do mercado de banda larga no Brasil, uma boa referência é o "Barômetro Cisco de Banda Larga" (4).

"Banda Larga", por incrível que possa parecer, ainda está com uma participação pequena no Brasil. Ainda tem muito para crescer. Uma pesquisa feita pela Info em Setembro de 2009 coloca o Brasil em quadragésimo quinto lugar lugar dentre 66 países com relação à qualidade da banda larga oferecida (5). Ou seja, ainda temos uma longa estrada pela frente...

(1) http://testesuavelocidadebrasil.blogspot.com/2009/10/medias-de-velocidade-de-outubro-dos.html
(2) http://www.testesuavelocidade.com.br/
(3) http://www.speedtest.net/
(4) http://www.cisco.com/web/BR/barometro/Barometro_analisedemercardo.pdf
(5) http://info.abril.com.br/noticias/ti/banda-larga-do-brasil-e-45-entre-60-paises-30092009-40.shl

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Serviços na Nuvem

Um dos serviços mais inovadores na Web 2.0 é oferecido pela Amazon. Não estou falando da venda de CDs, DVDs ou até mesmo de equipamentos eletrônicos. Também não estou falando do Kindle. Me refiro a oferta de infraestrutura virtual... isso mesmo, você pode contratar junto a Amazon, por exemplo, um ou mais servidores, com a configuração que você quiser. Ou, se preferir, pode contratar espaço para armazenamento de informações (storage), bancos de dados, etc. O serviço chama-se Amazon Web Services e pode ser contratado por qualquer um, usando um simples cartão de crédito (1).

Se preferir, você ainda pode "ligar" sua infraestrutura interna com a deles, de forma transparente. As vantagens são inúmeras e permitem, por exemplo, que você consuma infraestrutura sob demanda. Não é preciso mais que você compre equipamentos para usar durante um determinado período e, depois, tenha que dar alguma outra finalidade a ele. Também não é preciso alugar nada... tudo é feito de forma transparente. Suas aplicações podem rodar em um mega servidor, "montado" especialmente para suas necessidades. Nada mal, hein?

Agora pense o seguinte... já vimos que existem inúmeras empresas oferecendo storage na Internet. Muitas delas oferecem espaço gratuito para usuários domésticos. Quase todas cobram por usuários corporativos, principalmente por quantidades maiores de storage. Que tal abrir uma empresa, a "Storage 'r Us" e oferecer espaço para internautas em geral? Você não precisa se preocupar em adquirir storage, basta fechar um contrato com a Amazon e pronto, sua infraestrutura está disponível. O seu desafio será gerenciar os backups e aí vai estar seu diferencial.

Este novo modelo de negócio está crescendo e vai entrar em uma curva ainda mais acentuada de crescimento nos próximos meses. A infraestrutura é contratada da Amazon, por exemplo, e você agrega a sua camada de "inteligência". Nesta camada vai residir seu diferencial. A infra é só a infra mas, ao mesmo tempo, é a melhor infra que você pode ter... atualizada, flexível, com um Nível de Serviço claramente estabelecido, enfim, tudo o que você precisa de infra, sem ter que arcar com o processo de compra e manutenção.

Todo seu diferencial vai estar na camada de inteligência que você vai agregar. E, dependendo do valor agregado por você, você vai se diferenciar mais ou menos de seus concorrentes, vai atrair mais ou menos usuários e poder cobrar mais.

A Amazon é, desde o início, uma das principais representantes do mundo da Web 2.0. Suas soluções e ofertas, em alguns casos, chegaram ao mercado até mesmo antes do tempo. Parece que, agora, eles estão criando algo realmente único. E, o mais interessante, estão ocasionando uma nova onda na Web com o surgimento de inúmeras empresas que, antes, simplesmente não conseguiam sair do papel devido aos altos investimentos em infraestrutura que deviam ser feitos antes da empresa iniciar suas operações. Resolvido essa parte do processo, o caminho fica livre para a criatividade e inovação... novos horizontes vão se abrir.

(1) http://aws.amazon.com/

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Computação em Nuvem

Empresas de grande porte como IBM, Google e Microsoft tem investido pesados orçamentos com o objetivo de entender e explorar ao máximo a "onda" da Web 2.0, ou da Nuvem. Ao lado delas, centenas, talvez milhares de pequenas empresas e de empreendedores também tem buscado novas oportunidades neste "oceano azul" (1). Nos últimos dois posts cheguei a analisar algumas soluções inovadoras neste novo mundo. Mas, afinal, o que é este "novo mundo"? Ou, em outras palavras, o que este "novo mundo" tem de novo?

O que é?

Vamos começar pelo princípio. O que é a Nuvem? A Nuvem nada mais é do que um novo modelo computacional no qual nós, usuários, passamos a ter acesso a aplicações, dados e informações em qualquer lugar em que estejamos, usando qualquer tipo de dispositivo de acesso que esteja, de alguma forma, conectado na Internet.

Este modelo é fundamentalmente diferente do modelo que usamos atualmente. Hoje, se queremos ter acesso a nossas fotografias, precisamos ligar nosso computador e navegar até o diretório em que elas estão. Se queremos editar um texto, temos que abrir um editor de textos que está instalado em nossa máquina. Para preparar uma apresentação, usamos um software específico, que também está instalado em nossa máquina. Ou seja, de alguma forma temos controle sobre um determinado equipamento (usualmente nosso desktop ou notebook) e sobre algum software especializado (editor de textos, planilha, editor de fotografias digitais, etc).

No modelo da Nuvem, nós não temos a menor idéia de onde nossos dados e informações estão armazenados. Na maioria das vezes, não sabemos nem qual software estamos usando para editar um texto. Na prática, neste modelo, isso não interessa. O que importa é o que queremos fazer, o que pretendemos produzir. Daí dizermos que este novo modelo é "user centric", centrado no usuário, ou seja, com o objetivo de atender a uma demanda de uma pessoa. Sem impor a ela que tenha um computador e um editor de textos para preparar e enviar uma carta.

Por que este novo modelo surgiu?

Na prática ele é resultado de uma série de fatores que vem se desenvolvendo nos últimos 10 anos. O principal deles, é claro, foi o crescimento do uso da Internet, principalmente devido ao aumento da qualidade e velocidade da banda larga. Ao mesmo tempo, inúmeros dispositivos começaram a ser criados e usados para acesso a Internet. Hoje, além dos computadores, usamos smartphones, consoles de jogos eletrônicos como o Wii e o PS3 e muitos outros dispositivos.

O resultado prático destas e de outras inovações é que temos no mundo todo milhões e milhões de novos usuários, criando um novo ambiente, totalmente conectado e que funciona em tempo real. Os novos usuários estão acostumados a ter resposta para tudo na hora em que precisam. Não faz mais sentido e nem é mais necessário ir a uma Biblioteca para consultar um determinado assunto. A biblioteca já está na rede... (2).

O que vem por aí?

A grande pergunta que paira no ar nos dias de hoje é "o que vem por aí?"... antiga pergunta, aliás, mas com uma nova conotação. A cada dia, cada uma daquelas milhares de empresas e empreendedores que citamos lá no início descobrem novos usos para a grande Nuvem. Não é exagero algum imaginar que ainda estamos na pré-história da Nuvem. Muito provavelmente, ainda estamos "pavimentando" os caminhos para os próximos anos.

Telecomunicações, Medicina, Política, Comércio, todas estas são áreas que sofrerão impacto nos próximos anos. Será possível utilizar mecanismos muito mais avançados para se comunicar com pessoas em qualquer lugar do mundo. Médicos também poderão diagnosticar e até mesmo operar pacientes a distância. Políticos farão campanhas inteiras virtuais. Um novo comércio surgirá, onde pessoas poderão comprar ítens confecionados especialmente para elas... carros, por exemplo, já podem ser encomendados "a la carte" em muitas montadoras.

Soluções como o backup online da Mozy (3) ou o ambiente operacional online da Glide (4) representam apenas o princípio de todo este novo mundo que está surgindo. Muito em breve veremos um aumento na velocidade da convergência entre Televisão (inclusive 3D), com rádio e comunicação.

Não me surpreenderia se em poucos anos o telefone que usamos hoje se transforme em uma peça de museu. Para nos comunicarmos, vamos usar sistemas sofisticados integrando voz, imagem, hologramas, compartilhando documentos e muito mais.

Stay Tunned... e, claro, faça parte da mudança! Está acontecendo ao seu lado... Falaremos mais sobre o tema...

(1) http://www.amazon.com/Blue-Ocean-Strategy-Uncontested-Competition/dp/1591396190/ref=sr_1_1?ie=UTF8&s=books&qid=1263574920&sr=8-1
(2) http://books.google.com/googlebooks/library.html
(3) http://fgfmendes.blogspot.com/2010/01/voce-faz-backup.html
(4) http://fgfmendes.blogspot.com/2010/01/caminhando-nas-nuvens.html

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Caminhando nas Nuvens

Muita coisa boa tem surgido no meio das "nuvens". Mas calma, não estou me referindo à nuvens de tempestade, de chuvas de verão, e sim à grande Nuvem, à Web 2.0. Caminhando entre as nuvens, pesquisando novas soluções e buscando, principalmente, soluções inovadoras, dei de cara com o Glide (1). Trata-se de um projeto extremamente ambicioso, que já vem sendo desenvolvido há alguns anos.

A proposta é a de ser um "ambiente operacional online", independente de plataforma ou dispositivo. Seu objetivo é permitir que você tenha acesso aos seus arquivos, como fotos, músicas, textos, planilhas, etc, de qualquer máquina ou dispositivo rodando qualquer sistema operacional. É um ambiente composto por um conjunto de aplicativos que inclui editor de textos, planilha eletrônica, preparador de apresentações, correio eletrônico, gerenciador de projetos, calendário e muito mais. Ao mesmo tempo, é muito mais do que isso.

Instalei o Glide em minha máquina...

Para utilizar o ambiente é preciso instalar um módulo em seu microcomputador. A instalação é simples e rápida, não ocupando muito espaço. Uma vez instalado, comecei meus testes.

Já que a proposta é a de ser um ponto único de acesso, logo de cara resolvi testar a integração com minha conta de email do Gmail. Nada mais simples... em questão de segundos fiz todas as configurações necessárias e acessei a todos meus emails, pastas e contatos. Aliás, falando de email, um dos recursos mais interessantes é a existência de um filtro do tipo "Parental Control." Com ele, é possível monitorar as contas de emails de seus filhos... (ainda não testei).

Com relação aos arquivos, usando um componente chamado "One", o Glide sincroniza absolutamente o que você quiser e, melhor, ainda permite que você defina níveis de controle de acesso para cada arquivo individualmente. Isso é fantástico quando você pretende, por exemplo, compartilhar um conjunto de arquivos com um grupo de pessoas. Você pode, por exemplo, definir para cada arquivo o que cada pessoa pode fazer! E, por falar em grupos de trabalho, o Glide permite que você crie seus grupos e faça reuniões virtuais. Tudo sem sair do mesmo ambiente.

O ambiente como um todo, tanto a porção instalada quanto a parte web, são fáceis de usar. Minha impressão é a de que ainda é um projeto em desenvolvimento e que muitas melhorias e novas funcionalidades ainda vem pela frente.

O mais impressionante é que a empresa desenvolvedora, chamada TransMedia, é uma pequena empresa, com escritório em Manhatan, e tem apenas 8 funcionários... (2). Definitivamente é uma proposta ambiciosa e uma solução inovadora. Ainda tem estrada pela frente, mas é bom que a Google e outras concorrentes abram bem os olhos. Aliás, não me surpreenderia nada se esta empresa fosse comprada por alguem...

(1) www.glideos.com
(2) http://www.pcworld.com/article/169540/hands_on_glide_adds_new_microblogging_app.html