quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Never Offline, the age of the wearable devices


Last week in Boston, for customer meetings, I had the opportunity to witness, on American soil, the release of the iPhone 6, the iOS 8 and the Apple Watch. Received with great enthusiasm by a legion of admirers, the arrival of the devices mark the beginning of a new era and were featured on the cover of numerous specialized magazines (or not). Tthe traditional Time magazine, for example, devoted its cover and six pages to the subject, treating it as a paradigm shift and a profound shift on lifestyle. According to the report, speaking directly about the new watch "Apple is not just reviving an old category, it's moving the boundary".

Apple Watch is something new

Wristwatches have been around for decades. They were important in the wars of the last century, in aviation, on sports and gained prominence with sophisticated and expensive models, often attaining the status of jewelry. However, in a large part of the story, its primary function was always tracking the time (and, of course, function as alarm clocks or timers). In the 70s we witnessed the arrival of the first modified model, which became known as "calculator watch". The model won the market and survives today and is easily found in retail stores for about $ 25.00. Since then, no significant advance.

Recently we saw a further shift with the arrival of smart watches. Samsung went ahead and produced more than one million units of the Galaxy line, the report said, without producing large commotion in the market and no signs that it will "catch". Google also launched its model, which so far has not sold half a million units. This is the scenario in which Apple hits the market. The big difference is that Apple comes with more than just a watch. When CEO Tim Cook made the speech launching, repeatedly used the "personal" and "intimate" words. Basically, what Apple is doing is "asking you to strap a computer to your arm".

Wearable devices

Apple Watch is the bet of the Cupertino company in the area of wearable devices. There are already numerous applications in this area, such as those applied to the area of fitness and health. Companies like Nike, Fitbit, Jawbone and many other already placed apps on the market that allow you to monitor the behavior of your body during physical activity. Apple's proposal is to control a number of personal indicators such as pressure, temperature, heart rate, blood sugar level and more. Definitely, we still lack a clear vision of the scope of what lies ahead.

In this first version, Apple offers adapted versions of famous applications for weather forecast, value of stocks, passbook, photos, maps and more. Everything, of course, connected with an iPhone within reach for functions that require an Internet connection. Furthermore, using the HomeKit app, you can control home devices like your television, house lights, thermostat and more.

One of the big news is "Apple Pay" payment system. The proposal here is to leave behind the current means of payment such as checks and credit cards. Paying with Apple Pay all you need is your Apple Watch. An antenna on the iPhone 6, using the NFC technology (Near Field Communication) and your personal digital allow a payment to be made in seconds.


However, there are challenges ahead. So far, according to Time, the adoption of wearable devices has been slow. The main reason would be the aesthetic issue and also a personal matter. The use of such devices, monitoring personal information and eventually making it available for use by another company, is opening new loopholes in legislative issues. New terms will be needed for personal information to be shared.

As for aesthetics, apparently there was great progress. The first Smart Watches were large and without a proper style. Apple Watches comes with a lot of care with respect to the design and is likely to become objects of desire and even became fashionable.

Corporate Apps

One point not yet explored in this new frontier is the use of this type of device in the corporate world. During the launch, the focus was primarily on the end user. However, when we consider the use of an Apple Watch, or more broadly, of wearable devices, the applications are numerous. In fact, we can not even see all its possible uses.

A few weeks ago, IBM announced a major partnership with Apple to develop business applications for Apple devices. At the time, it was possible to visualize enterprise applications running on an iPad or an iPhone. Now, it opens a new window. For example, applications that allow the monitoring of equipment on an oil rig can gain agility. In addition, you can monitor the health of an employee, even in remote locations.

In conclusion, yes we are living one of those rare moments in which technology can transform our lifestyle and our work environment, just as happened with the advent of Personal Computers, Internet, Social Networks and the iPhone. The era of wearable devices arrived.

If we think of the universe of possibilities now available we cann't foresee wath is still to come around. Adding all this to Watson, we can see huge benefits in several areas such as health, telecommunications and many others.

Also according to Time, the great paradox of this new era is that wearable devices give you more control and, at the same time take away. We will, then, need to decide how much control we want, and how much we are willing to give away.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Never Offline, a era dos disposivitos "vestíveis"


Na semana passada, em Boston, para reuniões com clientes, tive a oportunidade de testemunhar, em solo americano, o lançamento do iPhone 6, do iOS 8 e do Apple Watch. Recebidos com grande entusiasmo por uma legião de admiradores, os dispositivos marcam o início de uma nova era e foram matéria de capa de inúmeras revistas especializadas (ou não). A tradicional Time, por exemplo, dedicou sua capa e 6 páginas ao tema, tratando-o como uma quebra de paradigma, de modelo, de estilo de vida. Segundo a matéria, falando diretamente sobre o novo relógio "Apple isn't just reviving an old category, it's moving a boundary".

O Apple Watch é novidade

Relógios de pulso existem a décadas. Foram importantes nas guerras do século passado, na aviação, nos esportes e ganharam destaque com modelos sofisticados e caros, muitas vezes alcançando o status de joia. No entanto, em grande parte da história tiveram como função básica marcar as horas (ou funcionar como cronômetros ou despertadores). Na década de 70 assistimos ao primeiro modelo "modificado", que ficou conhecido como "relógio calculadora". O modelo ganhou o mercado e sobrevive até hoje, sendo facilmente encontrado em lojas de varejo por cerca de US$ 25,00. De lá para cá, nenhum avanço significativo. 

Recentemente vimos mais uma mudança com a chegada dos smart watches. A Samsung saiu na frente e produziu mais de um milhão de unidades da linha Galaxy, segundo a reportagem, sem produzir grandes estardalhaços no mercado e sem dar sinais de que vai "pegar". A Google também lançou seu modelo, que até o momento não vendeu nem meio milhão de unidades. É neste cenário em que a Apple chega ao mercado. A grande diferença é que a Apple vem com mais do que simplesmente um relógio. Quando o CEO Tim Cook fez o discurso de lançamento, usou repetidas vezes as palavras "personal" e "intimate". No fundo, o que a Apple está fazendo é "asking you to strap a computer to your arm".

Wearable devices

O Apple Watch é a aposta da empresa de Cupertino na área de wearable devices, ou dispositivos vestiveis, se é que esta tradução é aceitável. Já existem inúmeras aplicações nesta área, como aquelas aplicadas a área de fitness e de saúde. Empresas como Nike, Fitbit, Jawbone e muitas outras já colocaram no mercado dispositivos que permitem monitorar o comportamento do seu corpo durante atividades físicas. A proposta da Apple é permitir o controle de um sem número de indicadores pessoais, como pressão, temperatura, batimentos cardíacos, nível de açúcar no sangue e muito mais. Definitivamente, ainda não temos uma visão clara do alcance do que vem pela frente.

Nesta primeira versão, a Apple disponibiliza versões adaptadas de famosos aplicativos como para previsão de tempo, valor de ações, o passbook, photos, mapas e muito mais. Tudo, é claro, conectado com um iPhone ao alcance para funções que necessitem de uma conexão com a Internet. Além disso, usando o app HomeKit, será possível controlar dispositivos domésticos como sua televisão, luzes da casa, termostato e muito mais. 

Uma das grandes novidades é o sistema de pagamento Apple Pay. A proposta aqui é deixar para trás os meios atuais de pagamento como cheques e cartões de crédito. Com o Apple Pay, basta usar o Apple Watch. Uma antena no iPhone 6, a tecnologia NFC (Near Field Communication) e a sua digital permitem que seja feito um pagamento sem questão de segundos.


Nem tudo são flores

No entanto, existem desafios pela frente. Até o momento, segundo a Time, a adoção dos wearables devices tem sido lenta. Os principais motivos seriam a questão estética e também uma questão pessoal. O uso de um dispositivo destes, monitorando informações pessoais e, evenvualmente as tornando disponíveis para uso por outra empresa, abre novas brechas em questões legislativas. Novos termos de uso serão necessários para que informações pessoais sejam compartilhadas.

Quanto a questão estética, aparentemente houve grande progresso. Os primeiros Smart Watches eram grandes e sem um estilo próprio. Os relógios da Apple vem com uma série de cuidados com relação ao design e tem grandes chances de tornarem-se objetos de desejo e até mesmo virar moda.

Aplicações no mundo corporativo

Um ponto ainda pouco explorado desta nova fronteira é o uso deste tipo de dispositivo no mundo corporativo. Durante o lançamento, o foco foi primordialmente o usuário final. No entanto, quando pensamos no uso de um Apple Watch, ou mais amplamente, em wearable devices, as aplicações são inúmeras. Na verdade, ainda nem conseguimos visualizar todas seus possíveis usos.

Faz poucas semanas, a IBM anunciou uma grande parceria com a Apple para o desenvolvimento de aplicações de negócio para os dispositivos da Apple. Na época, já era possível visualizar aplicações corporativas rodando em um iPad ou em um iPhone. Agora, abre-se uma nova janela. Por exemplo, aplicações que permitem o monitoramento de equipamentos em uma plataforma de petróleo podem ganhar em agilidade. Além disso, será possível monitorar as condições de saúde de um funcionário, mesmo em localidades remotas.

Concluindo, estamos sim vivendo um daqueles raros momentos em que a tecnologia pode transformar nosso estilo de vida e nosso ambiente de trabalho, da mesma forma como aconteceu com a chegada dos Computadores Pessoais, da Internet, das Redes Sociais e do iPhone. A era dos wearable devices chegou.

Se pensarmos no universo de possibilidades agora disponível vemos que muita coisa nova vem por aí. Somando tudo isso ao Watson, podemos ver enormes benefícios nas mais diversas áreas, como saúde, telecomunicações e muitas outras. 

Ainda segundo a Time, o grande paradoxo desta nova era está em que os dispositivos vestíveis te dão mais controle e, ao mesmo tempo, tiram. Será preciso, então, decidir quanto controle queremos, e quanto estamos dispostos a abrir mão.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Technological Singularity and IBM Watson


On the very first part of the excellent film Transcendence, the scientist Dr. Will Casper (played by Johnny Depp) says that "in a short time their analytical capacity will be much greater than the collective intelligence of every human being ever born in the history of the world." He refers to the project of developing a computer that can think and have feelings as a human being, which would meet the "technological singularity" concept first mentioned by von Neumann in 1958. There are numerous predictions of when we will reach this point, where computational intelligence will surpass all the intelligence ever produced by mankind. Some point to 2050, others to 2100. Behold the film comes to cinemas at the same time that IBM Brazil gets "Watson Center of Competency for Latin America."

As we have seen here in the Explora!, "Watson is much more than a computer, it is the centerpiece of an IBM strategy to develop computational systems with cognitive ability." The fact it is coming to Latin America is of great importance to IBM. More than just building a new data center, IBM is building a competence center with specialists in artificial intelligence and natural language processing. The center brings to Latin America what is most modern in terms of cognitive computing.

The wait was long. Since its launch in 2007, have been years of hard work and research. The Watson decreased in size and gained computational power. One of our main challenges was to teach Portuguese, and its many variations. The ability to read and understand natural language is key to the success of the tasks expected to be performed by the system. Just to get a better idea, currently about 80% of the data produced are not in structured format. Furthermore, this step is important so that Watson can develop hypotheses and, finally, so you can get answers with a high degree of assertiveness.

Lesson learned, time to pack the bags

Watson arrives in Brazil in the last quarter of this year. IBM's goal is clear and immediate: to use Watson in the area of ​​medical diagnostics, in interaction with consumers at retail companies and financial markets.

There is still a long road ahead to reach the "technological singularity" and, surely, IBM is leading this huge transformation. The expected benefits are significant . The learning process is constant. Currently, the system can interpret natural language and answer questions. It is also possible to infer what the next question to be asked.

It is expected that, in some years, Watson will be able to make questions, something still distant. When that day comes, the famous phrase from Voltaire, "Judge a man by his questions rather than by his answers" will have a rereading, "judge a computer by his questions rather than by his answers."

Visit this site to follow every step of Watson.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Singularidade Tecnologica e o IBM Watson


Logo na primeira parte do excelente filme Transcendence, o cientista Dr. Will Casper (interpretado por Johnny Depp) diz que "em pouco tempo sua capacidade analítica será muito maior do que a inteligência coletiva de todo ser humano já nascido na história do mundo". Ele se refere ao projeto de desenvolvimento de um computador capaz de pensar e ter sentimentos como um ser humano, o que iria ao encontro da "singularidade tecnológica", conceito mencionado pela primeira vez por Von Neumann, em 1958. Existem inúmeras previsões de quando atingiremos este ponto, em que a inteligência computacional superará a já produzida pela humanidade. Algumas apontam para 2050, outras para 2100. Eis que o filme chega às salas de cinema no mesmo momento em que a IBM Brasil recebe o "Watson Center of Competency para a América Latina".

Como já vimos aqui mesmo no Explora!, o "Watson é muito mais do que um computador, ele é a peça central de uma estratégia da IBM de desenvolver sistemas computacionais com capacidade cognitiva". O fato dele chegar à América Latina é de grande importância para a IBM. Mais do que a construção de um novo data center, a IBM está montando um centro de competência, com especialistas em inteligência artificial e processamento de linguagem natural. O centro traz para a América Latina o que há de mais moderno em termos de computação cognitiva.

A espera foi longa. Desde seu lançamento, em 2007, foram anos de muito trabalho e pesquisa. O Watson diminuiu de tamanho e ganhou capacidade computacional. Um dos principais desafios foi ensinar nosso português, e suas diversas variações. A capacidade de ler e entender linguagem natural é fundamental para o sucesso das tarefas que se espera que sejam executadas pelo sistema. Apenas para se ter uma idéia melhor, atualmente cerca de 80% dos dados produzidos não estão em formato estruturado. Além disso, esta etapa é fundamental para que o Watson possa elaborar hipóteses e, finalmente, para que possa chegar a respostas com alto grau de acertividade.

Lição aprendida, hora de preparar as malas

O Watson chega ao Brasil no último trimestre deste ano. O objetivo da IBM é claro e imediato: utilizar o Watson na área de diagnósticos médicos, na interação com os consumidores em empresas de varejo e no mercado financeiro. 

Ainda existe uma longa estrada pela frente para atingir a "singularidade tecnológica" e, seguramente, a IBM está liderando esta enorme transformação. Os benefícios esperados das aplicações do Watson são significativos. O processo de aprendizado é constante. Atualmente, o sistema pode interpretar linguagem natural e responder a perguntas. Já é possível, ainda, inferir qual será a próxima pergunta a ser feita. 

Espera-se que, em alguns anos, o Watson seja capaz de elaborar perguntas livres, algo ainda distante. Quando este dia chegar, a famosa frase de Voltaire, "julgue um homem pelas suas perguntas, e não pelas suas respostas" ganhará uma releitura, "julgue um computador pelas suas perguntas, e não pelas suas respostas".

Visite este site para acompanhar cada passo do Watson.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Reputação Digital e seu blog, uma relação de longo prazo


Um bom número de comentários que recebi sobre o último post, Como construir sua reputação digital?, está relacionado com o ato de escrever, mais especificamente um blog. Definitivamente, não é uma atividade simples, principalmente se você se preocupa em produzir conteúdo de qualidade. Eis que, navegando pelo LinkedIn, encontro um interessante post de uma colega blogueira sobre o tema. Com o título de "I've been blogging gor 8 freaking years", ela apresenta uma lista de razões pelas quais vale a pena manter um blog e relaciona lições que ela aprendeu durante seus 8 anos de blogueira. Quais são algumas destas lições? Veja, a seguir, algumas lições interessantes:
  1. Publique seu conteúdo, simples assim - seguramente, ele vai ter valor para alguem. Um dos grande benefícios da Internet é exatamente o de permitir que conteúdo seja publicado de forma mais ágil e, principalmente, compartilhado. Você tem conteúdo? Publique.

  2. Não tenha receio de sua própria voz - novamente, publique. Seu conteúdo tem valor. Ouça seus leitores, suas críticas e sugestões. Aos poucos você vai se acostumar a publicar conteúdo no formato mais adequado para seu público. Não tenha receio de publicar o que você pensa.

  3. Não importa se ninguem está lendo - lembra do início do Twitter? Não havia ninguem navegando naquele espaço. O mesmo vale para qualquer novo ambiente. Insista, divulgue, faça com que as pessoas saibam que você está escrevendo. No início do Explora! eu enviava emails para uma lista de distribuição sempre que eu publicava um novo post. Ficava chateado quando via que era lido por poucos. Insisti e, aos poucos, o número de leitores foi aumentando. Até hoje, quando publico algo, divulgo nas redes sociais. Essa é a dinâmica.

  4. A maioria das pessoas não escreve brilhantemente bem - são poucos os que dominam a arte de escrever em um formato correto. Erros acontecem, typos podem ocorrer. Leia e busque captar o sentimento, o real conteúdo. Procure desenvolver suas habilidades de escrita.

  5. A grande maioria das pessoas não cria conteúdo, simplesmente repassa conteúdo - se você tem capacidade para publicar conteúdo, siga em frente. A propósito, não tem nada de errado em republicar conteúdo de outras pessoas, desde que, obviamente, a fonte seja mencionada (como no início deste post).
A arte de escrever demanda tempo e disciplina. Demanda investimento em aprendizado e muita vontade de compartilhar. O Explora! completou 7 anos no dia 10 de Agosto. Valeu todo o investimento.


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Como construir sua reputação digital?


Fui convidado para palestrar no evento IBM Deeper Insight, em Outubro. Trata-se de um evento virtual, dirigido a novos funcionários da IBM (novos IBMistas), o que inclui todos aqueles que entraram na companhia nos últimos dois anos, bem como novos gerentes. O público esperado é de 90 mil funcionários, mais 18 mil gerentes e executivos. O evento, com três dias de duração, vai contar com apresentações de vários vice-presidentes e, inclusive, com a CEO da IBM, Ginni Rometty. O que esperam de mim? "You are uniquely positioned to share your point of view on IBM's Social Business Portfolio – especially as it relates to our Client Experience.". Dentro de mais de 500 mil funcionários em todo o mundo eu fui convidado para compartilhar minha visão sobre Social Business. Por que fui convidado? Pela minha contribuição com relação ao tema, pela minha participação em projetos, em atividades de pré-venda, em outros eventos, pelo meu blog, pelos artigos que escrevo, enfim, pela minha reputação. Construir uma reputação forte é um dos principais desafios profissionais. Em tempos de Internet e Social Business, saber navegar por estes ambientes virtuais e, ao mesmo tempo, manter uma rede de relacionamentos no mundo real, faz toda a diferença. E como construir uma reputação?

Estudos detalhados com as mais variadas propostas surgem a cada dia, com as mais diversas abordagens. Ao mesmo tempo em que o desafio é grande, seguir uma metodologia e investir no desenvolvimento de sua reputação é absolutamente fundamental para uma carreira de sucesso. E este processo depende, principalmente, de cada um de nós. Esta não é uma missão que faz parte do job description do seu gerente ou mesmo do time de recursos humanos de sua empresa. Cabe a cada um de nós dedicar tempo e energia. Sem ter a pretensão de propor uma metodologia definitiva, relaciono, abaixo, cinco passos para sair do anonimato e se transformar em uma referência em sua área de atuação. Um pequeno alerta. Não estou querendo ensinar ninguem a virar uma celebridade. Reputação e Celebridade, para o contexto deste post, tem sentidos diferentes. A reputação é composta pela bagagem que você vai construindo ao longo do tempo. O conceito de celebridade, aqui, está mais associado ao destaque na mídia por um ou mais eventos.

E quais são os passos a serem seguidos para se construir uma sólida reputação? Abaixo relaciono 5 passos que, se perseguidos com disciplina vão fazer com que você alcance uma excelente visibilidade tanto na sua empresa como no mercado.

1 - Tenha controle sobre sua IMAGEM:

Antes de começar, certifique-se que seu perfil, tanto público como dentro de sua empresa, está bem definido. Atualize seu perfil no LinkedIn, no Facebook e em todas os pontos de referência externos. Sua Universidade tem um portal de ex-alunos? Sua escola? A instituição em que você fez uma pós-graduação? Assegure-se de que, em todos eles, suas informações estão atualizadas e de que estão claras em relação a sua formação e atuação. Se você quer ser reconhecido como um especialista em Social Business, precisa estar certo de que todos saibam, caso visitem suas páginas nestes ambientes. O mesmo vale para a rede interna de sua empresa. Se sua empresa tem uma Intranet, faça com que ela também reflita seus interesses e área de atuação.

2 - Construa sua REDE:

Você é o que a sua rede de relacionamentos diz que é. Sem uma rede, você não é nada. Para construir uma rede, você pode começar participando de eventos, tanto internos quanto externos. Participe, atue, discuta com os outros participantes e identifique aqueles que tem interesses mais próximos dos seus. Em eventos externos, procure conhecer novas pessoas, que podem ampliar a sua rede e aumentar a visibilidade sobre você. Mantenha contato com eles tanto nas redes sociais como participando de outros eventos.

Nas redes sociais como o LinkedIn, por exemplo, participe de grupos. Eles são excelentes pontos de encontro virtual para profissionais com interesses semelhantes. Existem grupos de todos os tipos como aqueles relacionados com instituições acadêmicas, com empresas ou com revistas especializadas. Selecione aqueles que estão mais próximos da sua área, inscreva-se e participe. Comente as publicações feitas por outros membros dos grupos, dê sua opinião, faça perguntas. Enfim, tenha participação ativa. Existem inúmeros fóruns e salas de colaboração no mundo virtual.

Se sua empresa tem fóruns internos de discussão, participe. Se não tem, crie e lidere a iniciativa. Construir sua rede dentro de sua empresa também é fundamental para sua reputação.

3 - Transforme-se em uma AUTORIDADE:

Uma Autoridade em um assunto qualquer produz conhecimento. O processo de construção da reputação demanda que você produza e publique conhecimento. Inspire-se, escreva e publique. É importante a produção de conteúdo de sua autoria, e não apenas o compartilhamento de material de terceiros. Claro que compartilhar deve fazer parte do processo, mas criar conteúdo é onde você vai mostrar seu valor. Se você não gosta de escrever, procure desenvolver-se na técnica. Existem inúmeras metodologias. Não precisa começar escrevendo um livro, publique um post com dois ou três parágrafos e vá elaborando aos poucos.

Que tal começar um blog? São textos relativamente curtos e um excelente formato para você construir um acervo de conhecimento e uma rede de relacionamento em torno do mesmo. Escreva e divulgue, faça com que sua rede veja sua produção. Incentive os comentários, sejam críticas ou sugestões. Esta é a dinâmica. Comecei a escrever o Explora! em 2007 e é uma excelente plataforma para compartilhar conhecimento e construir uma rede de relacionamentos.

4 - Transforme-se em um AUTOR:

Uma vez que tenha começado a produzir conhecimento e a registrá-lo em blogs, o próximo passo é um pouco maior. Procure escrever artigos mais longos para publicações especializadas. Neste momento, o mercado começa a ver sua carreira profissional de forma diferente. Mais do que simplesmente compartilhar conhecimento em um blog (que, como vimos anteriormente, é um passo importante), ao publicar em revistas especializadas existe um reconhecimento implícito. Afinal, ninguem é convidado para escrever uma matéria em uma revista se não for reconhecido com especialista na área. Sua reputação já está atingindo um bom nível e os primeiros resultados começam a aparecer.

Para se iniciar na arte de escrever um livro, um eBook pode ser uma boa idéia. Você vai praticar a difícil arte de estruturar o livro, de escrever capítulos, de revisão, da publicação e da divulgação do mesmo. É um trabalho maior, que vai demandar muito mais tempo e disciplina. É interessante também pois, durante a revisão, você vai interagir com outras pessoas. Eu publiquei dois ebooks, o primeiro com o título de "Afinal, o que é Social Business" que é uma coletânea de posts do Explora! e o segundo, "A Jornada Social", uma experiência, uma forma diferente de abordar o conceito de Social Business, em um formato romanceado, inspirado no excelente livro A Meta, de Eliyahu M. Goldratt e Jeff Cox.

5 - Transforme-se em um PALESTRANTE:

Uma vez que você tenha construido uma sólida reputação, é hora de compartilhar seu conhecimento em outros ambientes. Naturalmente, neste momento, você vai ser convidado para palestrar em eventos, dar entrevistas e participar de pesquisas junto com analistas de mercado. Você já tem reputação, agora o mercado quer te ouvir e aprender com você. Novamente, este é mais um desafio pois muitas pessoas não sentem-se bem para falar em público. Vale seu investimento para desenvolver técnicas. Esteja seguro de que falar sobre algo que você domina é bem mais fácil do que você imagina. Você vai se surpreender!

Conclusão:

A estrada é longa. Não espere resultados em pouco tempo. Lembre-se da diferença entre celebridade e reputação e esteja seguro de que reputação é algo que se conquista com inspiração, conhecimento, disciplina e muito suor. O resultado é extremamente positivo e vale todo o investimento. Construa sua reputação, sua marca, e diferencie-se no mercado.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Internet das Coisas e Redes Sociais Corporativas na Amcham Brasil

A Amcham Brasil, unidade de Curitiba, estará patrocinando uma ampla discussão sobre o tema Internet das Coisas, no próximo dia 13 de agosto. O objetivo é fomentar uma discussão com os membros da entidade sobre como esta tendência, junto com o mundo das Redes Sociais Corporativas, vem transformando a forma como o trabalho é feito. Fui convidado para palestrar sobre o tema. Será uma conversa bem interessante!

Mais detalhes sobre o evento:

CURITIBA
GESTÃO EMPRESARIAL

Internet das Coisas

Participe desse evento.
A popularização das redes sem fio e o barateamento de chipsets fazem com que a internet seja cada vez mais utilizada para conectar objetos. Essa realidade, aliada às projeções de crescimento, colocam em questão a preparação da infraestrutura para receber este fluxo e seus impactos na tomada de decisão por gestores de rede e desenvolvedores de aplicações.
Do uso crescente, por parte de empresas de todos os portes, das tecnologias de colaboração social para aumentar a produtividade e manter melhores relacionamentos entre clientes e fornecedores, vem à pauta o segundo tema do encontro: “A Jornada Social”, que apresentará os principais desafios e benefícios alcançados pelas empresas, e quais os principais envolvidos neste processo.

PROGRAMAÇÃO

Internet das Coisas
08h30 - Credenciamento e Welcome Coffe
09h00 - Inicio da palestra Internet das coisas – Infraestrutura Com Claudio Saes
09h55 - Intervalo coffee
10h05 - Inicio da palestra Internet das coisas nas Redes Sociais Corporativas com Flavio Mendes
11h00 - Debates e Perguntas
11h30 - Encerramento

INFORMAÇÕES

Contato: Fernando Balotin Carreiro
Tel.: 041 2104-9350
E-mail: fernando.carreiro@amchambrasil.com.br
Local: A Amcham Curitiba fica localizada próxima ao BIG Av. das Torres.

CURRÍCULO DO PALESTRANTE

Flavio Gusmao De Figueiredo Mendes, formado em Matemática com especialização em Informática pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pós-graduado pela Faculdade de Economia e Administração da própria Universidade, além de pós no IBMEC-RJ e também na Fundação Dom Cabral, de Belo Horizonte/Nova Lima. Trabalho na IBM há 20 anos dos quais 18 na área de Software, mais especificamente em Soluções de Colaboração. Nos últimos anos, especializou-se em Portais e em Redes Sociais. Participando de projetos na área de Colaboração em clientes das mais variadas indústrias e portes. Blogueiro desde 2007, atualmente dedicado a Explorar a discutir temas relacionados com Social Business e Cloud.