sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A Personalidade do seu Avatar ***


O mundo das Redes Sociais, aos poucos, imita o mundo real. Da mesma forma que cada um de nós tem sua personalidade, no mundo virtual vamos também dando traços característicos aos nossos "avatares". Seja no Facebook, no Orkut, no LinkedIn ou em qualquer outro ambiente, volta e meia esbarramos com tipos curiosos, até engraçados. E quais são os mais comuns?

1.       Um dos tipos mais comuns de se encontrar é o "Colecionador de Amigos". Fã do Roberto Carlos ou não, sua meta é “ter um milhão de amigos", sejam realmente íntimos ou completamente desconhecidos. O importante é ter centenas ou milhares de conexões.

2.      
Outra figurinha fácil é o "Radar". Ele gosta de compartilhar sua vida com todos. Se vai ao clube, atualiza seu status no FourSquare... se vai ao cinema, informa o nome do filme e o local. Não dá um passo sem avisar a seus amigos onde está. Parece que tem um GPS implantado.

3.      
O "Popular" já é um pouco mais difícil de encontrar. Qualquer coisa que ele coloque no Facebook é logo "curtido" por dezenas ou centenas de seguidores. Artistas encontram-se nesta categoria. Para alguns apresentadores, como o Luciano Huck e a Ana Maria Braga, bastam dois ou três minutos para que milhares de pessoas curtam seus comentários... mesmo que seja um simples bom-dia.

4.      
No extremo oposto, vem o "Solitário". Nem que ele ofereça ouro, ninguem lê ou curte seus comentários. Parece até com aquele jovem estudante que fica o recreio inteiro sozinho. Tal qual na vida real, o Solitário precisa se esforçar muito para conquistar seus fãs.

5.      
Outro tipo comum é o "Profissional". Ele só usa as Redes Sociais para divulgar seu trabalho. E não fica limitado ao LinkedIn. Usa tanto o Twitter quanto o Facebook para compartilhar com seus amigos tudo o que está fazendo.

6.      
Por último, um tipo não tão raro mas muito curioso, o "Voyer". Trata-se de um grande observador. Raramente atualiza seu status mas está sempre navegando, verificando o que seus amigos estão fazendo. Recentemente esbarrei com um desses, que seguia centenas de pessoas no Twitter, possuia algumas centenas de seguidores e nunca, eu disse "nunca", postou um comentário sequer.

A medida que passamos mais tempo em rede sociais, desenvolvemos nossas “personalidades virtuais”. Tão complexas como no mundo real, também apresentam crises e disturbios. Sociologos dedicam-se a estudá-las, tentando compreender melhor nossos "alter-egos" e seu impacto nos relacionamentos da vida real.

Será que um dia precisaremos de “Psicologos Virtuais”?

*** Este texto foi publicado no Jornal O Globo, hoje, 14 de outubro, no caderno de Economia, Digital & Mídia, pág. 29

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Como reconhecer contribuições de membros de uma Rede Social?

Já vimos que o sucesso de uma Rede Social, seja pública ou privada, depende fundamentalmente do Fator Humano (1). E um dos grandes desafios, relacionado diretamente a este fator, é exatamente fomentar o uso da rede. Existem diversas técnicas para isso e, neste post, vou abordar duas, que podem ser usadas tanto em Redes Sociais públicas quanto privadas.

Badges

A primeira técnica consiste na distribuição de recompensas, mais especificamente badges. Badges são emblemas, são símbolos que representam conquistas de um determinado membro no uso da rede. Podem indicar, por exemplo, que o membro atingiu a marca de 100 amigos na rede. Ou podem indicar que ele já contribuiu com 500 publicações no seu blog. Na IBM utilizamos esta técnica amplamente e existem mais de mil tipos diferentes de  badges. Abaixo, por exemplo, alguns dos badges que eu conquistei.


Eles representam, da esquerda para a direita: 
  1. Sou um usuário de Symphony (2 e 3), 
  2. Possuo mais de 500 conexões no LinkedIn
  3. Sou usuário com mais de 100 publicações no Twitter nos últimos 6 meses,
  4. Atuo como evangelizador de Social Business dentro e fora da IBM
  5. Possuo mais de 100 conexões no Twitter, com IBMistas, clientes e parceiros da IBM
  6. Sigo mais de 100 membros do Twitter
  7. Já compartilhei mais de 50 arquivos pelo IBM Connections (4 e 5)
  8. Já compartilhei mais de 100 arquivos pelo IBM Connections
  9. Sigo Instituições ligadas diretamente com práticas de Social Business
  10. Participo de pelo menos 5 grupos de Redes Sociais no LinkedIn
  11. Possou mais de 500 conexões no IBM Connections
  12. Mantenho um blog ativo com pelo menos 20 publicações nos últimos 6 meses
A criação de um badge é um exercício de criatividade ligado a estratégia social da empresa. Os exemplos acima mostram claramente que a IBM incentiva as interações sociais, dentro e fora da empresa. Em alguns casos, um badge pode ser criado para um projeto especial, para uma campanha de marketing ou até mesmo para identificação de talentos. 

Badges são símbolos de conquistas em Redes Sociais e, portanto, estão diretamente relacionados com o status social de um de seus membros, com sua Reputação Digital (6). É um assunto bem delicado e ao mesmo tempo muito importante. É uma das melhores formas para reconhecer contribuições de membros de Redes Sociais.

A distribuição de badges deve seguir a regras claras, de modo que todos entendam os critérios para seu recebimento e, principalmente, que o valorizem. Usualmente, para um determinado badge temos a figura de um administrador que é responsável por avaliar caso a caso se o membro merece ou não receber um determinado membro.

Agradecimentos

Outra técnica interessante para reconhecer membros é através de Agradecimentos. Eles podem ser feitos de forma simples e devem ser devidamente registrados. No caso da IBM, usamos o "Blue Thanks" (BlueThx). Enquanto a distribiução de um badge deve ser administrada por um membro resposável pela tarefa, o Blue Thx é dado por outros membros da rede em retribuição ou reconhecimento a uma determinada ação. É uma forma simples, direta e especial de agradecer a um colega da rede.

Cada vez que um funcionário da IBM recebe um "Blue Thx" seu gerente é copiado e o agradecimento é publicado em seu Mural.

"Badges" e "Agradecimentos" são formas simples e efetivas de reconhecer a participação e contribuição de membros em Redes Sociais. Estão diretamente relacionados com a Reputação Digital dos membros da rede e merecem uma atenção especial em qualquer projeto de RSC.


(1) http://fgfmendes.blogspot.com/2011/09/social-networks-o-fator-humano.html
(2) http://www-03.ibm.com/software/lotus/symphony/home.nsf/home
(3) http://www.baixaki.com.br/download/ibm-lotus-symphony.htm
(4) http://www-01.ibm.com/software/lotus/products/connections/
(5) http://www.youtube.com/watch?v=msCeSMIHq6M&feature=related
(6) http://fgfmendes.blogspot.com/2008/05/reputao-online-personal-enterprise.html

sábado, 8 de outubro de 2011

"Nós somos o futuro"

Think Different - Em homenagem a Steve Jobs, 1955 - 2011

“Here’s to the crazy ones. The misfits. The rebels. The troublemakers. The round pegs in the square holes. The ones who see things differently.

They’re not fond of rules. And they have no respect for the status quo. You can quote them, disagree with them, glorify or vilify them.

About the only thing you can’t do is ignore them. Because they change things. They push the human race forward. And while some may see them as the crazy ones, we see genius.

Because the people who are crazy enough to think they can change the world, are the ones who do. - Apple Inc.”

Conflitos da Ética e Privacidade em Redes Sociais


Estudos recentes liderados por Megan Moreno, da Universidade de Wisconsin-Madison, nos EUA, apontam para um possível relacionamento entre o comportamento de jovens que compartilham fotos ou mesmo textos que os mostram desacordados ou bêbados e tendências para o alcoolismo na "vida real" (1). A pesquisa traz um pouco mais de polêmica para o universo das Redes Sociais ao esbarrar em limites da ética e da privacidade.

Existem diversas pesquisas relacionando o comportamento nas Redes Sociais com a vida real. Nicholas Christakis, sociólogo e pesquisador de Harvard conduz estudos deste tipo há 20 anos e chegou a conclusões semelhantes, tendo publicado em 2009 o livro "Connected", onde o tema é discutido em detalhes (2, 3 e 4).

Os resultados do estudo da Dra. Moreno sugerem que adolescentes que demonstram hábitos relacionados com ingestão de bebidas alcoólicas no Facebook, por exemplo, deveriam ser monitorados e avaliados por escolas para identificar riscos de desenvolver o alcoolismo. Neste momento, surgem os questionamentos de privacidade e ética. Até que ponto é correto monitorar e usar conteúdo publicado por uma pessoa no Facebook para aspectos clínicos ou sociais?

Ética e Privacidade

A palavra "ética" está relacionada ao modo de viver, a estilos de vida, e tem como fundamentação teórica buscar a melhor forma de viver e conviver. Aborda aspectos privados e públicos. Utilizar informações publicadas em uma Rede Social como o Facebook, por exemplo, para análise clínica de uma pessoa ameaça cruzar a fronteira entre o privado e o público. Quando trazemos isso para o mundo corporativo o tema torna-se ainda mais crítico. Atualmente mais de 70% das empresas já consultam Redes Sociais, como o próprio Facebook e o LinkedIn, em processos de seleção e contratação. Como tratar o assunto?

Atualmente não existe um Código de Ética para as Redes Sociais públicas. Em termos jurídicos, nos últimos anos, começaram a surgir os primeiros "problemas". Recentemente um juíz federal norte-americano determinou que uma empresa que demitiu 5 funcionários por publicar conteúdo não apropriado sobre a empresa no Facebook fossem readmitidos (5). Muito interessante ler o texto publicado pelo juíz onde ele menciona explicitamente a troca de mensagens no Facebook, como parte do processo. Uma das recomendações do juíz é que qualquer empresa tenha um código de ética, ou de conduta social, que oriente seus funcionários sobre o comportamento correto em Redes Sociais, principalmente deixando claro o que a empresa entende como "não apropriado". A sentença determinou que a empresa não somente recontratasse os funcionários demitidos, mas que os pagasse e indenizasse pelo tempo em que ficaram desempregados.

Guidelines

A forma como uma empresa qualquer trata do tema tem impacto direto no clima organizacional. Sim, como os estudos apontam, é possível ter uma boa idéia sobre a vida pública de um candidato a emprego ou de um funcionário, visitando suas páginas públicas em sites de Redes Sociais como o Facebook, o Orkut, o LinkedIn ou outros mais. Como o estudo da Dra. Megan mostra, é possível até mesmo identificar comportamentos e, mais ainda, tendências comportamentais, como ao alcoolismo e tabagismo. A questão é como usar este tipo de informação pública, como se comportar em uma Rede Social pública.

Por isso mesmo, todas as partes envolvidas devem assumir os seus papéis.

À empresa, cabe manter um Guia de Uso de Redes Sociais, deixando claro o que é considerado correto e o que não é aceito como comportamento adequado. O guia deve ser claro e tentar definir as fronteiras entre as responsabilidades da empresa e do funcionário.

Ao usuário de uma Rede Social, cabe conhecer os "Termos e Condições" da Rede a que ele se afilia e suas responsabilidades. Como um usuário de um serviço qualquer, o membro de uma Rede Social tem suas responsabilidades e precisa respeitá-las. Veja, abaixo, alguns pontos que fazem parte do IBM Social Computing Guidelines (6):
  1. IBMistas são pessoalmente responsáveis pelo conteúdo publicado on-line, seja em um blog, em uma Rede Social ou em qualquer outro site que permita a publicação de conteúdo pelos usuários. Fique atento ao fato de que o que você publica vai ficar público por um longo tempo - proteja sua privacidade e tome os cuidados necessários para entender os Termos de Serviço de um site, antes de publicar conteúdo.

  2. Identifique-se - nome e, quando relevante, seu cargo na IBM - quando você discute assuntos relacionados com a IBM, tais como produtos ou serviços da IBM. Você deve deixar claro que está escrevendo em seu nome e não no nome da IBM.

  3. Se você publicar conteúdo on-line relevante para a IBM utilize uma ressalva (disclaimer) tal como: "O conteúdo publicado neste site é de minha responsabilidade e não representa, necessariamente, posições, estratégias ou opiniões da IBM".
O que vem por aí...

Assistiremos, nos próximos anos, a muitas transformações comportamentais e culturais em nossa sociedade. Estas mudanças terão impacto em nossas empresas e cada um de nós terá um papel e até mesmo uma missão neste processo. Participe, entenda seu papel, contribua. Estamos vivendo em uma sociedade cada vez mais colaborativa e a participação de cada um ganha força com as Redes Sociais. 

Fundamental saber que novos limites estão sendo escritos para o conceito de Privacidade, principalmente no mundo on-line. Entenda estes limites e saiba como lidar com eles. Seu futuro pessoal e profissional vai estar, cada vez mais, conectado ao de outras pessoas.

(1) http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2011/10/04/fotos-de-consumo-de-alcool-no-facebook-podem-ser-um-alerta-para-vicio-de-jovens-925501918.asp
(2) http://connectedthebook.com/pages/authors.html
(3) http://fgfmendes.blogspot.com/2011/06/seis-graus-de-separacao-e-tres-de.html
(4) http://fgfmendes.blogspot.com/2011/06/voce-me-deixa-doente.html
(5) http://thenextweb.com/facebook/2011/09/30/a-recent-new-york-court-ruling-alerts-employers-about-social-media-policy/
(6) http://www.ibm.com/blogs/zz/en/guidelines.html

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Que tal começar sua Rede Social Corporativa?

Já vimos que o início de uma Rede Social Corporativa (RSC) passa pela construção dos Perfis Pessoais (1). É a partir desta "estrutura" que são estabelecidos os relacionamentos, as comunidades, blogs, wikis e demais aplicações. Os Perfis Pessoais permitem que cada "funcionário" de uma empresa passe a ser um "membro" da RSC e que possa contribuir, gerando conhecimento para a empresa e para seus colegas. 

Para facilitar o início da construção de uma RSC, a IBM está com uma nova oferta, especial para aqueles que tem manutenção ativa de Lotus Notes/Domino.

A regra é simples. Se você tem qualquer um dos produtos abaixo, em manutenção ativa, tem direito de uso das aplicações "Profiles" e "Files" do IBM Connections. 

IBM Lotus Domino Enterprise Client Access License
IBM Lotus Domino Messaging Client Access License
IBM Lotus Domino Collaboration Express License
IBM Lotus Domino Messaging Express License

Veja todos os detalhes desta oferta em:
  1. http://www-01.ibm.com/software/lotus/notesanddomino/nd85.html
  2. http://www.edbrill.com/ebrill/edbrill.nsf/dx/ibm-lotus-notesdomino-8.5.3-now-available-including-entitlement-to-ibm-connections-files-and-profiles
O IBM Connections é o componente principal da Solução de Social Business da IBM. Ele é composto por diferentes aplicações, integradas:
  1. Profiles
  2. Files
  3. Home Page
  4. Comunidades
  5. Wikis
  6. Atividades
  7. Foruns
  8. Social Analytics
  9. Micro-blogging
  10. Blogs
  11. Bookmarks
O vídeo abaixo mostra como usar o IBM Connections e o Lotus Notes de uma forma integrada, agregando ainda mais valor a sua infraestrutura de Lotus Notes. Sempre lembrando que o IBM Connctions pode ser usado de forma independente também, ou integrando-o com outras plataformas.


Mais detalhes sobre o Connections e sobre a estratégia de Social Business da IBM em:

IBM Social Business           http:/www.ibm.com/social
IBM Connections                http:/www.ibm.com/lotus/connections
Collaboration Soapbox       http://www.thecollaborationsoapbox.com
Solutions Catalog                http://catalog.lotus.com

(1) http://fgfmendes.blogspot.com/2011/10/jornada-social-transformando-uma.html

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A "Jornada Social"... Transformando uma empresa em um Social Business

Recentemente participei do evento anual da SUCESU Bahia como Keynote Speaker (1). O tema do evento deste ano foi "Redes Sociais, quebrando paradigmas" e em minha palestra procurei mostrar, para uma audiência atenta, os principais desafios a serem enfrentados pelas empresas, governos e por cada um de nós, neste novo mundo onde as Redes Sociais estão cada vez mais presentes. Ao final de minha palestra, fui abordado por um grupo de presentes que me perguntaram "ok, e como faço para começar uma Rede Social Corporativa?".

Para responder a esta pergunta, recorri a um modelo simplificado das etapas que normalmente são percorridas por uma empresa em sua trajetória para ser um Social Business. O gráfico abaixo mostra este percurso. Na linha vertical, o valor para a empresa de cada um dos passos. Na linha horizontal, cada um dos passos, no tempo.

Etapa 1: Conectando Pessoas
Respondendo a pergunta, então, a sugestão é começar sua RSC pelo começo... ou seja, criando a infraestrutura básica para que um dos principais componentes de uma RSC, o membro, exista. A criação de "Perfis Pessoais" permite que cada funcionário tenha seu "registro" na rede, onde ele pode compartilhar informações sobre sua formação acadêmica, experiência profissional, projetos que participou, etc. Cada funcionário passa a ser mais do que um simples usuário, passa a ser um membro da rede. Conceitualmente isso faz uma grande diferença e ajuda no processo de adoção da RSC. Membros de RSCs gostam de compartilhar informações profissionais pois, assim, sentem-se parte dela. Vejam, abaixo, o meu Perfil, na Intranet da IBM.

Com os Perfis Pessoais, damos o primeiro passo na direção de um Social Business. Eu classifico esta etapa como "Light Social", ou seja, já demos o primeiro passo, mas ainda temos uma longa estrada pela frente. Já que nossa empresa já tem Perfis Pessoais, agora podemos dar o segundo passo, que permite a localização de especialistas na empresa, com base nas informações dos perfis. É um passo relativamente simples mas que tem um benefício enorme, principalmente para médias e grandes empresas e também para aquelas que tem funcionários (agora, Membros) distribuidos por várias localidades. 


Nesta etapa também é possível construir "mapas de conhecimento" de sua empresa. Com isso podemos identificar os especialistas em um tema e suas relações, literalmente medindo o "valor" de cada membro para cada assunto. A figura acima ilustra uma análise de uma RSC para um determinado tema, mostrando os relacionamentos existentes na empresa.

Completando a primeira etapa da "Jornada Social", disponibilizamos para os membros da comunidade as funcionalidades de micro-blogging. Neste momento, permitimos que cada membro da rede se relacione com outros. Este é o segundo compoente fundamental de uma RSC, as "interações".

Etapa 2: Compartilhando Conhecimento

A segunda grande etapa da jornada vai trabalhar a questão do compartilhamento de informações. Para isso, funcionalidades como compartilhamento de arquivos, bookmarks e blogs são disponibilizadas. Elas permitem aos membros o início do processo de "produção de conhecimento". Membros passam a gerar e registrar conhecimento. 

Nesta fase, todas as empresas apresentam características similares porém podem enfrentar desafios distintos. Em empresas mais conservadoras, pode haver certa resistência para o compartilhamento pois, em muitos casos, "conhecimento" está associado a "poder". Pode ser necessário desenvolver uma política especial para incentivar a participação dos membros, destacando e reconhecendo aqueles que mais contribuem.

Com os Perfis Pessoais criados na primeira etapa e com o Conhecimento produzido e registrado na segunda, já é possível localizar os SBEs (Subject Matter Experts), ou "especialistas". Comunidades começam a ser criadas e o conhecimento passa a circular mais livremente dentro da empresa, de forma mais ágil e transparente, características básicas de um Social Business.

Inteligência Coletiva e Reutilização

Chegamos então a terceira e última etapa, onde já existe um nível significativo de participação e de geração de conhecimento pelos membros (aqui surge o terceiro e último componente de uma RSC, a produção de conhecimento). Nesta etapa, a empresa passa a ter um novo patrimônio intelectual, a "Inteligência Coletiva". O conhecimento é gerado e consumido pelos membros da rede para gerar benefícios para a empresa. É como um grande ciclo de geração e consumo de conhecimento.

Ao chegar neste nível, uma empresa transforma-se em um Social Business. Os conceitos de Redes Sociais antes mencionados agora fazem parte dos processos da empresa, como pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, marketing, relacionamento com clientes, RH e outros mais.

Conclusão

A "Jornada Social" é um processo contínuo. As etapas desta jornada devem ser seguidas, passo a passo, dentro de um roadmap claro, para garantir um projeto sólido e seu sucesso. Os aspectos relacionados com a Cultura da empresa devem ser abordados de forma bem criteriosa, como já discutimos aqui em outros posts. A questão da tecnologia, e do parceiro adequado, também deve ser abordada com calma. O mercado hoje tem muitos players mas, uma análise mais detalhada vai mostrar que poucos, muito poucos, podem oferecer suporte adequado para um projeto deste porte, acompanhando a empresa em sua "Jornada Social". 

Por fim, é sempre importante lembrar que um projeto de RSC não é propriedade de um departamento único de uma empresa como TI, Comunicações ou RH. Normalmente ele é cross departamental. Sendo assim, uma das recomendações mais fortes que posso dar é que seja criado um "conselho digital" com represententes de cada uma das áreas envolvidas. As decisões devem ser bem analisadas e discutidas para que a jornada seja o mais tranquila possível.

(1) http://fgfmendes.blogspot.com/2011/09/congresso-sucesu-bahia-2011-redes.html