terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Quora - O "Oráculo Social" do Século XXI?



Você tem uma dúvida ou está simplesmente buscando uma resposta para uma pergunta... já fez inúmeras pesquisas na Web mas ainda não conseguiu nada que pareça adequado. O que fazer? Que tal pesquisar em um site específico para Perguntas e Respostas? Não, não se trata de um fórum específico para um determinado tema, nem da Wikipedia. O site Quora (1) tem como proposta ser um repositório de perguntas e respostas sobre qualquer assunto, uma enorme base de conhecimento coletiva.

Foi fundada em Abril de 2009 e, pelos padrões atuais, já pode ser considerada uma empresa veterana. Seu fundador e CEO, Adam D'Angelo, acredita que mais de 90% das informações que as pessoas buscam na Internet ainda não estão disponíveis de uma forma simples e fácil de usar. Aliás, tanto ele quanto seu sócio Charlie Cheever, sairam do Facebook. Adam era CTO e VP de Engenharia... Charlie liderava o Facebook Connect e o Facebook Platform, áreas ligadas ao desenvolvimento via APIs (2).

Sua proposta é ser uma coleção de perguntas e respostas em contínua evolução, criado, editado e organizado por quem usa o site. Seu objetivo é ser um mega repositório de conhecimento que, eventualmente, um dia, vai ser capaz de responder a qualquer pergunta...

Tudo dando certo, será o Oráculo do nosso século. O primeiro a de fato utilizar o conhecimento de uma Rede Social para responder às inúmeras perguntas ainda não respondidas, de acordo com seu criador.

Diversas empresas, como a própria IBM, por exemplo, já utilizam este tipo de ambiente internamente. No caso da IBM, o Connections permite que sejam compartilhadas perguntas e repostas. Além disso, sabemos quem respondeu e, consequentemente, temos segurança com relação a resposta. Foram investidos centenas de milhões de dólares na suite de Social Network "Connections" e os quase 500 mil funcionários da empresa em todo o mundo usam de forma intensiva o ambiente.

O Quora, da mesma forma que o Connections, associa cada pergunta ou resposta diretamente a uma pessoa. E cada pessoa tem, no site, um resumo de suas qualificações, o que dá uma base para quem está fazendo uma pergunta validar se a resposta foi dada por alguem que tem credibilidade para tal. Funciona em um modelo similar ao do Connections, mas em um "mundo aberto". Em tese, ele se autoregulará e, acredito, este será seu grande desafio. A qualidade das informações vai ser crítica para a credibilidade do site.

Mas será que vai dar certo? Acredito que o site ainda não tenha resposta para esta pergunta... O fato é que com menos de um ano de vida recebeu investimentos de US$ 86 milhões da Benchmark Capital que também acreditou em outras empresas um pouco mais "antigas" como a eBay, a RedHat, a Second Life e o Twitter.

(1) http://www.quora.com/
(2) http://www.quora.com/press

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A IBM, o novo Centro de Operações do Rio de Janeiro e as Redes Sociais


O novo Centro de Operações da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro vai funcionar 24 horas por dia, 7 dias por semana, todos os dias do ano. Foram usados mais de 300 mil metros de cabos de telecomunicações para integrar as informações recebidas e geradas pelo Centro. São mais de 300 monitores espalhados por 100 salas. O Centro tem o maior telão da América Latina, com 80 metros quadrados, composto por 80 monitores de 46 polegadas, que será constantemente utilizado por 400 operadores, trabalhando em 3 turnos.

Este é o primeiro projeto de Cidade Inteligente da IBM na América Latina e um dos mais modernos do mundo. Toda esta tecnologia já está a disposição da Prefeitura do Rio de Janeiro e vai interligar 30 órgãos municipais e diversas concessionárias (1 e 2). O Centro de Operações é uma exigência imposta pelo COI para a realização dos Jogos Olímpicos de 2016.

Com o Centro, a Prefeitura vai poder monitorar a cidade a cada segundo do dia, através de mais de 100 câmeras espalhadas pela cidade, e tomar ações em tempo recorde, evitando problemas maiores para a cidade. Os problemas causados por um simples acidente de carro, que outrora bloqueavam ruas e causavam caos em determinadas áreas, podem virar história.

Ao mesmo tempo, imagino uma nova fase do projeto. Da forma que está, já é um super presente para o carioca. Imagino uma nova fase, com um Centro de Operações ainda mais interligado com Redes Sociais. E não estou falando apenas da integração com o Twitter, que já está em operação. Penso em algo mais amplo, que pode fortalecer o conceito de cidadão carioca.

Imagino a criação de Comunidades, que podem ser compostas por moradores de um bairro, de uma região ou que, simplesmente, compartilhem um interesse comum. Estas comunidades poderiam receber informações personalizadas do Centro de Operações, produzidas exclusivamente para seus membros.

Imagino a possibilidade de a Prefeitura definir níveis de serviço para cada órgão, monitorar pelo Centro de Operações e compartilhar, através de um grande Painel de Controle, com os cidadãos. A cada momento, poderiamos saber como está o nível de atendimento da Polícia, de uma concessionária de ônibus ou dos bombeiros.

Imagino a criação de centros de educação em cidadania, onde através de educação a distância se poderia treinar cidadãos.

A interligação da Prefeitura com todos os órgãos municipais, com as concessionárias de serviços e com outras prestadoras de serviço vai trazer um benefício enorme para a cidade. A possibilidade de compartilhar as informações via Redes Sociais pode dar ao projeto uma dimensão única, multiplicando seus benefícios e levando-os para todos os cidadãos do Rio de Janeiro e para os milhões de turistas que visitam a cidade a cada ano.

(1) http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=50495
(2) http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2010/12/novo-centro-de-operacoes-garante-mais-seguranca-nas-festas-cariocas.html

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O que uma Comunidade pode fazer?

Quando se fala no tema de Redes Sociais logo vem à cabeça nomes muito comuns como Facebook, Orkut, LinkedIn e outros mais. Dificilmente, em um primeiro momento, aceitariamos classificar dentro deste tema uma torcida de um time de futebol. No entanto, não deveria ser difícil aceitar que uma torcida é sim uma Comunidade. Afinal ela é composta por pessoas que tem um interesse comum, que compartilham de um mesmo objetivo que é ajudar seu time a ser campeão dos torneios que participa.

Só que não para por aí... Torcidas de grandes times no mundo todo são Comunidades vivas e atuantes. E em muitos casos ainda produzem espetáculos fascinantes. Aliás, em muitos casos, melhores do que o futebol jogado pelo seu próprio time.

No final do ano de 2009, o Fluminense, um dos maiores times do Brasil e atualmente campeão Brasileiro, passava por uma crise séria que por pouco não o jogou para a segunda divisão do campeonato nacional. Pois com o auxílio da sua torcida o time conseguiu manter-se na primeira divisão com uma arrancada espetacular... nas últimas 11 rodadas, não perdeu uma partida sequer.

Não existe um único torcedor que não reconheça que esta reação deveu-se, em grande parte, à comunhão entre o time e a torcida. Começou aí uma sequência impresionante de shows da torcida. Bandeiras, novos hinos e, principalmente, o Mosaico. Este ficou como símbolo máximo desta fase. A torcida passou a criar mosaicos representando a bandeira tricolor, as conquistas do time, sempre com o motivo único de motivar o time, mostrar que todos estavam juntos em busca do mesmo objetivo.

Na prática o que vimos e ainda podemos ver nos principais jogos do Fluminense é um forte exemplo do que uma comunidade pode fazer quando se une em torno de um objetivo comum. É a força real e viva de uma Rede Social. É fácil associar o conceito de Rede Social com a Internet, como se a única forma de se apresentar fosse via Web. No entanto, o conceito é muito mais amplo... mais ainda, o conceito é muito mais antigo do que a Internet. Redes Sociais e Comunidades existem desde sempre.

O Mosaico que ilustra este post é resultado de uma iniciativa da Globo.Com (1). Ele foi postado na página do Fluminense no site da Globo.Com vazio, com um convite para que os torcedores o preenchessem. E assim foi feito por mais de 11 mil torcedores.

Mais um espetáculo desta torcida e um forte exemplo do que uma Rede Social pode fazer na vida real.



(1) http://app-ge.globo.com/Mosaico_flu/

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

IBM Social Business Industries Symposium


Se você está envolvido em projetos para avaliar o uso de Redes Sociais em sua empresa ou se tem interesse na área, não pode perder essa... Nos dias 31 de Janeiro e 1 de Fevereiro de 2011, a IBM vai realizar, em Orlando, nos EUA, o primeiro Social Business Industries Symposium. O evento, com patrocínio da Wired Magazine, vai dar um foco especial em como implementar conceitos de Redes Sociais no mundo corporativo e tem como principais objetivos:
  1. Discutir os motivos que estão levando mais e mais organizações a investir em Software Social
  2. Discutir os resultados que podem ser atingidos e
  3. Analisar como iniciar esta jornada.
Será a primeira edição deste evento, que ocorrerá em paralelo a Lotusphere 2011. A idéia é que os participantes saiam do evento com uma visão mais clara de como iniciar a implementação de Redes Sociais em suas corporações, que tenham uma visão de um roadmap com "pontos de entrada" bem definidos e que conheçam casos de sucesso nas mais diversas indústrias e departamentos.

As sessões serão apresentadas por executivos e especialistas da IBM e da Wired Magazine. Será uma oportunidade realmente única para saber como Redes Sociais tem ajudado empresas a ter níveis de serviço melhores com seus clientes, parceiros e fornecedores, a reduzir custos operacionais e a aumentar os resultados.

Para maiores informações, siga o link abaixo:

http://www-01.ibm.com/software/lotus/events/lotusphere2011/sbis/

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

200 Países, 200 Anos, em 4 Minutos

Não canso de me impressionar com o que se pode fazer ao se unir Criatividade e Tecnologia! Vejam só que maravilhosa forma de mostrar a evolução da humanidade nos últimos 200 anos...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Investir em Web 2.0 dá retorno? SIM!!!


Eis a pergunta de um milhão de dólares... afinal, vale a pena investir em Wikis, Comunidades, Blogs e outros tantos termos associados ao que ficou batizado como Web 2.0? Fornecedores tem bombardeado os clientes com novas ofertas nesta arena. Institutos de pesquisa fazem estudos mostrando as principais aplicações. Eventos "pipocam" com o "canto da sereia" da Web 2.0. Mas, afinal, é possível medir o retorno deste tipo de investimento?

Até recentemente havia muito ceticismo com relação a este tipo de investimento. A adoção destas "tecnologias" vinha acompanhada de bastante cautela. Definitivamente ainda não ocupavam o topo da lista de prioridades dos CIOs.

Pois estudo publicado pela McKinsey (1) com 3.249 executivos de diversas indústrias e áreas aponta para resultados bem positivos. A idéia de que o retorno de investimento nestas tecnologias seria intangível começa a ser questionada. No artigo, a McKinsey identifica uma nova categoria de empresa emergindo neste cenário, a "empresa conectada" (uma tradução livre de "networked enterprise"), que explora um ambiente colaborativo para melhor integrar suas operações internas e também suas relações com clientes, parceiros e fornecedores. Segundo o estudo, estas empresas apresentam resultados melhores e tem a possibilidade concreta de se posicionarem como líderes de mercado.

E não são poucas as empresas que já estão adotando tecnologias Web 2.0 em suas empresas. Segundo a pesquisa, 2 terços dos entrevistados garantem que suas empresas estão usando estes recursos. E estão aferindo melhores resultados e ganhando mercado. Ou seja, vale a pena investir em Web 2.0.

A IBM vem investindo literalmente bilhões de dólares por ano em P&D nesta área. Em termos de Redes Sociais hoje é líder incontestável no mundo corporativo. Simplesmente não existe no mercado uma outra oferta "de ponta a ponta" com o mesmo nível de integração. E a solução oferecida é usada internamenta faz alguns anos por quase 500 mil funcionários no mundo todo, diariamente.

Tem dúvidas com relação ao Retorno de Investimento em Redes Sociais, Portais, Comunidades e outras tantas funcionalidades de Web 2.0 em sua empresa? Sugiro conversar com seu contato na IBM sobre um BVA de Portal e Colaboração (Business Value Assessment). O BVA é um framework que permite, após um detalhado estudo, apontar para um ROI (Return on Investment) de um projeto como esse para sua empresa.

(1) https://www.mckinseyquarterly.com/The_rise_of_the_networked_enterprise_Web_20_finds_its_payday_2716

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Geração Y, Facebook e Lillian Lowe



Assisti hoje a uma apresentação de Eline Kullock, sobre a "Geração Y". Eline é uma das maiores estudiosas e especialistas em Geração Y no Brasil e reconhecida internacionalmente. O tema é bastante interessante e rapidamente a audiência, constituida por um bom número de representantes da Geração Y bem como de Baby Boomers e da geração X, se deixou levar pelas divagações propostas por ela.

Segundo Eline, a Geração Y é um conceito de sociologia que se refere aos nascidos depois de 1980. Eles nasceram em um período de maior prosperidade no mundo, na maioria dos casos não conviveram com inflação, estão acostumados a receber aquilo que desejam e no tempo que querem. Tipicamente aprenderam a viver com poucos limites.

É nítida a influência da "tecnologia" e da "disponibilidade de grande quantidade de informaçào" na formação desta geração. Normalmente, são jovens que tem acesso fácil a internet, seja em casa, em universidades, no trabalho ou em qualquer outro local, usando dispositivos móveis. São ansiosos, questionadores e confrontadores por natureza.

A Geração Y é a primeira grande "classe" a criar e frequentar ambientes virtuais. São eles que populam as principais redes sociais, como Facebook, Orkut, LinkedIn e outras mais. São autores de blogs, editores de Wikis e usuários do Twitter e outras tantas ferramentas "sociais".

O mais interessante, e o motivo pelo qual eu decidi colocar este post, é que logo depois, lendo a edição online do Jornal O Globo, encontrei uma nota no mínimo curiosa... fala sobre a Sra. Lillian Lowe, britânica que, do alto de seus 103 anos é a usuária mais idosa do Facebook! (1) Vejam só... ela não faz parte nem da Geração Y nem da X... ela representa os Veteranos, que nasceram quando se usava rádio para se comunicar.


Ela é uma testemunha viva de toda a transformação que a sociedade passou no último século, principalmente em termos de comunicação. Testemunhou a adoção do rádio, a transição para a Televisão, a chegada da Internet e acabou "caindo na rede", com conta ativa no Facebook...

Detalhe, depois que ela assumiu a posição de mais idosa usuária do Facebook, já recebeu 999 convites de amizade. Provavelmente convites de todas as gerações seguintes... Será que teremos um "choque de gerações" no Facebook?

Para quem tem interesse pela área, recomendo conhecer o blog de Eline (2).

(1) http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2010/12/17/usuaria-mais-velha-do-facebook-inundada-por-pedidos-de-amizade-923311447.asp
(2) http://www.focoemgeracoes.com.br/