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quarta-feira, 18 de março de 2015

Millennials e uma nova forma de trabalhar


Na noite última segunda-feira, no SXSW (South by Southwest) em Austin, TX, a IBM anunciou uma competição destinada a Millennials. Cinco times foram selecionados e se mudaram temporariamente para uma casa, em Austin, onde competirão por diversos prêmios como software, mentorização e passagens para participar do TED@IBM, a ser realizado em São Francisco, em Outubro deste ano. 

O mais interessante é que a IBM vai documentar o trabalho sendo realizado em uma série de Webisodes. Ou seja, será possível acompanhar todo o desenrolar do processo de criação dos times. Será como um Big Brother para Inovação.


Quer saber como as novas tecnologias da IBM, entre as quais o IBM Verse e o IBM Watson Analytics, estão sendo utilizadas para, juntas, acelerar projetos? Clique neste link e acompanhe esse projeto inédito e inovador da IBM Social Business.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Política e Redes Sociais, postar ou não postar?


As redes sociais se transformaram, nas últimas semanas, em um grande palanque político. Basta abrir o Facebook, por exemplo, e notar que praticamente todos os posts falam sobre política. Definitivamente, este é o assunto mais quente do momento, por motivos óbvios. O tema, no entanto, está longe de ser uma unanimidade e diversos debates, ou polêmicas, surgem aqui e alí. A questão principal é, afinal quando e como devemos publicar no Facebook sobre nossas posições políticas? De forma mais ampla, como nos comportar com relação a temas polêmicos?

Apesar de não existirem regras formais de conduta nas redes sociais, existem, sim, recomendações e uma etiqueta de comportamento. Afinal, mesmo no mundo virtual, a terceira Lei de Newton, também conhecida como Lei da Ação e da Reação, se aplica diretamente. Um post vai, sempre, gerar reações que podem ser explícitas, com comentários ou curtidas, ou não. Já vi casos de amizades desfeitas, situações constrangedoras no trabalho ou no relacionamento com clientes.

Desta forma, no intuito e ajudar, relaciono, abaixo, algumas recomendações básicas. Tem alguma outra? Algum comentário? Contribua.

  1. Seu post = sua opinião: Parece óbvio, mas é importante deixar claro. Quando você compartilha algo, comenta um outro post ou escreve um novo, você está manifestando SUA opinião sobre um determinado candidato ou partido.

  2. Seja respeitoso: Nas últimas semanas, com o aumento do volume de posts sobre política no FB, vem aumentando, também, o número de reações mais emocionais, o que é natural pelo momento que vivemos. No entanto, deve ser observada uma regra básica de comportamento. Não use palavriado inadequado, não promova discriminação de qualquer forma, evite insultos. Em alguns momentos, é melhor esfriar a cabeça e pensar com calma antes de responder a um post.

  3. Seja factual: Apresente fatos concretos. Não crie situações para sustentar suas posições. Fatos e acontecimentos podem ser usados para sustentar sua posição. É um economista? Deixe clara sua formação. É muito ruim ler um comentário sobre política econômica, cheio de emoção e carga política, feito por um profissional de outra área. 

  4. Verifique a fonte e o escritor: A maioria absoluta dos veículos de imprensa defende uma corrente política. Infelizmente, esta é a grande verdade. Tenho conhecidos que compartilham frequentemente artigos de uma publicação online alinhada com um dos partidos políticos disputando a eleição. É claro que o seu conteúdo é tendencioso, natural. O mesmo vale para revistas e jornais de grande circulação. Ao compartilhar informação reconhecidamente tendenciosa, você pode perder credibilidade. Não precisa ser isento, mas saiba o que está compartilhando.

  5. Leia atentamente antes de comentar ou compartilhar: Leia toda a publicação e seus comentários. Muitas vezes o debate já vai longe e seu ponto pode já ter sido discutido e esclarecido. Existe algo mais que você possa acrescentar? Lembre-se das outras dicas acima.

  6. Adicione valor: Esta é uma dica importante. Se você tem conhecimento sobre um ou mais temas da campanha eleitoral, comparilhe sua opinião. Faça com que a discussão tenha mais valor para todos. O que promove a democracia é um debate baseado em fatos e informações. Contribua, compartilhe, sempre deixando claro o que sustenta seus argumentos.

  7. Quantidade de posts: Se você está em campanha por um candidato, é esperado um volume maior de posts. Se não está em campanha, cuidado com o excesso. Política não é um tema que agrada a todos e um número excessívo de publicações pode ter efeito contrário ao desejado. De qualquer forma, sempre cuidado e atenção especial ao conteúdo.

As Redes Sociais estão transformando a sociedade. Pela primeira vez na história da política brasileira, estão sendo utilizadas de forma mais ativa em uma campanha. E, seguramente, terão impacto nos resultados. Faça a sua parte, contribua para o debate, mas sempre de forma respeitosa e construtiva, mirando um Brasil melhor para todos.

Dois pontos adicionais:

  1. De uma amiga... apenas para ficar claro, emoção é tudo na vida! Mas em se tratando de um tema polêmico e um espaço aberto, público, penso que o melhor é ter conteúdo com uma dose de emoção sim, mas não precisa ser grande. Emoção boa é uma conversa sobre política com amigos, em uma mesa de bar.
  2. De um amigo... vale lembrar que, no Facebook, você pode (e deve) controlar quem vê suas publicações. Se é público, está disponível para ser lido por qualquer um.

domingo, 25 de maio de 2014

"A Jornada Social", meu segundo eBook

"A Jornada Social", clique na imagem para baixar o livro

Venho trabalhando já faz algum tempo no projeto de um novo eBook. Depois do primeiro, uma coleção de posts selecionados do Explora!, que pode ser baixado gratuitamente aqui, decidi que era momento de me aventurar um pouco mais livremente no mundo das redes sociais corporativas. E quando digo "livremente", quero dizer sem elos tecnológicos, tentando mergulhar na dinâmica social de um projeto deste tipo. 

Fui buscar inspiração no excelente livro A Meta, de Eliyahu Goldratt e Jeff Cox. O livro discute diversos aspectos relacionados com a teoria das restrições e seus impactos no ambiente fabril. A grande diferença, e o que o faz especial, é a forma como ele é escrito. O livro narra a história de um consultor e de como ele ajuda uma empresa a melhorar sua produção otimizando uma de suas fábricas mas, ao mesmo tempo, conta um pouco da vida dele e de como ele gerencia os desafios de uma fábrica e de sua vida pessoal. 

"A Meta" foi escrito em 1984. Era um mundo ainda sem telefones celulares, sem Internet, sem Facebook, onde o ritmo era diferente. É extremamente interessante ver como um profissional lidava com sua vida pessoal e profissional, buscando o equilíbrio entre ambas.

"A Jornada Social" não é um livro sobre tecnologia e também não é um livro acadêmico. A proposta é ser uma experiência, um ensaio sobre o tema Social Business. E, da mesma forma como "A Meta" foi escrito, a idéia deste novo eBook era discutir o tema em uma versão romanceada. As mudanças sociais e culturais nos últimos 30 anos foram enormes e procuro retratar um pouco como elas vem impactando nossa vida.

Breve resumo do livro:

"Esta é uma história de ficção, com inspiração na vida real, mais precisamente, na minha vida profissional. A base é minha experiência nos últimos quinze anos, com foco especial nos últimos cinco anos. Meu objetivo é apresentar a jornada de uma empresa buscando tornar-se um Social Business, ou seja, uma empresa que usa conceitos e tecnologias de Redes Sociais e Colaboração para suportar e alcançar os seus objetivos de negócio.

O livro conta uma parte da história do Grupo Estrela, empresa familiar, fundada por Jorge Henrique Estrela há 30 anos, e que se transformou em um império nacional na área do varejo. Cobre, mais precisamente, eventos que ocorreram no ano de 2011, ainda sob reflexos da crise financeira internacional de 2008/2009. O Grupo Estrela sofreu, nos meses iniciais de 2009, impacto forte e foi obrigado a fechar algumas lojas e demitir funcionários. Durante o ano de 2011, a instabilidade do mercado e as dificuldades para crescer fizeram com que idéias inovadoras fossem buscadas para retomar o crescimento."

Para baixa uma cópia do livro, basta clicar aqui.

Espero que gostem! Boa leitura!

terça-feira, 18 de março de 2014

Information stored in the cloud, an Open Letter to IBM Customers

Much has been said about the security of information stored in the cloud. The recent case of leakage / espionage involving the NSA brought the topic to the main agenda of discussions of CEOs and CIOs worldwide. IBM has just published an Open Letter to our Customers about government access to stored information. Below you can find the original content, published last Friday, March 14th, signed by Robert Weber, IBM Senior Vice President, Legal and Regulatory Affairs, and General Counsel.

For decades, clients around the world have trusted IBM with their data. We believe we have earned that trust.
In view of the wide range of proposed government regulations around the world related to the handling and treatment of data, clients have asked us questions about their data – how best to secure it, where to locate it, and how we would respond should governments request access.
This is also a matter of interest to our employees, our partners, and our shareholders. Given the global discussion about data security and privacy, we wanted to communicate our view on these issues.
At the outset, we think it is important for IBM to clearly state some simple facts:
  • IBM has not provided client data to the National Security Agency (NSA) or any other government agency under the program known as PRISM.
  • IBM has not provided client data to the NSA or any other government agency under any surveillance program involving the bulk collection of content or metadata.
  • IBM has not provided client data stored outside the United States to the U.S. government under a national security order, such as a FISA order or a National Security Letter.
  • IBM does not put “backdoors” in its products for the NSA or any other government agency, nor does IBM provide software source code or encryption keys to the NSA or any other government agency for the purpose of accessing client data.
  • IBM has and will continue to comply with the local laws, including data privacy laws, in all countries in which it operates.
IBM is fundamentally an enterprise company, meaning our customers are typically other companies and organizations rather than individual consumers. We serve some of the world’s most successful global corporations, helping them achieve their business goals.
Our business model sets us apart from many of the companies that have been associated with the surveillance programs that have been disclosed. Unlike those companies, IBM’s primary business does not involve providing telephone or Internet-based communication services to the general public. Rather, because the vast majority of our customers are other companies and organizations, we deal mainly with business data. Our client relationships are governed by contract, with clear roles and responsibilities assigned and clearly understood by all parties. To the extent our clients provide us access within their infrastructure to the type of individual communications that reportedly have been the target of the disclosed intelligence programs, such information belongs to our clients.
For these reasons, it has long been our (and our clients’) expectation that if a governmentdid have an interest in our clients’ data, the government would approach that client, not IBM.
Our Commitment to Clients and Recommendations to Governments
We understand that clients are concerned about the security and privacy of their data. Therefore, we want to offer the following assurances:
  • In general, if a government wants access to data held by IBM on behalf of an enterprise client, we would expect that government to deal directly with that client.
  • If the U.S. government were to serve a national security order on IBM to obtain data from an enterprise client and impose a gag order that prohibits IBM from notifying that client, IBM will take appropriate steps to challenge the gag order through judicial action or other means.
  • For enterprise clients’ data stored outside of the United States, IBM believes that any U.S. government effort to obtain such data should go through internationally recognized legal channels, such as requests for assistance under international treaties.
  • If the U.S. government instead were to serve a national security order on IBM to obtain data stored outside the United States from an enterprise client, IBM will take appropriate steps to challenge the order through judicial action or other means.
  • IBM will continue to invest in world-class security technologies and services, and we will engage governments around the world on behalf of sensible, market-led policies that enable the free flow of data while promoting strong security. IBM will also continue its decades-long tradition of privacy leadership.
Governments must act to restore trust. IBM believes governments should take the following actions:
  • Governments should reject short-sighted policies, such as data localization requirements, that do little to improve security but distort markets and lend themselves to protectionist tendencies.
  • Governments should not subvert commercial technologies, such as encryption, that are intended to protect business data.
  • The U.S. government should have a robust debate on surveillance reforms, including new transparency provisions that would allow the public to better understand the scope of intelligence programs and the data collected.
Conclusion
Technology often challenges us as a society. This is one instance in which both business and government must respond. Data is the next great natural resource, with the potential to improve lives and transform institutions for the better. However, establishing and maintaining the public’s trust in new technologies is essential.
IBM is committed to being a responsible participant in this discussion and a strong advocate for our clients.

Informações na nuvem, uma carta aberta da IBM aos Clientes

Muito se tem falado sobre a segurança das informações armazenadas na nuvem. O recente caso de vazamento / espionagem envolvendo a NSA trouxe o tema para a pauta principal de discussões de CEOs e CIOs em todo o mundo. A IBM acaba de publicar uma Carta Aberta para nossos Clientes sobre o acesso do governo às informações armazenadas. Abaixo o conteúdo integral, em inglês, do texto publicado na última sexta-feira, 14 de Março, assinado por Robert Weber, IBM Senior Vice President, Legal and Regulatory Affairs, and General Counsel.

To Our Clients:
For decades, clients around the world have trusted IBM with their data. We believe we have earned that trust.
In view of the wide range of proposed government regulations around the world related to the handling and treatment of data, clients have asked us questions about their data – how best to secure it, where to locate it, and how we would respond should governments request access.
This is also a matter of interest to our employees, our partners, and our shareholders. Given the global discussion about data security and privacy, we wanted to communicate our view on these issues.
At the outset, we think it is important for IBM to clearly state some simple facts:
  • IBM has not provided client data to the National Security Agency (NSA) or any other government agency under the program known as PRISM.
  • IBM has not provided client data to the NSA or any other government agency under any surveillance program involving the bulk collection of content or metadata.
  • IBM has not provided client data stored outside the United States to the U.S. government under a national security order, such as a FISA order or a National Security Letter.
  • IBM does not put “backdoors” in its products for the NSA or any other government agency, nor does IBM provide software source code or encryption keys to the NSA or any other government agency for the purpose of accessing client data.
  • IBM has and will continue to comply with the local laws, including data privacy laws, in all countries in which it operates.
IBM is fundamentally an enterprise company, meaning our customers are typically other companies and organizations rather than individual consumers. We serve some of the world’s most successful global corporations, helping them achieve their business goals.
Our business model sets us apart from many of the companies that have been associated with the surveillance programs that have been disclosed. Unlike those companies, IBM’s primary business does not involve providing telephone or Internet-based communication services to the general public. Rather, because the vast majority of our customers are other companies and organizations, we deal mainly with business data. Our client relationships are governed by contract, with clear roles and responsibilities assigned and clearly understood by all parties. To the extent our clients provide us access within their infrastructure to the type of individual communications that reportedly have been the target of the disclosed intelligence programs, such information belongs to our clients.
For these reasons, it has long been our (and our clients’) expectation that if a governmentdid have an interest in our clients’ data, the government would approach that client, not IBM.
Our Commitment to Clients and Recommendations to Governments
We understand that clients are concerned about the security and privacy of their data. Therefore, we want to offer the following assurances:
  • In general, if a government wants access to data held by IBM on behalf of an enterprise client, we would expect that government to deal directly with that client.
  • If the U.S. government were to serve a national security order on IBM to obtain data from an enterprise client and impose a gag order that prohibits IBM from notifying that client, IBM will take appropriate steps to challenge the gag order through judicial action or other means.
  • For enterprise clients’ data stored outside of the United States, IBM believes that any U.S. government effort to obtain such data should go through internationally recognized legal channels, such as requests for assistance under international treaties.
  • If the U.S. government instead were to serve a national security order on IBM to obtain data stored outside the United States from an enterprise client, IBM will take appropriate steps to challenge the order through judicial action or other means.
  • IBM will continue to invest in world-class security technologies and services, and we will engage governments around the world on behalf of sensible, market-led policies that enable the free flow of data while promoting strong security. IBM will also continue its decades-long tradition of privacy leadership.
Governments must act to restore trust. IBM believes governments should take the following actions:
  • Governments should reject short-sighted policies, such as data localization requirements, that do little to improve security but distort markets and lend themselves to protectionist tendencies.
  • Governments should not subvert commercial technologies, such as encryption, that are intended to protect business data.
  • The U.S. government should have a robust debate on surveillance reforms, including new transparency provisions that would allow the public to better understand the scope of intelligence programs and the data collected.
Conclusion
Technology often challenges us as a society. This is one instance in which both business and government must respond. Data is the next great natural resource, with the potential to improve lives and transform institutions for the better. However, establishing and maintaining the public’s trust in new technologies is essential.
IBM is committed to being a responsible participant in this discussion and a strong advocate for our clients.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Health, Safety and Environment management - The role of Social Business

Uma das áreas corporativas que vem ganhando mais e mais importância nos últimos anos é a que tem por objetivo gerenciar "Saúde, Meio Ambiente e Segurança" (SMS, ou HSE, em inglês, abreviação para Health, Safety and Environment). As transformações por que passam as nossas cidades, relações trabalhistas e controles de impactos ambientais, dentre outros fatores, impacta diretamente na performance e na reputação de qualquer empresa. O grande desafio, para SMS é, então, modernizar-se e incorporar metodologias e tecnologias que possam auxiliar no seu desempenho. Social Business, ao permitir o aumento da participação dos funcionários, ao aumentar a transparência em seus processos e por dar mais agilidade para suas operações, pode ajudar neste processo.

Tradicionalmente, SMS é uma área movida por regulamentações, e por seu cumprimento. As regras vem tanto de fora da empresa, principalmente do governo e de entidades ligadas a ele, como da indústria a que percencem. São, normalmente, complexas. Fazem parte de padrões e da política corporativa e deveiam ser de amplo conhecimento por todos os funcionários. No entanto, devido a limitações na comunicação, muitas vezes não o são, gerando um enorme risco.

A principal transformação da unidade de SMS é passar de uma unidade com foco exclusivo em regras e procedimentos para um papel mais amplo, diretamente ligado a performance da empresa, aos seus principais stakeholders. É um processo complexo e que demanda uma energia enorme, mas com claras e amplas recompensas.

É fácil imaginar que falhas em sistemas e processos em HSE podem impactar diretamente nos resultados das empresas, tanto com perdas materiais como também imateriais, como imagem e reputação. Nas últimas décadas vimos a vários exemplos pelo mundo todo, não somente em empresas de exploração de petróleo e mineração, devido ao alto risco de dano ambiental, mas em empresas de todos os segmentos, como em bancos, seguradores, varejistas e outras mais. É importante lembrar que quando falamos de SMS estamos falando, também, de Saúde e Segurança.

Empresas de Oil &Gas, por exemplo, estão sempre atentas a esta área pois convivem diariamente com riscos de imagem devido às suas atividades. E elas, de uma forma bem particular, vem liderando esta transformação em SMS ao migrar de simplesmente "compliance driven" para uma empresa com foco em crescimento do negócio sustentável. O objetivo, ao final do dia, é ter uma reputação mais sólida e ganhar a confiança do mercado e de investidores.

Grandes e novos desafios

No entanto, este processo de transformação é bem mais complexo do que imaginamos. Neste novo ecosistema de tecnologia, novas variáveis precisam ser adequadamente tratadas para garantir os resultados desejados como, por exemplo:
  1. Big Data e Analytics - a quantidade de dados e informações disponíveis atualmente é simplesmente gigantesca. Sensores estão por toda a parte, tanto em equipamentos quanto em pessoas, gerando informação em tempo real, que não eram tratadas até bem pouco tempo. Ferramentas de análise de dados podem identificar padrões e ajudar na prevenção de acidentes, por exemplo.
  2. Social Business - as novas tecnologias de Social já fazem parte do dia a dia da maioria das empresas e podem ser utilizadas para aumentar o comprometimento dos funcionários. No modelo tradicional, por exemplo, a divulgação das normas de SMS era lenta e desigual. Atualmente, modelos sociais de treinamento garantem a sua divulgação muito mais rapidamente. Além disso, é muito mais fácil localizar um especialista em um determinado problema.
  3. Mobilidade - as facilidades associadas aos novos dispositivos móveis agilizam os processos e permitem que os especialistas sejam contactados a qualquer hora e em qualquer lugar.
No entanto, apesar de todas as facilidades trazidas com as novas tecnologias, o maior desafio de SMS ainda está relacionado com as pessoas, com o seu comportamento e com a cultura das empresas. E, para isso, somente a tecnologia não é suficiente. É exatamente aí que o Social Business pode ajudar.

As camadas de SMS

Quando analisamos o impacto das ações em SMS vemos que o mais complexo é atuar na cultura da empresa. É fácil atuar na camada física, com controles e sensores, mas se não tivermos ações na parte cultural, as mudanças acabam ficando pelo caminho. Ações na parte cultural podem obter resultados de mais longo prazo. Claro que são ações muito mais complexas, mas definitivamente tem um impacto de muito mais longo prazo, com benefícios mais claros. A figura abaixo mostra claramente isso.


Social Business e HSE

Ao implementarmos conceitos de Social Business em uma empresa, para auxiliar nos processos de SMS, podemos obter alguns benefícios como:
  1. Colaboração: funcionários de diferentes áreas e com diferentes formações podem se comunicar mais rapidamente e, consequentemente, colaborar mais. Esta troca de informações permite maior agilidade no tratamento de crises, permite a identificação de especialistas e o registro de conhecimento, que passa a auxiliar a todos na empresa.
  2. Criação de conteúdo: seja na forma de blogs, de wikis ou de forums, as tecnologias de Social permitem uma disseminação muito maior de conhecimento. Além disso, faz com que especialistas possam compartilhar informações como melhores práticas, por exemplo, muito mais rapidamente.
  3. Analytics: a capacidade de analisar a imensa quantidade de informações gerada "socialmente", tanto dentro como fora da empresa, torna possível um processo de decisão muito mais sólido e, também, rápido.
A transformação da área de SMS, tipicamente, é composta por três fases:

Fase 1:
  1. Sistemas descentralizados
  2. Comunicações limitadas e fracas
  3. Treinamento inconsistente e falhas no compartilhamento de informações
  4. Performance dos executivos não atrelada ao desempenho da área de SMS
Fase 2:
  1. Sistemas de SMS integrados
  2. Comunicações SMS proativas
  3. Treinamento melhorado
  4. Bonus dos executivos são atrelados a performance de SMS
Fase 3:
  1. Comunidades HSE, Redes de Especialistas e Gestão de Conhecimento
  2. Ambiente de Colaboração implementado
  3. Performance da empresa e dos indivíduos ligada à performance de SMS
  4. Scorecards com KPIs
A jornada de SMS é longa e demanda investimentos, tanto em tecnologia como em práticas de Gestão de Mudança. Imaginar que somente a implementação de novos sistemas de SMS irão auxiliar nesta transformação é arriscado. As tecnologias e metodologias de Social Business podem ser um parceiro importante neste processo.

Quer saber mais sobre o tema? Leia o paper escrito por Mark Weitner e por D. Hatler, ambos especialistas do Centro de Competência e Estratégia da IBM para Saúde, Segurança, Meio ambiente e sustentabilidade, no qual me fundamentei para este post meramente introdutório.

Além dele, esta também é uma boa apresentação:

sexta-feira, 26 de julho de 2013

1 + 1 = 3, o real Valor de uma Rede Social Corporativa


Há alguns anos venho compartilhando minha experiência profissional em Social Business, aqui no blog, em eventos externos e internos, em artigos e nos mais diferentes canais. Já falei sobre os benefícios, os desafios e até sobre algumas das lições que aprendi (parte 1 e parte 2). Hoje gostaria de compartilhar um exemplo prático de um dos principais benefícios de uma Rede Social Corporativa.

Em poucas semanas parto para uma experiência única, um período de 4 semanas na China. Trata-se de um projeto da IBM, o Corporate Services Corp, dedicado ao desenvolvimento de executivos e profissionais globais, que podem trabalhar em diferentes países e regiões, convivendo com culturas distintas. Participar do mesmo é uma grande honra pois o processo de seleção é bastante criterioso. Dentre os requisitos para participar estão características de liderança, empreendedorismo, facilidade de adaptação, flexibilidade e um profundo desejo de desenvolver novas habilidades.

Inúmeros desafios e questões vão nos desafiar diariamente. Nos últimos dois meses nos reunimos virtualmente toda semana para discutir os temas mais variados relacionados ao trabalho a ser executado. Falamos sobre logística, cultura, objetivos do trabalho, segurança, turismo e muito mais. Para suportar este grupo, antes, durante e depois do projeto, foi criada uma comunidade em nossa Intranet. Lá, compartilhamos informações oficiais do projeto e outras mais, contribuições de cada membro do time.

A comunidade permite, por exemplo, que arquivos com informações e apresentações sejam compartilhados com todos os membros sem a necessidade de enviar uma cópia por email para cada um. Desta forma, além de reduzir a carga na rede, principalmente para quem está remoto, garantimos que todos tenham acesso a mesma versão de um arquivo, evitando problemas de comunicação durante as reuniões virtuais semanais.

Outro ponto interessante é a forma como vários temas são discutidos. Com o uso de Fórums os participantes podem contribuir com suas opiniões para cada assunto, e as conversas ficam registradas para que qualquer um tenha acesso quando necessário. Mais uma vez, ganha-se em produtividade ao se evitar problemas simples de comunicação.

O desafio é enorme e, durante as 4 semanas, farei parte de um grupo de 12 profissionais da IBM de vários países. Trabalharemos em grupos de 3, junto a empresas da região e também com estudantes de uma escola da cidade. Os participantes deste grupo são de 8 países distintos: Estados Unidos, França, Reino Unido, Eslováquia, Romênia, Índia, Emirados Árabes e Brasil. 

Seria simplesmente impossível organizar e coordenar todas as atividades que estamos fazendo sem o uso de nossa Intranet Social. Este é um exemplo perfeito de uma situaçãm em que 1 + 1 é muito mais do que 2, um caso real do valor de uma rede social corporativa. 

terça-feira, 25 de junho de 2013

Social Business - Lições Aprendidas Parte 1


Nos últimos quatro anos atuei em diversos projetos de Social Business, na América Latina. Foram projetos em empresas grandes, com dezenas de milhares de funcionários, até empresas com algumas centenas. Desenvolvi projetos em empresas de todas as indústrias, como varejo, governo, petróleo e bens de consumo. Foram anos de muito aprendizado e recorrentemente, nos projetos e em apresentações, sou questionado sobre as famosas "lições aprendidas". Com o objetivo de compartilhar o que aprendi, vou iniciar uma série de dois ou três posts sobre o tema. Espero que seja útil para todos aqueles que estão inciando a jornada em suas empresas e, também, para aqueles que já estão mais amadurecidos.
  1. O projeto deve estar relacionado a objetivos de negócio.

    Considero esta a principal lição aprendida. Um projeto desconectado dos objetivos de negócio da empresa já nasce sem sentido. Criar uma Rede Social Corporativa (RSC) apenas "para ter uma", é perda de tempo e de dinheiro. Iniciar um projeto deste tipo apenas por que seu concorrente já está "surfando esta onda", é jogar recursos fora.

    É o objetivo de negócio que dá credibilidade ao projeto. É ele que faz com que funcionários atuando em áreas diferentes da empresa sintam vontade de participar. O objetivo de negócio dá valor ao projeto e faz com que a RSC ganhe adesão. 

    Um bom exemplo é a Intranet Social da IBM. Ela é um ambiente onde qualquer funcionário pode obter informação, solicitar serviços e, principalmente, colaborar, trocar conhecimento. Tem um valor enorme e, por isso, recebe 2 milhões de page views por dia, a partir de 629 mil profiles ativos (entre funcionários e terceiros). É este seu principal valor e sua existência está em linha com os objetivos estratégicos da IBM, de oferecer o melhor serviço possível para seus clientes.

    Pense nisso antes de começar seu projeto. Qual (ou quais) o objetivo estratégico associado ao projeto? Crescer em uma determinada região? Aumentar as receitas? Inovar?

  2. Os executivos devem suportar o projeto

    Um projeto deste tipo vai enfrentar desafios. Assim como a implementação de um ERP, dificuldades vão aparecer e precisam ser tratadas adequadamente. É muito importante contar com o apoio dos executivos da sua empresa.

    Para contar com seu apoio, eles precisam entender os objetivos que o projeto pretende tratar, como já discutimos, saber que esta é uma trajetória longa e que será preciso enfrentar desafios. Um exemplo comum é conciliar aspectos culturais muitas vezes profundamente enraizados (e algumas vezes até mesmo desconhecidos).

    Faz um tempo fui chamado para uma reunião em uma grande empresa nacional, de gestão familiar. Fui recebido pelo neto do fundador. Durante quase uma hora tivemos uma conversa ótima. Foi quando recebemos a visita do fundador, atualmente membro do conselho da empresa. Foi um quebra-gelo instantâneo. Ele tinha uma visão totalmente diferente do neto e participava ativamente da gestão. Foi precido muita conversa para mostrar os benefícios do projeto. Uma Rede Social Corporativa não muda a cultura de uma empresa, vai, apenas expô-la.

  3. Tecnologia faz diferença, sim

    Qualquer um que é da área sabe que a tecnologia faz diferença. Definitivamente ela pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso de um projeto. Em uma RSC algumas preocupações como Backup, Integração e Segurança são fundamentais. Como ignorar estes pontos em um projeto que vai manipular a inteligência de sua empresa? Não fazer uma cópia de segurança é simplesmente uma irresponsabilidade. Onde os dados serão armazenados? Qual a política de acesso aos mesmos, em momentos de crise ou de uma eventual mudança de plataforma?

    Atualmente existem inúmeros players nesta arena. Será que as ofertas atendem ao que sua empresa precisa? Considerando que esta é uma jornada de 2 anos ou mais, é importante relacionar o projeto com outros já programados e, analisando o todo, garantir que haja integração entre os ambientes. Será que a solução proposta está em linha com a arquitetura de sistemas definida para sua empresa?

    Esta análise vai dar a garantia de que é necessária para iniciar a jornada de forma segura e, principalmente, com um parceiro de qualidade, que estará ao seu lado quando necessário.
Quais foram as lições que você aprendeu com projetos de Rede Social Corporativa?

No próximo post tem mais! 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Por favor, não conta pra ninguém, vou contar só para você! - Parte 2

A discussão sobre privacidade online, tratado no meu último post. me perseguiu durante a semana. Fui questinado, sabatinado, em alguns casos quase que interrogado. O tema é simplesmente complexo, multi-disciplinar e, claro, controverso. Meu objetivo não foi causar pânico e, sim, fazer pensar. Afinal, a privacidade é um assunto que deve ser tratado a sério. Além disso, a raíz de todos os problemas associados com a falta de privacidade está, em tese, sob nosso controle.

Ao colocarmos dados pessoais na Internet, seja no Facebook, em outros sites de relacionamento, em sites de provedores de serviços médicos, serviços bancários e outros mais, abrimos mão do controle total sobre eles. Quando fazemos isso, sua gestão passa para o controle de terceiros. Assim como a segurança dos mesmos. Exatamente o mesmo acontece em nossas empresas. Ao comentarmos sobre assuntos confidenciais, estamos expondo a empresa a perda de informações.

O vídeo apresentado neste post é bem interessante. Foi feito pelo banco belga Febelfin e mostra um suposto vidente, fazendo previsões para pessoas escolhidas aleatoriamente na rua. É uma boa mostra da importância de tratar o tema Privacidade Online da forma adequada.

sábado, 22 de setembro de 2012

Por favor, não conta pra ninguém, vou contar só para você!


Na última quarta-feira, dia 19, participei de um evento organizado pela Prodesp, o Seminário de Tecnologia Prodesp 2012. Um evento muito bem organizado onde, durante dois dias, gestores e profissionais técnicos do governo e especialistas do mercado de TI, se reuniram para discutir desafios, tendências e soluções no uso das tecnologias da informação e comunicação no setor público. Fiz  apresentação sobre Redes Sociais Corporativas (RSC) no setor público. Quando terminei, fui procurado por um dos participantes que estava preocupado com a questão da privacidade neste novo ambiente. Conversamos, então, sobre um dos temas mais complexos e espinhosos em relação às redes sociais.

Alcance e Velocidade

Em primeiro lugar, é importante entender que esta preocupação não nasceu devido ao surgimento das Redes Sociais. Privacidade é uma questão antiga, que acompanha a evolução da humanidade. Durante os últimos séculos assistimos a transformações mais fortes no seu significado, principalmente devido ao surgimento de novas tecnologias e mídias, que tem a capacidade de levar informações mais longe e, principalmente, mais rápido. 

Até meados do século XV, os livros eram escritos a mão, o que consumia muito tempo e fazia com que o número de cópias de cada unidade fosse baixo. A posse de informação era de poucos e a mesma não era compartilhada. Neste cenário, informações pessoais e confidenciais eram mantidas em um círculo muito restrito de pessoas. Porém, como já disse, desde sempre o ser humano teve problemas com privacidade e, mesmo naqueles longínquos tempos, algumas vezes, as fofocas dos vizinhos e amigos mais próximos fazia com que um determinado assunto "caísse no ventilador", tornando-se público e causando danos a reputação de alguns. Obviamente, o tamanho do estrago era relativamente pequeno pois o alcance da fofoca ficava restrito a uma comunidade ou vila.

A invenção dos tipos móveis por Gutemberg, por volta de 1439, marcou o início de um movimento sem volta.  Ela permitiu a produção em escala de livros e, mais tarde de revistas, como as especializadas em fofoca, que cumprem o papel de jogar ao vento informações pessoais, papel antes restrito aos amigos mais próximos e com alcance limitado. O impacto social das revistas de fofoca, específicamente, foi enorme. Pessoas passaram a serem tratadas como "figuras públicas" e até hoje existe uma enorme discussão sobre a privacidade destas pessoas. Atualmente, políticos e artistas são tratados desta forma, causando inúmeros constrangimentos à eles e a sociedade. As revistas de fofoca, e os livros, em geral, aumentaram o alcance das informações, sejam elas públicas ou não, para uma nova escala.

Coube às redes sociais o último movimento, ao amplificar em uma escala exponencial, o alcance das informações. Atualmente, uma informação colocada no Facebook, por exemplo, pode atingir literalmente dezenas de milhões de pessoas, em questão de minutos. Alcance e velocidade são duas variáveis importantes no mundo das redes sociais e que estão ajudando a dar um novo significado a palavra "privacidade".

Privacidade

Neste cenário, toda uma nova geração está crescendo, consumindo redes sociais em casa, na rua, nas escolas e universidades. Com uma facilidade impar, compartilham informações que poderiam ser facilmente consideradas "privadas", há menos de uma década. As informações são então colocadas no enorme ventilador que é o Facebook e, em menos de um segundo, deixam de ser "segredo".

Não sou sociólogo e nem tenho pretensões de fazer uma análise profunda, mas é nítido que estamos assistindo a uma transformação significativa na história da humanidade que terá impactos na forma como vivemos daqui pra frente. Esta nova geração chega ao mercado de trabalho com um conceito de privacidade totalmente modificado em relação ao das gerações anteriores. E, neste cenário, é fundamental que se tenha um processo de educação corporativa. É claro que existem diferenças entre os segredos pessoais e os corporativos. Porém, nos dois casos, o vazamento de informações pode causar danos. Para o indivíduo, pode afetar sua reputação, empregabilidade e até mesmo sua posição social. Para uma empresa, os danos podem até mesmo causar seu fim.

Desta forma, e pensando no mundo corporativo, é fundamental que se deixe claro o que pode e o que não pode ser feito, com uma política corporativa, um guia de comportamento e etiqueta. Vazamento de informações corporativas é algo que sempre pode acontecer, seja em um bar com amigos, pelo telefone um em uma reunião social qualquer. Com a devida educação, problemas desse tipo podem ser reduzidos.

De qualquer forma, o elemento mais importante no processo de garantia de privacidade é e sempre será cada um de nós. A quebra de privacidade vai sempre iniciar por uma ação individual (ou em grupo). Comportamento adequada é, portanto, a chave para minimizar problemas. 

Afinal, quantas vezes não ouvimos "por favor, não conta para ninguem, vou contar só para você!".

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Redes Sociais e Protetor Solar com FPS 100



Você está pronto para se expor no Facebook compartilhando informações sobre sua vida pessoal? Você publica fotografias de família? Fala sobre suas férias e os lugares que visitou? E em uma Rede Social Corporativa (RSC), também está disposto a mostrar quem você é compartilhando projetos e experiências profissionais? Você participaria de grupos de trabalho colaborando com seu conhecimento para o atingimento de objetivos de negócio? Parecem perguntas similares, mas no fundo são bem diferentes. As motivações em uma rede social aberta são distintas daquelas que sustentam uma RSC. E essa "pequena" diferença, faz com que o resultado da sua exposição ou não seja radicalmente diferente.

Um estudo realizado no ano passado por dois professores da Boston University identificou quais são os principais motivos pelos quais pessoas usam o Facebook (ou redes sociais abertas, de forma mais ampla). Sua conclusão mostrou que os usuários procuram atender a duas necessidades básicas do ser humano: (1) a necessidade de pertencer a um grupo e (2) a necessidade de auto-apresentação (entenda-se, por auto-apresentação, todo o processo por trás da criação de um profile, representando uma personalidade idealizada online). Basicamente, a característica agregadora do ser humano atrai as pessoas para as redes sociais abertas, onde buscam entretenimento, informação e amizades.

Já as principais motivações em uma Rede Social Corporativa são colaborar, inovar e aumentar a produtividade. Como se vê, o que atrai um profissional para uma RSC é a possibilidade de produzir de forma mais efetiva, mais rapidamente e gerando resultado para a sua empresa. Neste contexto, São motivações distintas.

O problema é que em ambos os casos existe o fator "exposição". Ao produzir um texto, publicar uma foto ou até mesmo ao comentar uma publicação, a pessoa se expõe a críticas de terceiros. Minha experiência tem  mostrado exatamente isso nos últimos 4 ou 5 anos. Eu iniciei este blog em 8 de agosto de 2007, portanto há exatos 5 anos. Frequentemente recebo comentários para os posts que publico, ou por escrito ou pessoalmente. O mesmo se passa no Facebook, no Twitter e no Instagram. Para cada publicação, reações de terceiros são as mais variadas. Existem aqueles que elogiam e também aqueles que criticam.

Tanto no mundo corporativo quanto na vida pessoal, é fundamental estar preparado para este tipo de coisa. A "exposição" faz parte do processo e, mais importante ainda, faz com que saibam quem você é, qual sua proposta de trabalho, que valor pode agregar e muito mais. Atualmente, proteger-se desta exposição não é um comportamento valorizado. Profissionais que não compartilham seu conhecimento são cada vez menos procurados, como já discutimos aqui anteriormente no post "Informação é Poder X Compartilhar é Poder". No mundo virtual das redes sociais diferentes personalidades convivem, como vimos em "A Personalidade do seu Avatar". 

Já encontrei "avatares" de todos os tipos. No entanto, os que vejo ganhar mais destaque são os que sabem se posicionar, se promover e, principalmente, criar os relacionamentos adequados em uma RSC. Proteger-se, escondendo-se nos labirintos da sua RSC pode prejudicar sua carreira. Já pensou nisso? Você conhece seu potencial? Sabe posicionar-se da forma correta? Ou utiliza um protetor solar com FPS 100?