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segunda-feira, 16 de março de 2015

Será que os Millennials são tão diferentes assim?

"Os Millennials são diferentes das gerações anteriores pois cresceram em um mundo digital e, por isso, desenvolveram comportamentos, hábitos e ambições diferentes dos que vieram antes". Esta e outras afirmações, ressaltando as características especiais daqueles que tem, hoje, entre 21 e 34 anos, e que já assumem posições de liderança em muitas empresas são, muitas vezes, tratadas como fatos inquestionáveis. Mas, afinal, será mesmo verdade? Para desvendar este mistério de nossa sociedade, a IBM fez uma pesquisa com 1.784 funcionários de empresas de 12 países e 6 indústrias diferentes e comparou os resultados com os membros da Geração X (entre 35 e 49 anos) e com os Baby Boomers (de 50 a 60 anos). Dentre outros pontos, o estudo abordou 5 mitos e ainda revelou algumas verdades não muito confortáveis. E os resultados são surpreendentes.

Os Mitos

Existem muitos "fatos" quando o tema fala sobre os Millennials. Aceitamos que são verdadeiros e os alçamos a categoria de verdadeiros mitos. Na pesquisa, para cada um deles, a IBM comparou os resultados obtidos com as gerações anteriores. 

Estes foram os mitos analisados:

  1. Seus objetivos de carreira e suas expectativas são diferentes das gerações anteriores.
  2. Os Millennials querem sempre reconhecimento e acreditam que todos na equipe merecem ganhar prêmios.
  3. Eles são "viciados" em tecnologia e querem fazer e compartilhar tudo online, sem muito respeito ao limite entre a vida pessoal e a profissional.
  4. Os Millennials não tomam uma decisão sem, antes, solicitar que outros participem do processo.
  5. Eles mudam de emprego como quem muda de roupa, sem uma razão sólida para isso.
Os resultados mostraram que os Millennials são muito mais parecidos com as gerações anteriores do que se imaginava. Por exemplo, com relação a ambições e expectativas profissionais, eles também buscam segurança financeira e uma aposentadoria tranquila. Observando ao redor, esta é uma constatação realmente clara. Trabalho com muitos profissionais que se enquadram neste categoria e observo que eles realmente tem comportamentos e objetivos similares aos que eu tinha (ou ainda tenho). Na IBM, faz muitos anos que sou mentor de alguns novos funcionários e é interessante notar o conteúdo das conversas. Muitas vezes me vejo, 20 atrás, com as mesmas dúvidas e receios.


Um ponto que me chamou a atenção em especial é a questão relacionada com o terceiro mito, que indica que eles seriam completamente viciados em tecnologia e que preferem trabalhar de forma virtual. É claro que, por terem sido criados em contato com as mais novas tecnologias, eles sentem-se mais a vontade para trabalhar com elas. Isso era esperado. No entanto, a diferença com relação as gerações anteriores não é significativa. Tanto os membros da geração X com os Baby Boomers também aprenderam rapidamente a usar as novas tecnologias e as usam pervasivamente. 

Com relação a este mito, um ponto interessante. Me parece que as novas gerações sabem usar melhor as diferentes ferramentas tecnológicas disponíveis. Enquanto as gerações anteriores cresceram utilizando o telefone e o correio eletrônico para realizar seus trabalhos, novas tecnologias como redes sociais, mobilidade e cloud fazem parte do ambiente de trabalho dos Millennials. Para eles, usar estas novas tecnologias é algo bem natural.

Além disso, os Millennials, segundo a pesquisa, sabem muito bem separar o ambiente profissional de suas vidas pessoais, não compartilhando assuntos profissionais em mídias públicas.

O último mito derrubado pela pesquisa é sobre a dita "livre mobilidade" dos Millennials. Qual nada. Eles mudam de emprego exatamente pelos mesmos motivos que as gerações anteriores. E buscam os mesmos benefícios e condições.

As Verdades

A pesquisa ainda identificou 3 características que se aplicam de forma ampla aos Millennials e que podem ser usadas como um guia para o tratamento com eles. 
  1. Os funcionários estão "no escuro". Muitos não estão seguros que entendem a estratégia da empresa em que trabalham. E culpam, parcialmente, seus gerentes.
  2. Todas as três gerações acreditam que suas empresas tratam o cliente de forma insatisfatória.
  3. Funcionários de todas as gerações abraçaram as novas tecnologias. O problema é que suas empresas são lentas em oferecer o acesso a novas soluções.
O uso das novas tecnologias, curiosamente, pode ajudar nos três pontos acima. Por exemplo, as redes sociais corporativas, quando bem implementadas, podem ajudar a melhorar a comunicação interna em uma empresa, tornando-a mais transparente e fazendo com que a estratégia e os objetivos de negócio sejam mais amplamente divulgados.

O relacionamento com clientes pode melhorar bastante tanto com o uso de redes sociais como com as mais novas tecnologias para comunicação que, usando os recursos de mobilidade e analýtics, podem fazer com que empresas estejam mais próximas aos seus clientes e que ofereçam produtos e serviços personalizados.

As Recomendações

Finalizando o estudo a IBM relaciona algumas recomendações que podem beneficiar empregadores quando trabalhando com Millennials:
  1. Foque no indivíduo e não em estereótipos. 
  2. Incentive uma cultura colaborativa.
  3. Transforme a experiência com o cliente em uma prioridade.
  4. Analise como está a sua relação com os funcionários.
  5. Garanta que todos estejam devidamente comprometidos com a empresa.
A participação de Millennials na força de trabalho vem crescendo significativamente. Espera-se que em 2020 representem 50% dos empregados, chegando a 75% em 2030. Aprender a trabalhar com eles, a usar o que tem de melhor, pode ser o maior patrimonio de uma empresa.

Clique neste link para ter acesso ao estudo completo.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Política e Redes Sociais, postar ou não postar?


As redes sociais se transformaram, nas últimas semanas, em um grande palanque político. Basta abrir o Facebook, por exemplo, e notar que praticamente todos os posts falam sobre política. Definitivamente, este é o assunto mais quente do momento, por motivos óbvios. O tema, no entanto, está longe de ser uma unanimidade e diversos debates, ou polêmicas, surgem aqui e alí. A questão principal é, afinal quando e como devemos publicar no Facebook sobre nossas posições políticas? De forma mais ampla, como nos comportar com relação a temas polêmicos?

Apesar de não existirem regras formais de conduta nas redes sociais, existem, sim, recomendações e uma etiqueta de comportamento. Afinal, mesmo no mundo virtual, a terceira Lei de Newton, também conhecida como Lei da Ação e da Reação, se aplica diretamente. Um post vai, sempre, gerar reações que podem ser explícitas, com comentários ou curtidas, ou não. Já vi casos de amizades desfeitas, situações constrangedoras no trabalho ou no relacionamento com clientes.

Desta forma, no intuito e ajudar, relaciono, abaixo, algumas recomendações básicas. Tem alguma outra? Algum comentário? Contribua.

  1. Seu post = sua opinião: Parece óbvio, mas é importante deixar claro. Quando você compartilha algo, comenta um outro post ou escreve um novo, você está manifestando SUA opinião sobre um determinado candidato ou partido.

  2. Seja respeitoso: Nas últimas semanas, com o aumento do volume de posts sobre política no FB, vem aumentando, também, o número de reações mais emocionais, o que é natural pelo momento que vivemos. No entanto, deve ser observada uma regra básica de comportamento. Não use palavriado inadequado, não promova discriminação de qualquer forma, evite insultos. Em alguns momentos, é melhor esfriar a cabeça e pensar com calma antes de responder a um post.

  3. Seja factual: Apresente fatos concretos. Não crie situações para sustentar suas posições. Fatos e acontecimentos podem ser usados para sustentar sua posição. É um economista? Deixe clara sua formação. É muito ruim ler um comentário sobre política econômica, cheio de emoção e carga política, feito por um profissional de outra área. 

  4. Verifique a fonte e o escritor: A maioria absoluta dos veículos de imprensa defende uma corrente política. Infelizmente, esta é a grande verdade. Tenho conhecidos que compartilham frequentemente artigos de uma publicação online alinhada com um dos partidos políticos disputando a eleição. É claro que o seu conteúdo é tendencioso, natural. O mesmo vale para revistas e jornais de grande circulação. Ao compartilhar informação reconhecidamente tendenciosa, você pode perder credibilidade. Não precisa ser isento, mas saiba o que está compartilhando.

  5. Leia atentamente antes de comentar ou compartilhar: Leia toda a publicação e seus comentários. Muitas vezes o debate já vai longe e seu ponto pode já ter sido discutido e esclarecido. Existe algo mais que você possa acrescentar? Lembre-se das outras dicas acima.

  6. Adicione valor: Esta é uma dica importante. Se você tem conhecimento sobre um ou mais temas da campanha eleitoral, comparilhe sua opinião. Faça com que a discussão tenha mais valor para todos. O que promove a democracia é um debate baseado em fatos e informações. Contribua, compartilhe, sempre deixando claro o que sustenta seus argumentos.

  7. Quantidade de posts: Se você está em campanha por um candidato, é esperado um volume maior de posts. Se não está em campanha, cuidado com o excesso. Política não é um tema que agrada a todos e um número excessívo de publicações pode ter efeito contrário ao desejado. De qualquer forma, sempre cuidado e atenção especial ao conteúdo.

As Redes Sociais estão transformando a sociedade. Pela primeira vez na história da política brasileira, estão sendo utilizadas de forma mais ativa em uma campanha. E, seguramente, terão impacto nos resultados. Faça a sua parte, contribua para o debate, mas sempre de forma respeitosa e construtiva, mirando um Brasil melhor para todos.

Dois pontos adicionais:

  1. De uma amiga... apenas para ficar claro, emoção é tudo na vida! Mas em se tratando de um tema polêmico e um espaço aberto, público, penso que o melhor é ter conteúdo com uma dose de emoção sim, mas não precisa ser grande. Emoção boa é uma conversa sobre política com amigos, em uma mesa de bar.
  2. De um amigo... vale lembrar que, no Facebook, você pode (e deve) controlar quem vê suas publicações. Se é público, está disponível para ser lido por qualquer um.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Never Offline, the age of the wearable devices


Last week in Boston, for customer meetings, I had the opportunity to witness, on American soil, the release of the iPhone 6, the iOS 8 and the Apple Watch. Received with great enthusiasm by a legion of admirers, the arrival of the devices mark the beginning of a new era and were featured on the cover of numerous specialized magazines (or not). Tthe traditional Time magazine, for example, devoted its cover and six pages to the subject, treating it as a paradigm shift and a profound shift on lifestyle. According to the report, speaking directly about the new watch "Apple is not just reviving an old category, it's moving the boundary".

Apple Watch is something new

Wristwatches have been around for decades. They were important in the wars of the last century, in aviation, on sports and gained prominence with sophisticated and expensive models, often attaining the status of jewelry. However, in a large part of the story, its primary function was always tracking the time (and, of course, function as alarm clocks or timers). In the 70s we witnessed the arrival of the first modified model, which became known as "calculator watch". The model won the market and survives today and is easily found in retail stores for about $ 25.00. Since then, no significant advance.

Recently we saw a further shift with the arrival of smart watches. Samsung went ahead and produced more than one million units of the Galaxy line, the report said, without producing large commotion in the market and no signs that it will "catch". Google also launched its model, which so far has not sold half a million units. This is the scenario in which Apple hits the market. The big difference is that Apple comes with more than just a watch. When CEO Tim Cook made the speech launching, repeatedly used the "personal" and "intimate" words. Basically, what Apple is doing is "asking you to strap a computer to your arm".

Wearable devices

Apple Watch is the bet of the Cupertino company in the area of wearable devices. There are already numerous applications in this area, such as those applied to the area of fitness and health. Companies like Nike, Fitbit, Jawbone and many other already placed apps on the market that allow you to monitor the behavior of your body during physical activity. Apple's proposal is to control a number of personal indicators such as pressure, temperature, heart rate, blood sugar level and more. Definitely, we still lack a clear vision of the scope of what lies ahead.

In this first version, Apple offers adapted versions of famous applications for weather forecast, value of stocks, passbook, photos, maps and more. Everything, of course, connected with an iPhone within reach for functions that require an Internet connection. Furthermore, using the HomeKit app, you can control home devices like your television, house lights, thermostat and more.

One of the big news is "Apple Pay" payment system. The proposal here is to leave behind the current means of payment such as checks and credit cards. Paying with Apple Pay all you need is your Apple Watch. An antenna on the iPhone 6, using the NFC technology (Near Field Communication) and your personal digital allow a payment to be made in seconds.


However, there are challenges ahead. So far, according to Time, the adoption of wearable devices has been slow. The main reason would be the aesthetic issue and also a personal matter. The use of such devices, monitoring personal information and eventually making it available for use by another company, is opening new loopholes in legislative issues. New terms will be needed for personal information to be shared.

As for aesthetics, apparently there was great progress. The first Smart Watches were large and without a proper style. Apple Watches comes with a lot of care with respect to the design and is likely to become objects of desire and even became fashionable.

Corporate Apps

One point not yet explored in this new frontier is the use of this type of device in the corporate world. During the launch, the focus was primarily on the end user. However, when we consider the use of an Apple Watch, or more broadly, of wearable devices, the applications are numerous. In fact, we can not even see all its possible uses.

A few weeks ago, IBM announced a major partnership with Apple to develop business applications for Apple devices. At the time, it was possible to visualize enterprise applications running on an iPad or an iPhone. Now, it opens a new window. For example, applications that allow the monitoring of equipment on an oil rig can gain agility. In addition, you can monitor the health of an employee, even in remote locations.

In conclusion, yes we are living one of those rare moments in which technology can transform our lifestyle and our work environment, just as happened with the advent of Personal Computers, Internet, Social Networks and the iPhone. The era of wearable devices arrived.

If we think of the universe of possibilities now available we cann't foresee wath is still to come around. Adding all this to Watson, we can see huge benefits in several areas such as health, telecommunications and many others.

Also according to Time, the great paradox of this new era is that wearable devices give you more control and, at the same time take away. We will, then, need to decide how much control we want, and how much we are willing to give away.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Never Offline, a era dos disposivitos "vestíveis"


Na semana passada, em Boston, para reuniões com clientes, tive a oportunidade de testemunhar, em solo americano, o lançamento do iPhone 6, do iOS 8 e do Apple Watch. Recebidos com grande entusiasmo por uma legião de admiradores, os dispositivos marcam o início de uma nova era e foram matéria de capa de inúmeras revistas especializadas (ou não). A tradicional Time, por exemplo, dedicou sua capa e 6 páginas ao tema, tratando-o como uma quebra de paradigma, de modelo, de estilo de vida. Segundo a matéria, falando diretamente sobre o novo relógio "Apple isn't just reviving an old category, it's moving a boundary".

O Apple Watch é novidade

Relógios de pulso existem a décadas. Foram importantes nas guerras do século passado, na aviação, nos esportes e ganharam destaque com modelos sofisticados e caros, muitas vezes alcançando o status de joia. No entanto, em grande parte da história tiveram como função básica marcar as horas (ou funcionar como cronômetros ou despertadores). Na década de 70 assistimos ao primeiro modelo "modificado", que ficou conhecido como "relógio calculadora". O modelo ganhou o mercado e sobrevive até hoje, sendo facilmente encontrado em lojas de varejo por cerca de US$ 25,00. De lá para cá, nenhum avanço significativo. 

Recentemente vimos mais uma mudança com a chegada dos smart watches. A Samsung saiu na frente e produziu mais de um milhão de unidades da linha Galaxy, segundo a reportagem, sem produzir grandes estardalhaços no mercado e sem dar sinais de que vai "pegar". A Google também lançou seu modelo, que até o momento não vendeu nem meio milhão de unidades. É neste cenário em que a Apple chega ao mercado. A grande diferença é que a Apple vem com mais do que simplesmente um relógio. Quando o CEO Tim Cook fez o discurso de lançamento, usou repetidas vezes as palavras "personal" e "intimate". No fundo, o que a Apple está fazendo é "asking you to strap a computer to your arm".

Wearable devices

O Apple Watch é a aposta da empresa de Cupertino na área de wearable devices, ou dispositivos vestiveis, se é que esta tradução é aceitável. Já existem inúmeras aplicações nesta área, como aquelas aplicadas a área de fitness e de saúde. Empresas como Nike, Fitbit, Jawbone e muitas outras já colocaram no mercado dispositivos que permitem monitorar o comportamento do seu corpo durante atividades físicas. A proposta da Apple é permitir o controle de um sem número de indicadores pessoais, como pressão, temperatura, batimentos cardíacos, nível de açúcar no sangue e muito mais. Definitivamente, ainda não temos uma visão clara do alcance do que vem pela frente.

Nesta primeira versão, a Apple disponibiliza versões adaptadas de famosos aplicativos como para previsão de tempo, valor de ações, o passbook, photos, mapas e muito mais. Tudo, é claro, conectado com um iPhone ao alcance para funções que necessitem de uma conexão com a Internet. Além disso, usando o app HomeKit, será possível controlar dispositivos domésticos como sua televisão, luzes da casa, termostato e muito mais. 

Uma das grandes novidades é o sistema de pagamento Apple Pay. A proposta aqui é deixar para trás os meios atuais de pagamento como cheques e cartões de crédito. Com o Apple Pay, basta usar o Apple Watch. Uma antena no iPhone 6, a tecnologia NFC (Near Field Communication) e a sua digital permitem que seja feito um pagamento sem questão de segundos.


Nem tudo são flores

No entanto, existem desafios pela frente. Até o momento, segundo a Time, a adoção dos wearables devices tem sido lenta. Os principais motivos seriam a questão estética e também uma questão pessoal. O uso de um dispositivo destes, monitorando informações pessoais e, evenvualmente as tornando disponíveis para uso por outra empresa, abre novas brechas em questões legislativas. Novos termos de uso serão necessários para que informações pessoais sejam compartilhadas.

Quanto a questão estética, aparentemente houve grande progresso. Os primeiros Smart Watches eram grandes e sem um estilo próprio. Os relógios da Apple vem com uma série de cuidados com relação ao design e tem grandes chances de tornarem-se objetos de desejo e até mesmo virar moda.

Aplicações no mundo corporativo

Um ponto ainda pouco explorado desta nova fronteira é o uso deste tipo de dispositivo no mundo corporativo. Durante o lançamento, o foco foi primordialmente o usuário final. No entanto, quando pensamos no uso de um Apple Watch, ou mais amplamente, em wearable devices, as aplicações são inúmeras. Na verdade, ainda nem conseguimos visualizar todas seus possíveis usos.

Faz poucas semanas, a IBM anunciou uma grande parceria com a Apple para o desenvolvimento de aplicações de negócio para os dispositivos da Apple. Na época, já era possível visualizar aplicações corporativas rodando em um iPad ou em um iPhone. Agora, abre-se uma nova janela. Por exemplo, aplicações que permitem o monitoramento de equipamentos em uma plataforma de petróleo podem ganhar em agilidade. Além disso, será possível monitorar as condições de saúde de um funcionário, mesmo em localidades remotas.

Concluindo, estamos sim vivendo um daqueles raros momentos em que a tecnologia pode transformar nosso estilo de vida e nosso ambiente de trabalho, da mesma forma como aconteceu com a chegada dos Computadores Pessoais, da Internet, das Redes Sociais e do iPhone. A era dos wearable devices chegou.

Se pensarmos no universo de possibilidades agora disponível vemos que muita coisa nova vem por aí. Somando tudo isso ao Watson, podemos ver enormes benefícios nas mais diversas áreas, como saúde, telecomunicações e muitas outras. 

Ainda segundo a Time, o grande paradoxo desta nova era está em que os dispositivos vestíveis te dão mais controle e, ao mesmo tempo, tiram. Será preciso, então, decidir quanto controle queremos, e quanto estamos dispostos a abrir mão.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Reputação Digital e seu blog, uma relação de longo prazo


Um bom número de comentários que recebi sobre o último post, Como construir sua reputação digital?, está relacionado com o ato de escrever, mais especificamente um blog. Definitivamente, não é uma atividade simples, principalmente se você se preocupa em produzir conteúdo de qualidade. Eis que, navegando pelo LinkedIn, encontro um interessante post de uma colega blogueira sobre o tema. Com o título de "I've been blogging gor 8 freaking years", ela apresenta uma lista de razões pelas quais vale a pena manter um blog e relaciona lições que ela aprendeu durante seus 8 anos de blogueira. Quais são algumas destas lições? Veja, a seguir, algumas lições interessantes:
  1. Publique seu conteúdo, simples assim - seguramente, ele vai ter valor para alguem. Um dos grande benefícios da Internet é exatamente o de permitir que conteúdo seja publicado de forma mais ágil e, principalmente, compartilhado. Você tem conteúdo? Publique.

  2. Não tenha receio de sua própria voz - novamente, publique. Seu conteúdo tem valor. Ouça seus leitores, suas críticas e sugestões. Aos poucos você vai se acostumar a publicar conteúdo no formato mais adequado para seu público. Não tenha receio de publicar o que você pensa.

  3. Não importa se ninguem está lendo - lembra do início do Twitter? Não havia ninguem navegando naquele espaço. O mesmo vale para qualquer novo ambiente. Insista, divulgue, faça com que as pessoas saibam que você está escrevendo. No início do Explora! eu enviava emails para uma lista de distribuição sempre que eu publicava um novo post. Ficava chateado quando via que era lido por poucos. Insisti e, aos poucos, o número de leitores foi aumentando. Até hoje, quando publico algo, divulgo nas redes sociais. Essa é a dinâmica.

  4. A maioria das pessoas não escreve brilhantemente bem - são poucos os que dominam a arte de escrever em um formato correto. Erros acontecem, typos podem ocorrer. Leia e busque captar o sentimento, o real conteúdo. Procure desenvolver suas habilidades de escrita.

  5. A grande maioria das pessoas não cria conteúdo, simplesmente repassa conteúdo - se você tem capacidade para publicar conteúdo, siga em frente. A propósito, não tem nada de errado em republicar conteúdo de outras pessoas, desde que, obviamente, a fonte seja mencionada (como no início deste post).
A arte de escrever demanda tempo e disciplina. Demanda investimento em aprendizado e muita vontade de compartilhar. O Explora! completou 7 anos no dia 10 de Agosto. Valeu todo o investimento.


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Como construir sua reputação digital?


Fui convidado para palestrar no evento IBM Deeper Insight, em Outubro. Trata-se de um evento virtual, dirigido a novos funcionários da IBM (novos IBMistas), o que inclui todos aqueles que entraram na companhia nos últimos dois anos, bem como novos gerentes. O público esperado é de 90 mil funcionários, mais 18 mil gerentes e executivos. O evento, com três dias de duração, vai contar com apresentações de vários vice-presidentes e, inclusive, com a CEO da IBM, Ginni Rometty. O que esperam de mim? "You are uniquely positioned to share your point of view on IBM's Social Business Portfolio – especially as it relates to our Client Experience.". Dentro de mais de 500 mil funcionários em todo o mundo eu fui convidado para compartilhar minha visão sobre Social Business. Por que fui convidado? Pela minha contribuição com relação ao tema, pela minha participação em projetos, em atividades de pré-venda, em outros eventos, pelo meu blog, pelos artigos que escrevo, enfim, pela minha reputação. Construir uma reputação forte é um dos principais desafios profissionais. Em tempos de Internet e Social Business, saber navegar por estes ambientes virtuais e, ao mesmo tempo, manter uma rede de relacionamentos no mundo real, faz toda a diferença. E como construir uma reputação?

Estudos detalhados com as mais variadas propostas surgem a cada dia, com as mais diversas abordagens. Ao mesmo tempo em que o desafio é grande, seguir uma metodologia e investir no desenvolvimento de sua reputação é absolutamente fundamental para uma carreira de sucesso. E este processo depende, principalmente, de cada um de nós. Esta não é uma missão que faz parte do job description do seu gerente ou mesmo do time de recursos humanos de sua empresa. Cabe a cada um de nós dedicar tempo e energia. Sem ter a pretensão de propor uma metodologia definitiva, relaciono, abaixo, cinco passos para sair do anonimato e se transformar em uma referência em sua área de atuação. Um pequeno alerta. Não estou querendo ensinar ninguem a virar uma celebridade. Reputação e Celebridade, para o contexto deste post, tem sentidos diferentes. A reputação é composta pela bagagem que você vai construindo ao longo do tempo. O conceito de celebridade, aqui, está mais associado ao destaque na mídia por um ou mais eventos.

E quais são os passos a serem seguidos para se construir uma sólida reputação? Abaixo relaciono 5 passos que, se perseguidos com disciplina vão fazer com que você alcance uma excelente visibilidade tanto na sua empresa como no mercado.

1 - Tenha controle sobre sua IMAGEM:

Antes de começar, certifique-se que seu perfil, tanto público como dentro de sua empresa, está bem definido. Atualize seu perfil no LinkedIn, no Facebook e em todas os pontos de referência externos. Sua Universidade tem um portal de ex-alunos? Sua escola? A instituição em que você fez uma pós-graduação? Assegure-se de que, em todos eles, suas informações estão atualizadas e de que estão claras em relação a sua formação e atuação. Se você quer ser reconhecido como um especialista em Social Business, precisa estar certo de que todos saibam, caso visitem suas páginas nestes ambientes. O mesmo vale para a rede interna de sua empresa. Se sua empresa tem uma Intranet, faça com que ela também reflita seus interesses e área de atuação.

2 - Construa sua REDE:

Você é o que a sua rede de relacionamentos diz que é. Sem uma rede, você não é nada. Para construir uma rede, você pode começar participando de eventos, tanto internos quanto externos. Participe, atue, discuta com os outros participantes e identifique aqueles que tem interesses mais próximos dos seus. Em eventos externos, procure conhecer novas pessoas, que podem ampliar a sua rede e aumentar a visibilidade sobre você. Mantenha contato com eles tanto nas redes sociais como participando de outros eventos.

Nas redes sociais como o LinkedIn, por exemplo, participe de grupos. Eles são excelentes pontos de encontro virtual para profissionais com interesses semelhantes. Existem grupos de todos os tipos como aqueles relacionados com instituições acadêmicas, com empresas ou com revistas especializadas. Selecione aqueles que estão mais próximos da sua área, inscreva-se e participe. Comente as publicações feitas por outros membros dos grupos, dê sua opinião, faça perguntas. Enfim, tenha participação ativa. Existem inúmeros fóruns e salas de colaboração no mundo virtual.

Se sua empresa tem fóruns internos de discussão, participe. Se não tem, crie e lidere a iniciativa. Construir sua rede dentro de sua empresa também é fundamental para sua reputação.

3 - Transforme-se em uma AUTORIDADE:

Uma Autoridade em um assunto qualquer produz conhecimento. O processo de construção da reputação demanda que você produza e publique conhecimento. Inspire-se, escreva e publique. É importante a produção de conteúdo de sua autoria, e não apenas o compartilhamento de material de terceiros. Claro que compartilhar deve fazer parte do processo, mas criar conteúdo é onde você vai mostrar seu valor. Se você não gosta de escrever, procure desenvolver-se na técnica. Existem inúmeras metodologias. Não precisa começar escrevendo um livro, publique um post com dois ou três parágrafos e vá elaborando aos poucos.

Que tal começar um blog? São textos relativamente curtos e um excelente formato para você construir um acervo de conhecimento e uma rede de relacionamento em torno do mesmo. Escreva e divulgue, faça com que sua rede veja sua produção. Incentive os comentários, sejam críticas ou sugestões. Esta é a dinâmica. Comecei a escrever o Explora! em 2007 e é uma excelente plataforma para compartilhar conhecimento e construir uma rede de relacionamentos.

4 - Transforme-se em um AUTOR:

Uma vez que tenha começado a produzir conhecimento e a registrá-lo em blogs, o próximo passo é um pouco maior. Procure escrever artigos mais longos para publicações especializadas. Neste momento, o mercado começa a ver sua carreira profissional de forma diferente. Mais do que simplesmente compartilhar conhecimento em um blog (que, como vimos anteriormente, é um passo importante), ao publicar em revistas especializadas existe um reconhecimento implícito. Afinal, ninguem é convidado para escrever uma matéria em uma revista se não for reconhecido com especialista na área. Sua reputação já está atingindo um bom nível e os primeiros resultados começam a aparecer.

Para se iniciar na arte de escrever um livro, um eBook pode ser uma boa idéia. Você vai praticar a difícil arte de estruturar o livro, de escrever capítulos, de revisão, da publicação e da divulgação do mesmo. É um trabalho maior, que vai demandar muito mais tempo e disciplina. É interessante também pois, durante a revisão, você vai interagir com outras pessoas. Eu publiquei dois ebooks, o primeiro com o título de "Afinal, o que é Social Business" que é uma coletânea de posts do Explora! e o segundo, "A Jornada Social", uma experiência, uma forma diferente de abordar o conceito de Social Business, em um formato romanceado, inspirado no excelente livro A Meta, de Eliyahu M. Goldratt e Jeff Cox.

5 - Transforme-se em um PALESTRANTE:

Uma vez que você tenha construido uma sólida reputação, é hora de compartilhar seu conhecimento em outros ambientes. Naturalmente, neste momento, você vai ser convidado para palestrar em eventos, dar entrevistas e participar de pesquisas junto com analistas de mercado. Você já tem reputação, agora o mercado quer te ouvir e aprender com você. Novamente, este é mais um desafio pois muitas pessoas não sentem-se bem para falar em público. Vale seu investimento para desenvolver técnicas. Esteja seguro de que falar sobre algo que você domina é bem mais fácil do que você imagina. Você vai se surpreender!

Conclusão:

A estrada é longa. Não espere resultados em pouco tempo. Lembre-se da diferença entre celebridade e reputação e esteja seguro de que reputação é algo que se conquista com inspiração, conhecimento, disciplina e muito suor. O resultado é extremamente positivo e vale todo o investimento. Construa sua reputação, sua marca, e diferencie-se no mercado.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Internet das Coisas e Redes Sociais Corporativas na Amcham Brasil

A Amcham Brasil, unidade de Curitiba, estará patrocinando uma ampla discussão sobre o tema Internet das Coisas, no próximo dia 13 de agosto. O objetivo é fomentar uma discussão com os membros da entidade sobre como esta tendência, junto com o mundo das Redes Sociais Corporativas, vem transformando a forma como o trabalho é feito. Fui convidado para palestrar sobre o tema. Será uma conversa bem interessante!

Mais detalhes sobre o evento:

CURITIBA
GESTÃO EMPRESARIAL

Internet das Coisas

Participe desse evento.
A popularização das redes sem fio e o barateamento de chipsets fazem com que a internet seja cada vez mais utilizada para conectar objetos. Essa realidade, aliada às projeções de crescimento, colocam em questão a preparação da infraestrutura para receber este fluxo e seus impactos na tomada de decisão por gestores de rede e desenvolvedores de aplicações.
Do uso crescente, por parte de empresas de todos os portes, das tecnologias de colaboração social para aumentar a produtividade e manter melhores relacionamentos entre clientes e fornecedores, vem à pauta o segundo tema do encontro: “A Jornada Social”, que apresentará os principais desafios e benefícios alcançados pelas empresas, e quais os principais envolvidos neste processo.

PROGRAMAÇÃO

Internet das Coisas
08h30 - Credenciamento e Welcome Coffe
09h00 - Inicio da palestra Internet das coisas – Infraestrutura Com Claudio Saes
09h55 - Intervalo coffee
10h05 - Inicio da palestra Internet das coisas nas Redes Sociais Corporativas com Flavio Mendes
11h00 - Debates e Perguntas
11h30 - Encerramento

INFORMAÇÕES

Contato: Fernando Balotin Carreiro
Tel.: 041 2104-9350
E-mail: fernando.carreiro@amchambrasil.com.br
Local: A Amcham Curitiba fica localizada próxima ao BIG Av. das Torres.

CURRÍCULO DO PALESTRANTE

Flavio Gusmao De Figueiredo Mendes, formado em Matemática com especialização em Informática pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pós-graduado pela Faculdade de Economia e Administração da própria Universidade, além de pós no IBMEC-RJ e também na Fundação Dom Cabral, de Belo Horizonte/Nova Lima. Trabalho na IBM há 20 anos dos quais 18 na área de Software, mais especificamente em Soluções de Colaboração. Nos últimos anos, especializou-se em Portais e em Redes Sociais. Participando de projetos na área de Colaboração em clientes das mais variadas indústrias e portes. Blogueiro desde 2007, atualmente dedicado a Explorar a discutir temas relacionados com Social Business e Cloud.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

The price of hiring the wrong professional


Hiring the wrong professional is expensive. We all know that. You incur in numerous expenses, some provided by law, with the termination of the employee. Not to mention the cost of the hiring process and of course the wasted time. Want to know how much it costs? 19.8 billion dollars. This is the result of a study by PwC and LinkedIn developed with the data from  companies in 11 countries, including the Netherlands, UK, Canada, Singapore, United States, Australia, France, Germany, India, China and Brazil.

The project was based on interactions of 277 million users and LinkedIn information from 2,600 customers of PWC. A crossing was made of this information considering that "terminated employees with less than one year of employment potentially represent an error in the hiring process." After all, if the process was well done, it is expected to stay longer in their jobs.

There is a discussion in the market regarding the permanence of staff for longer than one or two years on the job, especially with respect to the younger generations, their individuality, independence and little stability in jobs. However, it is definitely not reasonable to expect that a new employee be less than one year in a new position. Regardless of who initiates the shutdown process if the employee or employer, it is not really reasonable.

Hiring  processes will run well beyond a simple analysis of a Curriculum Vitae and interview. Currently, the amount of information available in social networks is a key factor for a good analysis of a candidate. Companies of all sizes and industries have increasingly used these public information on their processes for talent. And they are published by the candidates themselves, and their coworkers.

Admittedly, for a professional attain a full development into a new position, takes time to settle in and start producing, also known as onboarding. This process takes time. Companies have invested in facilitating this process that goes beyond simply following a checklist. It is important to understand that, in addition to the more common items obtaining an extension, provide a workstation or a line of cell phone, also need to take care of cultural adaptation. By doing so, we will streamline the process and make the new employee start producing earlier. And to ensure that the process to happen the way we want, there are methodologies and services that can be hired for this. An example is the IBM Onboarding.

To illustrate, IBM, just last year, contacted more than one million candidates around the world. And, with the analysis of social networks and some changes in HR processes, the cost of hiring fell approximately 40%. A few years ago, about 4 in 10 recruitment procedures needed the support of a headhunter. Currently, this demand has dropped to 10%. Other companies such as Natura and Nextel have also increasingly used social media in their hiring processes.

In short, hiring the right candidate is a critical process that demand enormous attention and methodology. The price to be paid by a erroneous hiring is very big. Times have changed and we need to go beyond a simple analysis from CV and one or more interviews. The use of the information published on social networks together with changes implemented  in HR processes can assist managers in finding the correct professional.

domingo, 25 de maio de 2014

"A Jornada Social", meu segundo eBook

"A Jornada Social", clique na imagem para baixar o livro

Venho trabalhando já faz algum tempo no projeto de um novo eBook. Depois do primeiro, uma coleção de posts selecionados do Explora!, que pode ser baixado gratuitamente aqui, decidi que era momento de me aventurar um pouco mais livremente no mundo das redes sociais corporativas. E quando digo "livremente", quero dizer sem elos tecnológicos, tentando mergulhar na dinâmica social de um projeto deste tipo. 

Fui buscar inspiração no excelente livro A Meta, de Eliyahu Goldratt e Jeff Cox. O livro discute diversos aspectos relacionados com a teoria das restrições e seus impactos no ambiente fabril. A grande diferença, e o que o faz especial, é a forma como ele é escrito. O livro narra a história de um consultor e de como ele ajuda uma empresa a melhorar sua produção otimizando uma de suas fábricas mas, ao mesmo tempo, conta um pouco da vida dele e de como ele gerencia os desafios de uma fábrica e de sua vida pessoal. 

"A Meta" foi escrito em 1984. Era um mundo ainda sem telefones celulares, sem Internet, sem Facebook, onde o ritmo era diferente. É extremamente interessante ver como um profissional lidava com sua vida pessoal e profissional, buscando o equilíbrio entre ambas.

"A Jornada Social" não é um livro sobre tecnologia e também não é um livro acadêmico. A proposta é ser uma experiência, um ensaio sobre o tema Social Business. E, da mesma forma como "A Meta" foi escrito, a idéia deste novo eBook era discutir o tema em uma versão romanceada. As mudanças sociais e culturais nos últimos 30 anos foram enormes e procuro retratar um pouco como elas vem impactando nossa vida.

Breve resumo do livro:

"Esta é uma história de ficção, com inspiração na vida real, mais precisamente, na minha vida profissional. A base é minha experiência nos últimos quinze anos, com foco especial nos últimos cinco anos. Meu objetivo é apresentar a jornada de uma empresa buscando tornar-se um Social Business, ou seja, uma empresa que usa conceitos e tecnologias de Redes Sociais e Colaboração para suportar e alcançar os seus objetivos de negócio.

O livro conta uma parte da história do Grupo Estrela, empresa familiar, fundada por Jorge Henrique Estrela há 30 anos, e que se transformou em um império nacional na área do varejo. Cobre, mais precisamente, eventos que ocorreram no ano de 2011, ainda sob reflexos da crise financeira internacional de 2008/2009. O Grupo Estrela sofreu, nos meses iniciais de 2009, impacto forte e foi obrigado a fechar algumas lojas e demitir funcionários. Durante o ano de 2011, a instabilidade do mercado e as dificuldades para crescer fizeram com que idéias inovadoras fossem buscadas para retomar o crescimento."

Para baixa uma cópia do livro, basta clicar aqui.

Espero que gostem! Boa leitura!

terça-feira, 18 de março de 2014

Information stored in the cloud, an Open Letter to IBM Customers

Much has been said about the security of information stored in the cloud. The recent case of leakage / espionage involving the NSA brought the topic to the main agenda of discussions of CEOs and CIOs worldwide. IBM has just published an Open Letter to our Customers about government access to stored information. Below you can find the original content, published last Friday, March 14th, signed by Robert Weber, IBM Senior Vice President, Legal and Regulatory Affairs, and General Counsel.

For decades, clients around the world have trusted IBM with their data. We believe we have earned that trust.
In view of the wide range of proposed government regulations around the world related to the handling and treatment of data, clients have asked us questions about their data – how best to secure it, where to locate it, and how we would respond should governments request access.
This is also a matter of interest to our employees, our partners, and our shareholders. Given the global discussion about data security and privacy, we wanted to communicate our view on these issues.
At the outset, we think it is important for IBM to clearly state some simple facts:
  • IBM has not provided client data to the National Security Agency (NSA) or any other government agency under the program known as PRISM.
  • IBM has not provided client data to the NSA or any other government agency under any surveillance program involving the bulk collection of content or metadata.
  • IBM has not provided client data stored outside the United States to the U.S. government under a national security order, such as a FISA order or a National Security Letter.
  • IBM does not put “backdoors” in its products for the NSA or any other government agency, nor does IBM provide software source code or encryption keys to the NSA or any other government agency for the purpose of accessing client data.
  • IBM has and will continue to comply with the local laws, including data privacy laws, in all countries in which it operates.
IBM is fundamentally an enterprise company, meaning our customers are typically other companies and organizations rather than individual consumers. We serve some of the world’s most successful global corporations, helping them achieve their business goals.
Our business model sets us apart from many of the companies that have been associated with the surveillance programs that have been disclosed. Unlike those companies, IBM’s primary business does not involve providing telephone or Internet-based communication services to the general public. Rather, because the vast majority of our customers are other companies and organizations, we deal mainly with business data. Our client relationships are governed by contract, with clear roles and responsibilities assigned and clearly understood by all parties. To the extent our clients provide us access within their infrastructure to the type of individual communications that reportedly have been the target of the disclosed intelligence programs, such information belongs to our clients.
For these reasons, it has long been our (and our clients’) expectation that if a governmentdid have an interest in our clients’ data, the government would approach that client, not IBM.
Our Commitment to Clients and Recommendations to Governments
We understand that clients are concerned about the security and privacy of their data. Therefore, we want to offer the following assurances:
  • In general, if a government wants access to data held by IBM on behalf of an enterprise client, we would expect that government to deal directly with that client.
  • If the U.S. government were to serve a national security order on IBM to obtain data from an enterprise client and impose a gag order that prohibits IBM from notifying that client, IBM will take appropriate steps to challenge the gag order through judicial action or other means.
  • For enterprise clients’ data stored outside of the United States, IBM believes that any U.S. government effort to obtain such data should go through internationally recognized legal channels, such as requests for assistance under international treaties.
  • If the U.S. government instead were to serve a national security order on IBM to obtain data stored outside the United States from an enterprise client, IBM will take appropriate steps to challenge the order through judicial action or other means.
  • IBM will continue to invest in world-class security technologies and services, and we will engage governments around the world on behalf of sensible, market-led policies that enable the free flow of data while promoting strong security. IBM will also continue its decades-long tradition of privacy leadership.
Governments must act to restore trust. IBM believes governments should take the following actions:
  • Governments should reject short-sighted policies, such as data localization requirements, that do little to improve security but distort markets and lend themselves to protectionist tendencies.
  • Governments should not subvert commercial technologies, such as encryption, that are intended to protect business data.
  • The U.S. government should have a robust debate on surveillance reforms, including new transparency provisions that would allow the public to better understand the scope of intelligence programs and the data collected.
Conclusion
Technology often challenges us as a society. This is one instance in which both business and government must respond. Data is the next great natural resource, with the potential to improve lives and transform institutions for the better. However, establishing and maintaining the public’s trust in new technologies is essential.
IBM is committed to being a responsible participant in this discussion and a strong advocate for our clients.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Health, Safety and Environment management - The role of Social Business

One of the corporate areas that is gaining more and more importance in recent years is the one that aims to manage "Health, Safety and Environment" (HSE). The transformations that our cities undergo, labor relations and environmental impacts, among other factors, directly impacts the performance and reputation of any company. The big challenge for HSE is to modernize and incorporate methodologies and technologies that can assist in their performance. Social Business, allowing increased participation of employees, increasing transparency in its processes and giving more flexibility to their operations, can help in this process.

Traditionally HME is an area driven by regulations and compliance. The rules come either from outside the company, especially from the government and entities associated, as the industry to which they belong. They are typically complex. They are part of corporate policy and standards and should be widely known by all the staff. However due to limitations in communication often are not, generating a huge risk.

The main transformation of HSE is to move from a unit focused solely on rules and procedures for a wider role directly linked to performance of the company and with its main stakeholders. It is a complex change and demands an enormous energy, but with clear and ample rewards.

It is easy to understand that failures in systems and processes in HSE can directly impact the performance of businesses and generate intangible losses, such as image and reputation. In recent decades we have seen several examples around the world not only in the oil and mining companies due to the high risk of environmental damage, but in all segments of business, such as banks, insurers, retailers, and others. It is important to remember that when we talk about HSE we are also talking about Health and Safety.

Oil & Gas companies, for example are always on the lookout for this area as they live daily with the risk of image due to their activities. And they, in a very particular way is leading this transformation in HSE when migrating from simply "compliance driven" for a company with a focus on sustainable business growth. The goal at the end of the day is to have a more solid reputation and gain the trust of the market and investors.

New Challenges

However this transformation process is much more complex than we imagine. In this new ecosystem of technology, new variables need to be adequately addressed to ensure the desired results as, for example:
  1. Big Data and Analytics - the amount of data and information currently available is simply enormous. Sensors are everywhere both in equipment and in people, generating real-time information, which were not addressed until recently. Tools of data analysis can identify patterns and help prevent accidents for example.
  2. Social Business - the new Social technologies are already part of everyday life for most companies and can be used to increase employee engagement. In the traditional model, for example the disclosure standards of SMS was slow and uneven. Currently social training models guarantee its disclosure much faster. Moreover, it is much easier to locate an expert in a particular problem.
  3. Mobility - the facilities associated with new mobile devices streamline processes and allow the experts to be contacted anytime and anywhere.
However despite all the advantages brought by new technologies the biggest challenge of HSE is still associated with people, with their behavior and the culture of companies. And, for that, only technology is not enough. This is exactly where the Social Business can help.

HSE layers

When we analyze the impact of actions in SMS we see that the more complex is to act in the company culture. It's easy to act in the physical layer, controls and sensors but if we do not have shares in the cultural part the changes end up getting in the way. Shares in the cultural part can get results from longer term. Of course they are much more complex actions but it definitely has an impact on the much longer term with clearer benefits. The figure below shows this clearly.


Social Business and HSE

In implementing concepts of Social Business in a company to assist in the processes of SMS we can get some benefits like:
  1. Collaboration: employees from different areas with different backgrounds can communicate faster and therefore work together more closely. This exchange of information allows greater flexibility in the treatment of seizures allows the identification of experts and the record of knowledge, which shall help everyone in the company.
  2. Content creation: whether in the form of blogs, wikis or forums, Social technologies allow a much wider dissemination of knowledge. Furthermore, causes experts to share information such as best practices, for example, much faster.
  3. Analytics: the ability to analyze the vast amount of information generated "socially" both inside and outside the company makes it possible to have a much more solid and also faster decision process .
The transformation of HSE area typically consists of three phases:

Phase 1:
  1. Decentralized systems 
  2. Limited and weak communications 
  3. Inconsistent training and gaps in information sharing 
  4. Performance of executives not tied to the performance of HSE area
Phase 2:
  1. Integrated SMS Systems 
  2. Proactive SMS communications
  3. Improved training 
  4. Bonus of the executives are linked to the performance of SMS
Phase 3:
  1. HSE Communities, Experts Networks and Knowledge Management
  2. Collaboration environment implemented
  3. Performance of the company and individuals tied to the performance of SMS
  4. Scorecards with KPIs
The HSE journey is long and demands investments in both technology and in Change Management. To believe that only the implementation of new systems of HSE will assist in this transformation is risky. The technologies and methodologies of Social Business can be an important partner in this process.

Want to know more about the topic? Read the paper written by Mark Weitner and D. Hatler both experts from the IBM Competence Center and Strategy for Health, Safety Environment and sustainability in which I merely based for this introductory post.

Apart from it, this is also a good presentation:

Health, Safety and Environment management - The role of Social Business

Uma das áreas corporativas que vem ganhando mais e mais importância nos últimos anos é a que tem por objetivo gerenciar "Saúde, Meio Ambiente e Segurança" (SMS, ou HSE, em inglês, abreviação para Health, Safety and Environment). As transformações por que passam as nossas cidades, relações trabalhistas e controles de impactos ambientais, dentre outros fatores, impacta diretamente na performance e na reputação de qualquer empresa. O grande desafio, para SMS é, então, modernizar-se e incorporar metodologias e tecnologias que possam auxiliar no seu desempenho. Social Business, ao permitir o aumento da participação dos funcionários, ao aumentar a transparência em seus processos e por dar mais agilidade para suas operações, pode ajudar neste processo.

Tradicionalmente, SMS é uma área movida por regulamentações, e por seu cumprimento. As regras vem tanto de fora da empresa, principalmente do governo e de entidades ligadas a ele, como da indústria a que percencem. São, normalmente, complexas. Fazem parte de padrões e da política corporativa e deveiam ser de amplo conhecimento por todos os funcionários. No entanto, devido a limitações na comunicação, muitas vezes não o são, gerando um enorme risco.

A principal transformação da unidade de SMS é passar de uma unidade com foco exclusivo em regras e procedimentos para um papel mais amplo, diretamente ligado a performance da empresa, aos seus principais stakeholders. É um processo complexo e que demanda uma energia enorme, mas com claras e amplas recompensas.

É fácil imaginar que falhas em sistemas e processos em HSE podem impactar diretamente nos resultados das empresas, tanto com perdas materiais como também imateriais, como imagem e reputação. Nas últimas décadas vimos a vários exemplos pelo mundo todo, não somente em empresas de exploração de petróleo e mineração, devido ao alto risco de dano ambiental, mas em empresas de todos os segmentos, como em bancos, seguradores, varejistas e outras mais. É importante lembrar que quando falamos de SMS estamos falando, também, de Saúde e Segurança.

Empresas de Oil &Gas, por exemplo, estão sempre atentas a esta área pois convivem diariamente com riscos de imagem devido às suas atividades. E elas, de uma forma bem particular, vem liderando esta transformação em SMS ao migrar de simplesmente "compliance driven" para uma empresa com foco em crescimento do negócio sustentável. O objetivo, ao final do dia, é ter uma reputação mais sólida e ganhar a confiança do mercado e de investidores.

Grandes e novos desafios

No entanto, este processo de transformação é bem mais complexo do que imaginamos. Neste novo ecosistema de tecnologia, novas variáveis precisam ser adequadamente tratadas para garantir os resultados desejados como, por exemplo:
  1. Big Data e Analytics - a quantidade de dados e informações disponíveis atualmente é simplesmente gigantesca. Sensores estão por toda a parte, tanto em equipamentos quanto em pessoas, gerando informação em tempo real, que não eram tratadas até bem pouco tempo. Ferramentas de análise de dados podem identificar padrões e ajudar na prevenção de acidentes, por exemplo.
  2. Social Business - as novas tecnologias de Social já fazem parte do dia a dia da maioria das empresas e podem ser utilizadas para aumentar o comprometimento dos funcionários. No modelo tradicional, por exemplo, a divulgação das normas de SMS era lenta e desigual. Atualmente, modelos sociais de treinamento garantem a sua divulgação muito mais rapidamente. Além disso, é muito mais fácil localizar um especialista em um determinado problema.
  3. Mobilidade - as facilidades associadas aos novos dispositivos móveis agilizam os processos e permitem que os especialistas sejam contactados a qualquer hora e em qualquer lugar.
No entanto, apesar de todas as facilidades trazidas com as novas tecnologias, o maior desafio de SMS ainda está relacionado com as pessoas, com o seu comportamento e com a cultura das empresas. E, para isso, somente a tecnologia não é suficiente. É exatamente aí que o Social Business pode ajudar.

As camadas de SMS

Quando analisamos o impacto das ações em SMS vemos que o mais complexo é atuar na cultura da empresa. É fácil atuar na camada física, com controles e sensores, mas se não tivermos ações na parte cultural, as mudanças acabam ficando pelo caminho. Ações na parte cultural podem obter resultados de mais longo prazo. Claro que são ações muito mais complexas, mas definitivamente tem um impacto de muito mais longo prazo, com benefícios mais claros. A figura abaixo mostra claramente isso.


Social Business e HSE

Ao implementarmos conceitos de Social Business em uma empresa, para auxiliar nos processos de SMS, podemos obter alguns benefícios como:
  1. Colaboração: funcionários de diferentes áreas e com diferentes formações podem se comunicar mais rapidamente e, consequentemente, colaborar mais. Esta troca de informações permite maior agilidade no tratamento de crises, permite a identificação de especialistas e o registro de conhecimento, que passa a auxiliar a todos na empresa.
  2. Criação de conteúdo: seja na forma de blogs, de wikis ou de forums, as tecnologias de Social permitem uma disseminação muito maior de conhecimento. Além disso, faz com que especialistas possam compartilhar informações como melhores práticas, por exemplo, muito mais rapidamente.
  3. Analytics: a capacidade de analisar a imensa quantidade de informações gerada "socialmente", tanto dentro como fora da empresa, torna possível um processo de decisão muito mais sólido e, também, rápido.
A transformação da área de SMS, tipicamente, é composta por três fases:

Fase 1:
  1. Sistemas descentralizados
  2. Comunicações limitadas e fracas
  3. Treinamento inconsistente e falhas no compartilhamento de informações
  4. Performance dos executivos não atrelada ao desempenho da área de SMS
Fase 2:
  1. Sistemas de SMS integrados
  2. Comunicações SMS proativas
  3. Treinamento melhorado
  4. Bonus dos executivos são atrelados a performance de SMS
Fase 3:
  1. Comunidades HSE, Redes de Especialistas e Gestão de Conhecimento
  2. Ambiente de Colaboração implementado
  3. Performance da empresa e dos indivíduos ligada à performance de SMS
  4. Scorecards com KPIs
A jornada de SMS é longa e demanda investimentos, tanto em tecnologia como em práticas de Gestão de Mudança. Imaginar que somente a implementação de novos sistemas de SMS irão auxiliar nesta transformação é arriscado. As tecnologias e metodologias de Social Business podem ser um parceiro importante neste processo.

Quer saber mais sobre o tema? Leia o paper escrito por Mark Weitner e por D. Hatler, ambos especialistas do Centro de Competência e Estratégia da IBM para Saúde, Segurança, Meio ambiente e sustentabilidade, no qual me fundamentei para este post meramente introdutório.

Além dele, esta também é uma boa apresentação:

domingo, 23 de fevereiro de 2014