quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

IBM Connect 2013, 29 de Janeiro

O segundo dia do Connect 2013 deu mais tempo e profundidade aos temas apresentados na segunda-feira. Dezenas de apresentações, divididas em 11 tracks, cobriram os principais temas como Social Business, Smarter Workforce, Smarter Commerce, Strategy and Innovation e muitos outros. Difícil escolher entre inúmeras apresentações aquelas que podem trazer mais valor.

IBM Notes 9.0 Social Edition

Para começar, selecionei a apresentação dedicada a cobrir a nova versão do Notes, a Social Edition, feita por Saurabh Calla, Gerente de Produto. A palavra chave aqui foi "socializar" e, durante 60 minutos, foram apresentadas as principais novidades que estão chegando com a nova versão. Dentre elas:
  1. Suporte a SAML 2.0, que acaba tendo o efeito para o usuário final de facilitar a vida, viabilizando ambientes mais sofisticados de Single Sign-On (SSO). Também pode ser utilizado MS ADFS 2.0 integrado com AD e, claro, o IBM Tivoli Federated Identity Manager (TFIM). Neste cenário, para usuários de Windows, com uma única senha é possível ter acesso ao sistema operacional, ao Notes, aos widgets da sidebar e a outras aplicações Web. Além disso, também é possível ter acesso a outros serviços como IBM ST chat e meetings, IBM Connections e compartilhamento de arquivos, feeds e IBM Protector, dentre outros mais.
  2. Também foi destacado o suporte a OAuth (http://en.wikipedia.org/wiki/OAuth). Na prática, esta é a base para as Embedded Experiences tanto no cliente Notes quanto no iNotes.
  3. Novos recusros foram disponibilizados no Domino Designer, como o XPages source editor Content Assist e o XPage source editor Hyperlink navigation
Bayer Health Care (BNC) and Connections

Dirk Grosse, da Bayer, apresentou a jornada da empresa com Social Business. O projeto começou ainda com a versão 1.0 do IBM Connections e o caso de uso selecionado na época foi a substituição de uma aplicaçào corporativa de catálogo de endereços, o PeopleFinder. Além disso, disponibilizaram Blogs e Activities de forma integrada com uma aplicação já consumida pelo seu portal, a Marketing WorkBench.

Meses depois, e de forma independente, a Bayer MaterialScience (BMS) também lançou sua iniciativa em Social Business, mas já utilizando a versão 2.5 do IBM Connections. O caso de uso selecionado foi para Gestão de Conhecimento na unidade da América do Norte.

A partir de então, o grande desafio da empresa foi criar a "Integrated Workplace". Quando decidiram que o Connections seria a plataforma social única criou-se uma enorme expectativa. Para começar, era preciso integrar o Connections com sistemas legados da empresa, como alguns produtos da MS. Além disso, também era necessário fazer com que todos os ambientes já implementados de Connections, o da BHC e o da BMS, se falassem. Eram dois ambientes distintos, rodando versões diferentes do Connections e com uma enorme quantidade de informações em cada um deles. A conexão de cada um deles com outros sistemas já em produção também trouxe um desafio tecnológico enorme.

Outro ponto de preocupação foi deixar claro o posicionamento do Connections, para que os usuários soubessem quando usar o produto e quando usar outras tecnologias. Qualquer decisão impactava diretamente mais de 100 mil funcionários e muito cuidado foi tomado nesta fase inicial de implantação corporativa. O projeto foi um grande sucesso e atualmente a plataforma é utilizada por toda a empresa.

Integração e Mobilidade

Um dos pontos que vem ganhando mais destaque no evento é a integração entre diferentes tecnologias e produtos. Claramente houve um enorme acanço durante o último ano e nota-se que existe uma preocupação enorme da IBM em integrar os diferentes produtos para oferecer uma solução mais completa. No caso do IBM Connections, diversas tecnologias já fazem parte do produto como o IBM Cognos e tecnologias de ECM. Além disso, o suporte a dispositivos móveis vem seguidamente crescendo. Atualmente o IBM Connections roda em todos os procipais dispositivos móveis disponíveis como aqueles que usam sistema iOS, Android, Simbiam e MS.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

IBM Connect 2013, 28 de Janeiro


20 anos de Colaboração, uma comunidade fortalecida e um cenário totalmente renovado. No início, o foco principal também era o usuário final, porém com um forte viés tecnológico. Hoje, o discurso está muito mais próximo das unidades de negócio das empresas como Comunicações, Marketing, Vendas e Recursos Humanos. O público cresceu, o interesse aumentou e o resultado é um evento com cara e  personagens novos. O IBM Connect 2013, novo nome para a conhecida Lotusphere teve seu primeiro dia aberto ao público em geral hoje (ontem foi um dia dedicado aos Parceiros de Negócio da IBM, peça fundamental neste novo ecosistema). Ao completar 20 anos, o evento chega a sua maturidade, abrindo novos horizontes.

Pontualmente as 8 da manhã, quando milhares de Clientes, Parceiros de Negócio e IBMistas já se aglomeravam no salão principal do Walt Disney World Dolphin Hotel, a banda novaiorquina de rock alternativo They Might be Giants deu o pontapé inicial para o evento. O host, Alistair Rennie, Gerente Geral de Social Business, depois das saudações ao público, chamou ao palco o keynote speaker Joseph Gordon Levitt, famoso artista norteamericano que se destacou na década de noventa com um papel em "3rd rock from the sun" e mais recentemente atuou em filmes como "Batman, o Cavaleiro das trevas ressurge" e "A origem". Ele apresentou seu projeto, o HitRECOrd, onde membros da comunidade trabalham de forma colaborativa no processo de criação de mídia e mostrou uma das suas criações, o curta The Man with a Turnip for a Head. Uma aplicação prática e bastante interessante dos conceitos de Social Business e, mais importante, uma mostra clara de que o que estava por vir definitivamente afastava-se de tecnologia e aproximava-se de outras áreas.

Smarter Workforce

Alistair Rennie prosseguiu com sua apresentação de abertura e abordou um tema completamente novo para o evento, o gerenciamento de talentos. Será que conhecemos os talentos que existem em nossas empresas? Muitas vezes eles estão ao nosso lado, cruzamos com eles quase que diariamente, mas não os conhecemos e, consequentemente, poucas vezes fazemos com que todo seu potencial seja colocado a disposição da empresa. Já falamos sobre este tema aqui, no post Weak Links - O valor social dos elos fracos.

Em 2012, a IBM adquiriu a empresa Kenexa, líder mundial em soluções para Recursos Humanos, oferecendo suporte desde a busca por profissionais no mercado até o processo de contratação, gerenciamento de carreira e retenção de talentos. A integração das soluções da Kenexa com o IBM Connections oferece uma solução completa e abrangente que fortalece sua força de trabalho, criando uma Smarter Workforce, com ganhos significativos de produtividade e satisfação.

Sandy Carter, Vice-presidente de Social Business, juntou-se a Alistair Rennie para apresentar a Plataforma de Social Business da IBM, composta por:
  1. Social Networking
  2. Social Content
  3. Social Analytics
  4. Social Integration
Mais do que um produto, a idéia é que a IBM oferece uma Plataforma de Social Business, ou seja, um conjunto de soluções integradas. São produtos que cuidam da criação de uma Rede Social Corporativa e que vão além, oferecendo Enterprise Content Management, análise de redes sociais e, importante, integração com outros sistemas legados.

Apresentaram então uma série de novas tecnologias (sim, falamos bastante sobre tecnologia também) como o IBM Notes 9 Social Edition, o IBM Docs, o IBM Connections Next e muito mais. Todos os produtos estão passando por um processo de integração. No Notes 9, por exemplo, o IBM Connections estará totalmente integrado, como mostrado por Luis Benitez.

Adoção

A implementação de uma rede social corporativa é um projeto que vai bem além de tecnologia, como já vimos em Redes Sociais e o Fator Humano. Conceitos como Cultura, Change Management e Inovação devem ser tratados da forma adequada para que o projeto seja um sucesso e alcance seus objetivos. Para ajudar os Clientes neste processo, a IBM anunciou novos serviços:
  1. Social Business Adoption Model
  2. Social Business Exhibition
  3. Customer Council and Adoption Strategies
Para exemplificar projetos de sucesso, Allistair convidou ao palco Gerd Friedrich, da Bosch. Seu desafio? Colaboração, comunicação e inovação integrando profissionais localizados em países e continentes diferentes. Para acompanhar o rítmo do mercado e manter sua liderança, a Bosch investiu na criação de uma Rede Social Corporativa. O projeto começou com 26 casos de uso, envolvendo cerca de 7 mil funcionários e, atualmente, alcança toda a empresa, Um dos principais resultados foi abrir o processo de inovação, antigamente isolado nos laboratórios de pesquisa. Ele citou como fator chave para o sucesso do projeto o "gerenciamento de comunidades" de forma bastante ativa. Além disso, reforçou a mensagem de que Gerência de Mudança é algo fundamental e que, de forma alguma, deve-se relevar o peso da inércia corporativa.

Gerd Friedrich, da Bosch, em sua apresentação
Em seguida, convidou Jeff Bowman, Global eBusiness Manager da Caterpillar, para compartilhar com o público seu projeto que integrou a empresa com seus clientes em uma solução online colaborativa. Seu objetivo final era o de aumentar a lealdade dos seus clientes, fazendo com que Gerentes de Conta Virtuais estivessem próximos deles, o tempo todo. Mais um caso de uso diretamente relacionado com objetivos de negócio.

Alistair Rennie, IBM General Manager, Social Business
Reshape the workforce of the future

A última parte da abertura foi dedicada a Kenexa. Rudy Karsan, co-fundador , CEO e Chairman da empresa apresentou os principais objetivos e atributos da empresa. Uma smarter workforce, segundo ele, começa em cada um de nós, o "computador mais poderoso do mundo". Mas como saber se sua força de trabalho já pode ser considerada "smarter"? E como, em caso negativo, trabalhar para que ela se transforme em uma? Precisamos estar prontos para:
  1. Identificar talentos
  2. Oferecer um aprendizado contínuo e
  3. Reter talentos
Com a Kenexa é possível desenvolver estratégias completas de desenvolvimento de força de trabalho, cuidando de cada passo do profissional na empresa, mesmo antes de sua contratação. A idéia é que uma complexa solução tecnológica suporte todo esse processo, garantindo confiabilidade, segurança e agilidade. O objetivo final é alcançar resultados de negócio melhores, crescer e conquistar novos mercados (mais informações clicando aqui). Aguardem para breve um post dedicado especialmente a Kenexa, com mais detalhes.

Notas finais

A sessão de abertura durou aproximadamente duas horas. Os principais temas aborados foram Smarter Commerce, Smater Workforce, Social Business e Cloud. Definitivamente a abordagem mudou e foi muito bem recebida. Os feedbacks que recebi durante o dia foram extremamente positivos. Nota-se claramente uma estratégia muito bem desenhada que, ao mesmo tempo em que utiliza toda a bagagem desenvolvida nos últimos 20 anos, abre espaço para novas frentes, novas oportunidades.

O IBM Connect 2013 nasce como o maior evento do gênero no mundo e nos convida a refletir. Qual é nosso papel neste novo ambiente? Como podemos atuar como "Agentes de Mudança"? Como contribuir para o crescimento de nossas empresas e para nosso desenvolvimento? Estas são algumas perguntas e um call to actin.

Alguns registros do primeiro dia:

Sandy Carter e eu, antes da abertura do evento
Momentos antes do início do evento
Alistair Rennie e Sandy Carter

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

One Size Fits All ou "por que alguns produtos simplesmente não servem para tudo"


"One Size Fits All" é o nome de um álbum lançado por Frank Zappa e The Mothers of Invention em 1975. Para os apreciadores da obra do artista, é uma de suas melhores obras. Para nós, reles mortais, é uma expressão que indica que uma peça de vestuário é produzida em um único tamanho, que deve servir para todos. A expressão é utilizada de forma ampla para indicar um produto que "serve pra tudo". Não é diferente em nossa indústria onde, volta e meia, esbarramos com um destes "maravilhosos" produtos. O QTN é a bola da vez.

Lançado no início do século, logo depois da "bolha da Internet", tinha como proposta original gerenciar documentos. Com o passar dos anos, o mercado foi descobrindo novos caminhos e o produto foi sendo utilizado para desenvolver portais, intranets e muito mais. A cada nova "onda", uma nova função era atribuida ao produto que, hoje, em tese "faz tudo". É o Bombril da Tecnologia da Informação. Algo que teria um espaço de destaque no "cinto de utilidades" do Batman e, seguramente, no arsenal do MacGyver. Mas será que é mesmo? Será que um produto pode sofrer tantas alterações durante anos no mercado sem pagar um preço por isso? Pior, será que podemos confiar no seu roadmap? Se ainda não conhecemos a próxima onda do mercado, podemos colocar nossos ovos todos nesta mesma cesta?

Esta é uma pergunta respondida por inúmeros analistas de mercado. Apesar das dificuldades inerentes às  previsões, imortalizada na frase atribuida ao físico Niels Bohr "fazer previsão é muito difícil, principalmente sobre o futuro", o final de 2012 e o início de 2013 começa com previsões não muito positivas para este bombril, vindas de profissionais que acompanham o mercado.

Por que o futuro não parece mais tão brilhante como parecia? Os motivos são simples:
  1. Roadmap - Até o momento foram tantas alterações no produto, tantas mudanças de planos, que fica difícil acreditar em algum roadmap. Roadmap, por definição, é para quem tem planos e, principalmente, para quem os segue.
  2. Desenvolvimento - A proposta de servir para tudo faz com que o usuário seja obrigado a pagar a conta. Qualquer customização demanda um esforço grande de desenvolvimento. O que era para ser simples, agora demanda tempo, esforço e, principalmente um enorme custo "invisível".
  3. Integração - Conhecendo melhor suas (segundas) intenções, o esforço necessário para integrar o produto com outras tecnologias é enorme. Se sua plataforma conta com tecnologias de vários fornecedores, caso bastante comum, esqueça. O esforço de implementação, integração e manutenção são proibitivos (se são feitas as contas corretas, claro).
  4. Suporte - Imagine a organização de Suporte. A demanda, ao longo do tempo, passou de um suporte com escopo limitado para algo mais amplo, envolvendo integração com outros produtos e desenvolvimento.
  5. Outros - Em que plataformas ele roda? Em ambientes de alta disponibilidade ele fica bem? Oferece um bom nível de serviço? Suporta dispositivos móveis de qualquer fornecedor com qualquer sistema operacional?

A melhor tradução para Roadmap, no mercado de tecnologia, em minha opinião, é "respeito". Conheça o roadmap dos produtos que pretende utilizar. Mais do que isso, saiba quais os mecanismos que você tem para influenciar neste plano, dando sugestões, participando ativamente. Os investimentos em tecnologia, usualmente, são elevados tanto no início do projeto quanto no longo prazo. Ouça os analistas de mercado, mas saiba que usualmente as suas análises são mais genéricas e que seguem algumas tendências, e isso é natural. Faça sua análise levando em consideração o seu ambiente e as suas necessidades específicas.

MacGyver marcou uma geração fazendo com que todos acrecitassem que dava pra resolver qualquer coisa com um clips e um elástico. Sabemos que o mundo real é um pouco diferente.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Connect 2013 - Social Business e Colaboração



No dia 27 de Janeiro a IBM dá o pontapé inicial para a Connect 2013. O evento, a ser realizado em Orlando, terra dos famosos personagens da Disney, é o maior do seu gênero no mundo e representa a união da tradicional Lotusphere com o Connect, realizado pela primeira vez no ano passado. Este "casamento" junta todo o conteúdo técnico da Lotusphere, realizada durante 20 anos, com o foco em Social Business e Linhas de Negócio, do Connect.

Colaboração e Social Business

Os principais temas do Connect 2013 serão Colaboração e Social Business. A idéia é mostrar como empresas de todas as indústrias, dos mais variados tamanhos e com as mais distintas culturas estão utilizando os conceitos e tecnologias de Redes Sociais Corporativas para tornarem-se mais ágeis, transparentes e para que tenham funcionários mais comprometidos com seus objetivos de negócio.

O que esperar do Connect 2013?

  1. Em primeiro lugar, é uma excelente oportunidade para fazer contato direto com executivos da IBM, em um único local, e trocar idéias sobre tecnologias, tendências, roadmap de produtos e muito mais.

  2. Durante os 5 dias do evento, milhares de clientes e parceiros de negócio da IBM, de todo o mundo, estarão reunidos. Será uma chance para compartilhar suas experiências e conhecer a de seus colegas. O que outros clientes estão fazendo em termos de Social Business? O que está funcionando? Como começar?

  3. O Solutions Showcase estará aberto durante o evento e reunirá expositores que demonstrarão suas  soluções de colaboração. Grande oportunidade para conversar com eles, conhecer suas soluções e sentir a força da rede de parceiros da IBM em colaboração e Social Business.
O Connect 2013 tem três principais pilares com metas distintas e complementares:
  1. Como criar uma smarter workforce: Este pilar tem como objetivo principal levar informações para líderes empresariais e gerentes de áreas de negócio (RH, Comunicações, Marketing, Vendas, etc). Clientes, parceiros de negócio e IBMistas compartilharão estratégias e conceitos associados a implementação com sucesso de práticas de Social Business e Colaboração. Foco especial será dado em:

    - Como atrair e reter os melhores profissionais?
    - Como fazer com que seus profissionais sejam mais produtivos?
    - Como obter maior comprometimento dos clientes?
    - Como trabalhar com novas tecnologias para obter ganhos em Colaboração, Crowd Sourcing e Analytics ?
    - Como transformar Cultura e Processos?
    - Como criar e otimizar Social Intranets?

    Entre os palestrantes já confirmados, executivos da Colgate-Palmolice, da AMD, da Cardiff University e UnitedHealth.

  2. Smarter Commerce - Como criar uma Experiência Excepcional para seu Cliente: Aqui o público alvo é composto por, além dos líderes de negócio, executivos das áreas de Atendimento ao Cliente (Customer service), desenvolvimento de produtos e operações. De acordo com estudos de mercado, mais de 80% dos consumidores receberam aconselhamento de compra atraves de redes sociais. Consumidores podem se transformar em "vendedores" de sua marca caso tenham uma experiência positiva, usualmente classificada de "encantadora". Para isso, é fundamental utilizar as tecnologias adequadas, oferecer facilidade de uso e acesso por dispositivos diferentes como computadores, smartphones e tablets.

    As sessões mostrarão as novas tecnologias disponíveis para não somente oferecer o melhor para seu cliente mas, também, para ouvir e entender o que ele quer. Especialistas de indústria e executivos da IBM comparilharão suas experiências e as soluções já disponíveis. Os seguintes tópicos serão abordados:

    - Como melhorar a satisfação de seus clientes com a mistura ideal de personalização, auto-atendimento e comércio eletrônico?
    - Como fazer com que seus clientes comprometam-se com sua marca e participem ativamente de comunidades para ajudar a construir e solidificar sua marca?
    - Como oferecer uma experiência consistente e rica em diversas plataformas e dispositivos?
    - Como utilizar técnicas e tecnologias analíticas para reconhecer mudanças no mercado e atrair novos clientes?

    Os palestrantes convidados incluem executivos da Caterpillar, Blue Cross Blue Shield, do Eurobank e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil.

  3. Lotusphere, programa técnico - Este terceiro pilar é dedicado a profissionais de Tecnologia da Informação de todos os níveis, incluindo desenvolvedores, arquitetos, engenheiros, administradores e integradores de sistema. Aqui, o tema Tecnologia dá as cartas e especialistas compartilharão técnicas, dicas, novas tecnologias e muito mais. Produtos de Colaboração, Social Business, analytics, content management e comércio eletrônico serão discutidos em detalhes. O que esperar das sessões?

    - Um mergulho profundo em produtos e suas funções principais
    - Como modernizar aplicações?
    - Como criar novas aplicações sociais e móveis?
    - Como provisionar soluções móveis, em nuvem, on-premises ou em ambientes híbridos?
    - Como inserir tecnologias sociais nos processos de negócio de sua empresa, incluindo gestão de conteúdo, analytics e comércio elegtrônico?

    Conheça os palestrantes aqui.
A Connect 2013 começa em 24 dias. Saiba mais sobre o evento visitando seu site. Compartilhe suas experiências, venha participar deste evento único e conheça o que existe de mais novo em Social Business e Colaboração.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Blogs - O que a África, da Duda Souza, e a IBM, de Ginni Rommety, tem em comum?

O conceito de Rede Social é bem amplo, tanto quando falamos de redes abertas como quando nos referimos ao mundo corporativo. Apesar de possuir motivações distintas, muitos dos componentes são comuns aos dois mundos. Conhecê-los é fundamental para utilizá-los da forma adequada e, quando falamos do projeto de uma Rede Social Corporativa, é chave para o sucesso do mesmo.

Os Blogs são um destes componentes. Blog é uma contração do termo inglês Web Log, que significa Diário da Web. e já estão por aí faz um bom tempo, mais precisamente desde a década de noventa. Comecei a escrever o Explora! em Agosto de 2007, há mais de 5 anos, época em que ainda não tinha uma visão clara de qual seria seu objetivo e alcance. A idéia tradicional de um blog é de ser um espaço onde um autor publica conteúdo em um formato mais curto, mais objetivo. Cada uma destas publicações é conhecidas como post. Existem blogs de todos os tipos, desde aqueles que tratam de assuntos variados até os blogs temáticos, como este que você está lendo, dedicado a Redes Sociais e Computação em Nuvem. Mais recentemente, novos formatos de blog surgiram como aqueles que tem mais de um autor, os multi-author blogs (MABs), e os Ideation Blogs, um tipo especial que tem como objetivo ser um ambiente onde contribuidores podem registrar idéias e outros membros podem votar nas que consideram as melhores, com o objetivo de identificar aquelas que mais agradam a uma comunidade.

O objetivo de um blog é o de compartilhar conhecimento em um formato simplificado e de fácil consumo. Segundo uma estimativa da blogging.org, atualmente existem cerca de 31 milhões de blogueiros, apenas nos Estados Unidos. Além disso, mais de 60% das empresas mantém algum tipo de blog, seja interno ou para comunicação externa. No total, são mais de 500 milhões de visualizações por mês. Ou seja, definitivamente, o blog é um componente muito utilizado e importante quando falamos de uma Rede Social, seja aberta ou corporativa.



Além do próprio Explora!, gostaria de compartilhar dois exemplos de blogs, um para o mundo corporativo e outro em uma rede aberta. É interessante notar as similaridades e as diferenças entre ambos.

A Liderança Executiva na IBM

No mundo corporativo, gostaria de analisar o blog de Ginni Rometty, CEO da IBM. Desde que assumiu a posição de líder da empresa, Ginni tem utilizado seu blog frequentemente para dirigir-se aos funcionários. Utilizando uma linguagem simples e de fácil consumo, ela apresenta idéias, compartilha planos e discute assuntos relacionados com a empresa e com o mercado. O blog é lido diariamente por milhares IBMistas de todo o mundo e, mais importante, são feitos comentário para cada post. Pode-se notar, claramente, três resultados importantes.
  1. Transparência - É utilizado para enviar uma mensagem a toda a IBM, de forma clara e direta, permitindo que todos tenham uma visão clara da estratégia. Com isso, faz com que a empresa como um todo seja mais transparente.

  2. Participação - Cada simples post, além de lido e compartilhado, também é comentado por milhares de IBMistas. Desta forma, cada um de nós sente-se mais engajado na execução da estratégia da empresa. O resultado é uma força de trabalho mais forte e coesa.

  3. Agilidade - A comunicação flui de forma muito mais rápida, fazendo com que mensagens cheguem ao seu objetivo final em muito menos tempo e, principalmente, atingindo mais funcionários.
O exemplo de Ginni Rometty, já discutido anteriormente aqui, é mostra clara do papel que a liderança tem para o sucesso de uma Rede Social Corporativa (RSC). Iniciar um processo de RSC sem o devido suporte dos executivos da empresa é um passo na direção do fracasso. Cabe aos líderes da empresa participar ativamente, se querem que os funcionários também o façam.

A África, de Duda Souza

O segundo exemplo que gostaria de compartilhar é de um blog aberto, o que Duda Souza mantem para contar suas histórias atuando junto a comunidades carentes na África, o Duda na África. Apaixonada pela natureza, descobriu, em 2010, as tribos indígenas do Xingu. Atualmente, trabalha junto com a empresa Oriximiná e com o Instituto Xingu, articulando o projeto de anexar terras privadas a Reserva do Xingu buscando ampliar a área de preservação ambiental. 

Recentemente, apresentou seu trabalho para o fundador da Wilderness Safari, Mr. Russel Friedman, uma referência no tema de preservação socioambiental. Como consequência, foi convidada para um estágio de 3 meses em Botswana. A partir daí, iniciou o delicado trabalho de documentar, em um blog, sua jornada. Seu blog convida todos a uma reflexão, a pensar um pouco fora do nosso mundo do dia-a-dia. Para muitos, pode ser uma surpresa, para muitos, espera-se que seja um convite, um "chamado".

Neste formato de blog, temático, são relatadas suas experiências pessoais. O leitor típico não é funcionário de uma empresa em especial e, sim, alguem interessado em um tema como sustentabilidade, preservação socioambiental ou luta contra a fome.

Características Comuns

A principal característica em comum está relacionada com a vontade de contribuir e, principalmente, com uma mente aberta, preparada para receber sugestões e críticas. Quem escreve um blog, seja aberto ou privado, precisa saber tratar da forma adequada comentários que nem sempre são positivos. Ouvir, analisar, entender e responder a um comentário de um leitor exige amadurecimento e disciplina o que, definitivamente, não é para qualquer um.

Nos dois casos, uma segunda característica é o fato de informação ser compatilhada. Seja para consumo corporativo, seja para consumo pessoal, o blog oferece uma ferramenta simples e rápida para fazer com que conteúdo específico chegue a leitores.

Uma terceira característica importante é que a informação compartilhada tem valor. É esta característica que faz com que as pessoas voltem ao blog depois de uma primeira visita.

Por fim, nos dois casos são utilizados diversos recursos disponíveis em um blog como fotos, vídeos, enquetes e pesquisas. Estes são mecanismos disponíveis para tornar o conteúdo e sua leitura mais atrativa, mais dinâmica. É fundamental entender que a leitura de um post em um blog segue uma dinâmica diferente daquela utilizada em livros. Entender esta diferença e explorar seus recursos faz com que um blog seja mais efetivo em seu papel principal, o de compartilhar conhecimento.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Afinal, o governo pode ter acesso a dados armazenados na nuvem?


O jornal Valor Econômico publicou uma matéria no dia 11 de Dezembro sobre um estudo da consultoria Frost & Sullivan que estima que em 2016 a receita das empresas de Tecnologia da Informação (TI) com serviços na nuvem (cloud), no Brasil, vai ultrapassar US$ 1 bilhão (atualmente, esta renda gira em torno de US$ 174 milhões). Deste total, aproximadamente a metade virá da venda de infraestrutura em nuvem, 33% de software na nuvem e o restante de outras plataformas. O relatório foi elaborado com base em entrevistas com 121 dirigentes da área de TI em diferentes setores. Ainda segundo o estudo, para 84,6% dos entrevistados o aspecto mais importante é a dispobibilidade de infraestrutura para uma eventual expansão e para 81,3% a possibilidade de redução de custos é fator determinante. Para 72,7% a segurança é um fator chave para o sucesso da área de Ti das empresas.

O consumo de serviços em nuvem vem crescendo a taxas elevadas anualmente, em todo o mundo. Empresas dos mais diversos setores já utilizam software e/ou serviços em nuvem, com objetivos similares aos apontados pela pesquisa. No entanto, antes de dar o primeiro passo, deparam-se com dúvidas difíceis de serem esclarecidas. A principal delas está associada com a possibilidade de, a qualquer momento, o governo norteamericano acessar as informações armazemadas pela empresa na nuvem, alegando, por exemplo, uma questão de segurança nacional. A base para este questionamento é o famoso "Patriot Act", lei publicada pelo governo americano em 26 de outubro de 2001, logo após os atentados terroristas sofridos pelo país.

Meu amigo Cezar Taurion compartilhou um estudo, realizado em maio deste ano pela Hogan Lovells (HL) que analisa este tema. A HL é uma empresa global que atua na área jurídica e tem como objetivos suportar grandes corporações, instituições financeiras e entidades governamentais em todo o mundo. Eles possuem mais de 2400 advogados operando em mais de 40 escritórios nos Estados Unidos, Europa, América Latina, Oriente Médio e Ásia.

Para realizar o estudo, foram consultados advogados com conhecimento sobre "proteção de dados" e "leis de acesso do governo a dados privados". As seguintes perguntas foram feitas:
  1. O Governo pode requisitar ao provedor de serviços que forneça dados privados armazenados por ele, quando durante uma investigação governamental?

  2. Um provedor de serviços de nuvem pode voluntariamente informar dados privados para o governo em resposta a uma consulta informal?

  3. Se um provedor de serviços de nuvem for obrigado a informar dados privados para o governo, ele deve informar ao cliente?

  4. O Governo pode monitorar as comunicações eletrônicas enviadas pelo sistema do provedor de serviço em nuvem?

  5. As requisições do governo para acesso a dados privados estão sujeitas a revisão por um juíz?

  6. Se o provedor de serviços em nuvem armazenar os dados em servidores em outro país, o Governo pode ainda assim solicitar acesso aos dados?
O estudo é bem interessante e analisa a legislação de acesso a dados privados em 10 países: Estados Unidos, Austrália, Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Irlanda, Japão, Espanha e Reino Unido.

Em primeiro lugar, é importante entender que a possibilidade de acesso a informações particulares é uma necessidade governamental e que já é praticada em diversas situações como, por exemplo, com a quebra de sigilo bancário e telefônico ou com os mandados de segurança para investigações em empresas, escritórios ou domicílios. Órgãos do governo lançam mão deste tipo de recurso em situações de risco de segurança nacional ou em investigações criminais. Com base nisso, já não faria muito sentido imaginar a nuvem como sendo um "paraíso fiscal", completamente blindado do mundo real.

Além disso, não estamos falando de algo relacionado apenas aos Estados Unidos. Todos os estados modernos tem mecanismos estabelecidos em lei que regulam a forma como o governo pode ter acesso a informações privadas, em caso de necessidade. A França também tem seus mecanismos e, aparentemente, são mais rígidos do que a legislação norteamericana.

Ao mesmo tempo em que governos necessitam ter meios legais para executar investigações, a privacidade e a confidencialidade também são patrimonios fundamentais e a base da nossa sociedade. Ou seja, o grande desafio é atingirmos uma situação de equilíbrio em que se tenha confiança entre as partes.

O estudo chegou as seguintes conclusões:
  1. Não é possível blindar dados armazenados na nuvem, do acesso de um governo, com base na localização do provedor de serviços ou de seu datacenter. A possibilidade de um governo ter acesso a dados armazenados na nuvem ultrapassa as barreiras geopolíticas tradicionais.

  2. Governos usualmente estabelecem acordos de colaboração em investigações (conhecidos como MLAT - Mutual Legal Assistance Treaties). Basicamente estes acordos permitem que um governo tenha acesso a dados armazenados em outro país, caso os mesmos sejam importantes em um processo de investigação legal.

  3. Por fim, o relatório conclui que todos os países pesquisados possuem mecanismos que autorizam os governos a solicitar acesso aos dados armazenados pelos provedores de serviço na nuvem em determinadas situações e, na maioria deles, permite o acesso a dados localizados no exterior, desde que exista uma situação legalmente estabelecida.
A tabele a seguir compara a resposta para cada pergunta de cada um dos 10 países pesquisados.


A conclusão parece bastante clara. Ao mesmo tempo em que países possuem legislações específicas para garantir a privacidade de dados, eles também estabelecem situações e regras quando o acesso aos mesmos é permitido. É importante entender, no entanto, que o acesso a informações privadas só é autorizado nos termos da lei, quando há necessidade de investigação ou em caso de ameaça à segurança nacional.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Social Business na Nuvem

A IBM acaba de anunciar novidades significativas em seu serviço IBM SmartCloud for Social Business. Dentre elas, novas funcionalidades relacionadas com Redes Sociais Corporativas e um destaque especial para o lançamento do IBM SmartCloud Docs, uma suite de produtividade totalmente baseada na nuvem que permite a usuários colaborar simultaneamente na edição de textos, planilhas e apresentações.

O IBM SmartCloud Docs (SCD)

O IBM SmartCloud Docs (SCD) é um projeto totalmente desenvolvido pela IBM e que reune toda a sua experiência nos temas de Social Business, Colaboração e Nuvem oferecendo uma solução corporativa robusta, segura e escalável. O objetivo é que o SCD atenda a diferentes perfis de usuários. Para aqueles mais básicos, será uma solução extremamente simples de usar e que os atenderá de forma integral a um custo significativamente menor do que as soluções hoje disponíveis no mercado. Para usuários mais avançados, os recursos de "edição social de documentos" permitirão edição simultânea em tempo real e colaboração em tempo real, tudo isso com segurança. 

Com o SCD, é possível editar um documento de forma colaborativa, em tempo real, pela Internet. Com o recurso de "identificação de presença", por exemplo, um usuário sabe se um co-editor está ativo naquele momento e pode conversar com ele imediatamente, acelerando o processo de edição de arquivos e aumentando em muito a produtividade.

Veja, no vídeo a seguir, mais detalhes sobre o IBM SmartCloud Docs.



Novos serviços do IBM SmartCloud

O IBM SmartCloud oferece serviços profissionais (nível de serviço corporativo) de compartilhamento de arquivos, comunidades, reuniões virtuais, mensagens instantâneas, email e calendário na nuvem. Com a nova versão, passa a oferecer blogs, ideation blogs e wikis para comunidades, permitindo que os usuários possam colaborar tanto dentro como fora da organização, com parceiros, clientes ou fornecedores literalmente quebrando barreiras.

A relação abaixo lista algumas das principais novidades do IBM SmartCloud:
  • Compartilhar dados em tempo real - os novos serviços permitem colaboração em tempo real com funcionários, parceiros, clientes ou fornecedores, para encontrar a informação desejada, quando necessário.
  • Reuniões virtuais - os novos serviços de e-meetings permitem que times montem uma reunião no momento desejado, usando mensagens instantâneas, compartilhamento de tela e apresentações e ainda inclui um novo recurso, a sala de chat, para comunicação em tempo real com colegas, parceiros e clientes.
  • Acesso ilimitado - você pode conversar com convidados de outras empresas, mesmo que estejam utilizando outra plataforma de mensageria instantânea, pode compartilhar arquivos e convidar novos usuários para participar de e-meetings sem custo adicional.