terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Faça seu próximo backup nas nuvens!

Já estava para escrever sobre esse assunto faz algum tempo e hoje, depois de assistir a uma apresentação em que o tema foi mencionado, decidi investir um tempo... você faz backup dos seus dados pessoais? Tem copias de suas fotos digitais, de seus filmes, das suas músicas, enfim, dos seus preciosos arquivos...? Discos apresentam problemas. Por mais que a indústria tenha melhorado as taxas de confiabilidade destes dispositivos, um dia eles podem sim apresentar um problema e você pode perder todos seus dados.

The lens of a compact disc drive and its assoc...

Claro, você tem backup. Backup em CDs, em DVDs ou em Discos externos. Discos enormes, de 1 Terabyte ou mais, onde você pode colocar todos seus arquivos. Isso resolve sua vida, não? Ok... e com que frequência você atualiza esse "backup"? O processo de backup não se limita ao primeiro lote. É preciso atualizar o backup periodicamente, da mesma forma que você , eventualmente, modifica seus arquivos.

Se você faz isso periodicamente, seguindo uma metodologia que pode até mesmo ser simples, ótimo. Se segue a metodologia de um dos inúmeros softwares que vem junto com esses discos externos, excelente. O problema é que muitas pessoas não fazem isso. Apostaria que a maioria se enquadra nesta categoria.

Para estas pessoas já existem alternativas bem interessantes e de baixo custo. Uma das mais populares chama-se Mozy (www.mozy.com). Para usuários domésticos eles disponibilizam sem custos um espaço de até 2 GigaBytes. É um bom espaço para armazenar aquivos texto e apresentações, por exemplo, mas não é praticamente nada se você tem um bom número de fotos e filmes digitais que podem ocupar facilmente mais de 100 GBs (no meu caso já são 130). Caso você precise de mais espaço, ainda se classificando como usuário doméstico, pode pagar menos de 5 dólares por mês e ter espaço ilimitado.

O mais interessante é que ela é mais uma representante de toda uma nova linha de soluções baseadas em Web 2.0... seus dados são guardados em um local qualquer que você nem conhece, na Web, na grande "nuvem".

Cuidado, se você não tem backup, busque uma alternativa. E lembre-se sempre "quem tem uma cópia não tem nenhuma".

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Um Ano Bom para o Rio de Janeiro

Início de ano é sempre um período de reflexões e novos projetos. Não é diferente para uma cidade. O cidadão do Rio de Janeiro olha para a frente com muitas esperanças, mas sem se esquecer dos últimos 30 anos, onde a cidade foi incrivelmente incapaz de escolher bons governantes. As cicatrizes destes anos ainda vão demorar muito para curar. Mas precisamos começar.

Aparentemente, os atuais administradores, tanto do Estado do Rio quanto da cidade, tem demonstrado força política para aprovar projetos e alinhamento com o governo federal para obter o suporte e verbas necessárias para projetos ambiciosos. Isso faz diferença e é um bom começo.

O choque de civilidade que começou no ano passado promete tratar de alguns hábitos ruins dos cariocas. As praias da zona sul já sentem, desde o início de dezembro, algumas diferenças. O projeto merece elogios, mas não pode parar por aí. É preciso atingir outros bairros e, mais importante, precisa ter como objetivo básico mudar a forma de pensar de toda uma população mais carente que não tem acesso adequado a educação básica.

O projeto, para ser um sucesso de longo prazo, precisa entrar nas escolas públicas e privadas e, efetivamente, educar. Civilidade tem que ser parte integrante da educação básica. E essa é uma missão dos governos, garantir educação para todos, investindo na formação de verdadeiros Cidadãos.

Seguramente o projeto mais importante para a cidade do Rio de Janeiro é o da Educação. Para isso, mais do que vontade política, é preciso haver um alinhamento forte entre os três níveis de governo, os educadores e as famílias. Para organizar uma Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos estamos conseguindo avançar, pelo menos com muitos projetos já apresentados. Será que vamos conseguir avançar na educação?

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Choque de Civilidade

Final de semana passada fui a praia de Ipanema com meu filho. Um dia de bastante calor mas com muitas nuvens no ceu, trazendo uma forte sensação de abafamento. A falta do sol afastou muitos banhistas. Na praia, ao menor indício de que alguem iria iniciar um "altinho" ou jogar frescobol, guardas municipais se aproximavam e, educadamente, explicavam que a prática não era permitida naquele local, apontando para as áreas onde seria possível jogar. Realmente educados, fazem parte da iniciativa de "choque de ordem" da prefeitura da cidade.

A situação me fez refletir... o "choque de ordem" existe exatamente por falta de civilidade. Se os frequentadores da praia tivessem um mínimo de noção de civilidade ele não seria necessário.

O que realmente precisamos é civilidade. É difícil, pois depende de educação desde criança, tanto na escola quanto dentro de casa. Em vez de investirmos em educação, temos que gastar com repressão. Seja nas praias, seja em clubes, restaurantes, cinemas, em qualquer lugar nota-se a falta de civilidade das pessoas.

É preciso que as autoridades entendam que civilidade é algo que deve fazer parte do currículo escolar. É preciso que as famílias entendam seu papel no processo de formação de cidadãos. Se cada um cumprir sua função teremos mais civilidade, melhores cidadãos e sobrará orçamento público para investimentos com maior retorno para a sociedade como um todo.

A prefeitura do Rio já entendeu que o choque de ordem sozinho não vai produzir resultados de longo prazo e também está investindo desde abril em um "choque de civilidade" (1) e (2). Com direito a cartilha e tudo, a idéia é de educar o povo, efetivamente construindo cidadãos mais completos e uma cidade mais agradável. A tarefa é hercúlea mas merece créditos. Nada de frescobol, altinho, cinto de segurança para todos os passageiros, nada de fumar em determinados locais e nem bicicleta fora da ciclovia na orla.

Este será o primeiro verão da civilidade. É um teste de fogo principalmente para o jeitinho carioca. Uma iniciativa de muito valor. Boa Sorte...

(1) http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/04/14/depois-do-choque-de-ordem-bethlem-anuncia-choque-de-civilidade-755263729.asp
(2) http://vejabrasil.abril.com.br/rio-de-janeiro/editorial/m1656/um-choque-de-civilidade

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sobre Minaretes e Sinos

Um dos grandes desafios da história da humanidade sempre esteve ligado à (in)tolerancia religiosa. De tempos em tempos conflitos diretamente relacionados com a fé eclodem em um ponto ou outro do planeta. Não faltam exemplos.

Pois em pleno século XXI, ao mesmo tempo em que líderes mundias se reunem em Kopenhagen para discutir o clima, eis que surge mais um "conflito", bem alí ao lado, na Suiça. Lá vivem aproximadamente 350 mil muçulmanos que reunem-se, para orar, em cerca de 160 centros religiosos (dentre os quais, muitas mesquitas).

O problema começou quando outras parcelas da população sentiram-se incomodadas quando minaretes começaram a ser construidos. Os minaretes são torres, altas, usadas para convocar os crentes para as 5 orações diárias. No final do mês passado, em referendo, 57% dos eleitores suíços aprovaram a proibição da construção dos minaretes (1).

A ONU, diversos países europeus (2) e o próprio governo suíço manifestaram-se contra a proibição. Mas fica a polêmica...

Pra complicar, agora o presidente francês, Sarkozy, escreve um artigo para um jornal de grande circulação francês, dizendo que quem vem de fora tem que se adaptar e ser discreto...

Só fico imaginando igrejas católicas sem o seu sino, usado para convocar os fiéis... Não acredito em um futuro com progresso e civilidade sem que haja tolerância e respeito às opções individuais como as religiosas, por exemplo.

(1) http://newsforums.bbc.co.uk/ws/pt/thread.jspa?forumID=10532
(2) http://pt.euronews.net/2009/11/30/paises-europeus-criticam-proibicao-de-minaretes-na-suica/

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A prova do ENEM e o filme do Lula

Que país é esse em que vivemos... No dia primeiro de outubro estourou o escândalo das provas do ENEM que foram copiadas e distribuidas... literalmente roubadas. Uma fraude que trouxe a tona pesadas discussões sobre segurança levando a questionamentos sobre falhas do MEC, do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira, que realiza o Enem), da Polícia e de outras instituições (1). Parece realmente um país do terceiro mundo, inundado em fraudes e corrupção.

Pouco tempo depois, cercado de um aparato de segurança único, é lançado o filme do Lula. Nenhuma cópia foi pirateada. Uma segurança absolutamente exemplar. Coisa de país de primeiro mundo.

Afinal, em que país vivemos? Será que não interessava a ninguem proteger as provas do ENEM? Por que as falhas na segurança? Ao mesmo tempo, quando não se consegue fazer uma simples cópia pirata do filme do nosso Presidente, quem fez a proteção das matrizes? É quase inacreditável que esses dois fatos tenham acontecido no mesmo país e em um curto período de tempo.

A realidade é que nosso país ainda é composto por vários "países".
  • Um país economicamente avançado, grande produtor de petróleo e exportador de bens de consumo, e ao mesmo tempo atrasado, com desmatamentos na Amazonia, enorme economia informal, trabalho infantil e até escravo;

  • Um país com instituições fortes e respeitadas, como o Banco Central, e temos um órgão do governo com centenas de funcionários cuidando de Caça e Pesca (297, na última contagem);

  • Um país que garante segurança para estrangeiros, como na recente visita da cantora Madonna ao Rio de Janeiro, mas que ao mesmo tempo não consegue garantir segurança em nossas cidades, nem para nossas crianças;

  • Temos cidadãos com acesso aos melhores hospitais, como o Einstein em SP ou o Inca e o Into no Rio de Janeiro, e temos milhões de cidadãos que morrem aguardando atendimento no restante da rede pública hospitalar.
Quem protegeu o filme do Lula? Creio que, no mínimo, seria uma boa empresa para ser cotada para prover segurança para as provas do ENEM.

Além disso, este episódio mostra que, quando existe interesse, consguimos fazer as coisas acontecerem. Fica pelo menos a esperança de dias melhores, como entendo que o filme do Lula promete...

(1) http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/10/01/ult105u8763.jhtm

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Brasil, um país jovem? Até quando???

Quando eu era criança aprendi na escola que o Brasil era um país com um população predominantemente jovem. Me recordo das aulas onde o professor mostrava a pirâmide etária de nossa população com uma base larga, mostrando que a maior parte da população era muito jovem.

Passadas duas ou três décadas o quadro mudou. Hoje nossa população está envelhecendo e, pior, estamos tendo menos filhos... Some-se a isso o fato da expectativa de vida também ter aumentado e temos um quadro totalmente diferente... Veja, abaixo, as pirâmides etárias do Brasil em 1970 e em 2004.






Quase todos os indicadores demográficos brasileiros melhoraram. Vejam, no quadro abaixo, que temos maior expectativa de vida, menor taxa de mortalidade e menor taxa de mortalidade infantil. Porém, temos uma taxa de fecundidade que vai decrescendo ano a ano...

INDICADORES DEMOGRÁFICOS

1990 1995 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008
Esperanças de vida ao nascer 66,57
68,49
70,43
70,71 71,00 71,29 71,59 71,88 72,18 72,48 72,78
Taxa de natalidade (por mil hab.) 24,21 21,93 21,13 20,84 20,33 19,76 19,12 18,45 17,75 17,06 16,38
Taxa de mortalidade (por mil hab.) 6,95 6,55 6,34 6,33 6,32 6,30 6,29 6,28 6,27 6,27 6,27
Taxa de mortalidade infantil (por mil nascidos vivos) 47,00 37,90 30,10 29,20 28,40 27,50 26,60 25,80 25,00 24,10 23,30
Taxa de fecundidade total 2,79 2,51 2,39 2,34 2,27 2,20 2,13 2,06 1,99 1,93 1,86
FONTE: IBGE/Diretoria de Pesquisas. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Gerência de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica. Projeção da Populaçao do Brasil por Sexo e Idade para o Período 1980-2050 - Revisão 2008

Faz parte... vamos todos envelhecendo juntos, vivendo mais tempo e tendo menos filhos. Enquanto na década de sessenta tinhamos aproximadamente 6 filhos por casal, hoje temos, em média, apenas 2.



Os motivos? Maior educação da população e maior divulgação de técnicas para evitar gravidez seguramente ajudaram. Uma consequência seguramente vai ser um impacto direto na Previdência Social bem como nos Planos de Aposentadoria em geral.


Quem viver verá...


Mais detalhes em: http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/pesquisas/fecundidade.html#anc3

e em: http://escola.previdencia.gov.br/ppt/ricardo2.pdf

domingo, 25 de outubro de 2009

Como será o Brasil em 2014 e em 2016?

Sábias palavras de um amigo... "Fazer previsão é sempre muito difícil, principalmente sobre o Futuro"... mas, agora que foi dada ao Brasil a oportunidade de sediar uma Copa do Mundo em 2014 e, ao Rio de Janeiro, os Jogos Olímpicos de 2016, muito se tem discutido sobre o futuro do país, principalmente, é claro, para os próximos 7, 8 anos. Como será o Brasil em 2016?
  1. Teremos, todos, conceitos fortes de Cidadania?
  2. Nossas crianças terão acesso à educação?
  3. Todos os brasileiros terão acesso à saúde?
  4. Seremos um país sem miseráveis esquecidos morando em cidades do sertão do nordeste?
  5. Será possível andar com segurança em nossas cidades?
  6. Nossa polícia funcionará e será respeitada?
  7. Será que teremos vencido definitivamente a guerra contra o tráfico de drogas que tanto aflige nosso país?
  8. Nossos políticos serão mais éticos?
  9. Nossa justiça será mais rápida e justa?
  10. Nossos atletas ainda precisarão ir para o exterior para treinar em boas condições?
Além de todas estas perguntas, claro, ainda ficam as que todos já fizeram... o que ficará de legado de infraestrutura nas cidades, nos aeroportos, nos estádios, etc, etc, etc...

Sinceramente? Acredito que as primeiras 10 perguntas são bem mais difíceis de serem respondidas... e muito mais importantes para o futuro do Brasil. Estou particularmente otimista. Acredito que possamos superar positivamente cada um dos obstáculos listados mas, para termos sucesso, vamos precisar do esforço de cada um de nós.

Podemos tudo nos próximos anos, menos nos omitir.

E, o primeiro passo será no ano que vem, com as eleições.