quarta-feira, 27 de maio de 2015

O IBM Verse por dentro, parte 1: Social Analytics


Já vimos aqui que o IBM Verse é a proposta da IBM para uma nova forma de trabalhar. Para alcançar esta ambiciosa meta, a IBM utilizou técnicas avançadas de design thinking, toda sua força em social analytics e construiu um ambiente totalmente entregue pela IBM através da nuvem, para qualquer dispositivo, seja ele um desktop ou um notebook, assim como um tablet ou um smartphone. Conhecer o IBM Verse, por dentro, é uma viagem inspiracional ao que existe de mais atual em termos de tecnologia de colaboração social. Meus próximos posts abordarão os temas de social analytics e design thinking, tentando mostrar um pouco sobre sua operação e o que podemos esperar deles.

Social Analytics

O aumento na produção de informações produzidas nos últimos anos fez com que mais e mais empresas investissem em tecnologias e metodologias para tratar o que ficou conhecido como Big Data. Soluções de Analytics nasceram nos laboratórios das principais universidades americanas, bem como nas áreas de pesquisa de empresas, como a IBM, que fez investimentos de bilhões de dólares em P&D na área. 

Um dos principais frutos do investimento da Big Blue é o IBM Watson, um marco na computação do século XXI que vem aproximando as mais diversas áreas do conhecimento com a Computação Cognitiva. O sistema, um ambiente computacional composto por hardware, software e serviços, tem condições de executar análises profundas de massas de dados não estruturados em conjunto com interpretação de linguagem natural para produzir análises e recomendações. Atualmente é utilizado em áreas da medicina e de finanças.

O IBM Verse "sai de fábrica" já com alguns componentes de analytics. Logo de início, será capaz de identificar alguns ítens que tem valor para o usuário. E fará isso de várias formas diferentes. Uma delas, por exemplo, será a análise das "buscas" que são feitas. Cada uma delas, indica que determinado tema tem valor para o interessado. Outro caminho será analisar as relações do usuário com outros colegas e a frequência de comunicação para identificar as pessoas que são importantes.

Ao armazenar estas informações será possível ir montando, em tempo real, um enorme (e pessoal) quebra-cabeças. No fim do dia, o IBM Verse será capaz de combinar ações e decisões dos usuários com sugestões analíticas para facilitar o trabalho e torná-lo mais efetivo. 

As primeiras análises, já disponíveis, terão foco em determinar quem é importante para o usuário e, claro, dar destaque a elas (na interface do Verse, são apresentados na forma de ícones, na parte superior da tela). Ainda para este ano, as análises serão ampliadas para Grupos de Pessoas e para técnicas avançadas de manipulação de emails recebidos (inbox skipping).

O Futuro

Um ponto interessante a análisar foi a compra feita pela IBM da empresa Cognea, ainda no primeiro semestre do ano passado. A empresa australiana desenvolveu um assistente virtual baseado em técnicas de inteligência artificial. A solução adquirida tem como proposta ser muito mais do que um Siri, da Apple, por exemplo. Enquanto o Siri responde a ordens e comandos do usuário, a idéia da Cognea é um assistente virtual que tem personalidade e, consequentemente, ter uma relação mais individual, mais pessoal. Esta aquisição pode dar pistas interessantes sobre o futuro, cada vez mais pessoal e otimizado, do IBM Verse.

Além disso, outras áreas como aprendizado baseado em evidências (evidence-based learning), geração de hipóteses baseada no aprendizado, integração com Watson Mobile e análise preditiva também podem contribuir, em algum momento, para o desenvolvimento do IBM Verse.

A idéia, para o futuro, é avançar com baby steps e ir incorporando novos recursos com o tempo. Certamente, o desenvolvimento do IBM Watson vai trazer enormes benefícios para o IBM Verse, muitos ainda nem identificados.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

IBM Verse, a primeira semana


Na segunda metade da década de 90, logo após a IBM adquirir a Lotus, participei do primeiro time da IBM Brasil a migrar do IBM OfficeVision para o Lotus Notes. Muito mais do que simplesmente migrar de um terminal de mainframe para um microcomputador, passei a utilizar um aplicativo "cliente-servidor". Era uma mudança completa na forma de trabalhar. Deixava para trás um ambiente complexo e pouco amigável (mas com aplicações já conhecidas) e mergulhava de cabeça em uma experiência que me acompanharia pelos próximos 20 anos. O IBM Notes segue sendo minha plataforma para aplicações e, também, para email. É, simplesmente, uma das mais poderosas plataformas de colaboração disponíveis (veja, aqui, a história do Notes).

Duas décadas depois, participo, novamente, do primeiro grupo de funcionários da IBM a migrar para o IBM Verse. Como early adopter, faço parte dos 10 mil funcionários, no mundo, a ter acesso a uma nova forma de trabalhar. Neste post, conto alguns detalhes do processo de migração, desde a preparação até os primeiros dias, do ponto de vista do usuário final (não vou entrar em detalhes técnicos). Em outros posts avaliarei outros aspectos do IBM Verse, fique ligado,

A preparação

O IBM Verse foi cuidadosamente preparado pela IBM para suportar uma nova forma de trabalho, começando com uma quebra no paradigma de correio eletrônico. A grande verdade é que boa parte dos usuários corporativos de email ficam "escravos" da caixa de entrada e passam boa parte do dia enviando e respondendo a emails. No final do dia, é tempo que poderia ter sido utilizado de forma mais produtiva.

A proposta do IBM Verse é ajudar na identificação do que é realmente importante, do que precisa ser feito e contribuir para que o tempo de cada um de nós seja melhor utilizado. Para isso, usa sofisticadas ferramentas de colaboração e analytics que, com o tempo, vão conhecer cada vez mais a forma como cada um trabalha e, aí sim, ajudarão a transformar nossa experiência.

O primeiro passo foi a seleção dos early adopters. Para alcançar os mais de 500 mil funcionários da IBM em todo o mundo, foi selecionado um grupo inicial de 10 mil, a maioria, membros da Unidade de Negócios de Social Business e Colaboração, além de alguns voluntários.

Para cada um de nós, foram enviados 3 emails, contendo informações sobre o processo e sobre ações que cada um deveria tomar, antes da data de migração. O primeiro email foi utilizado para sincronizar o id do Notes com a conta do IBM Verse. Quando do recebimento deste último email, minha caixa postal foi integralmente migrada para a nuvem.

O último email, quando tudo já estava devidamente acertado, informava que a partir daquele momento minha caixa postal havia sido migrada com sucesso para a nuvem e que, daqui para a frente, eu deveria utilizar o Verse para ter acesso ao meu correio, agenda e outras ferramentas de colaboração.


Suporte Colaborativo

Além de uma preparação cuidadosa do time de suporte, a IBM decidiu utilizar o próprio ambiente de colaboração baseado no Connections para também prestar suporte e orientações. Lançada juntamente com o Go Live do Verse, a comunidade se transformou rapidamente em uma referência para os early adopters. Nela, é possível aprender a executar diferentes tarefas, reportar problemas e até mesmo fazer sugestões. Um ambiente colaborativo para suportar o Verse e para direcionar seu desenvolvimento.


O que esperar?

Uma semana de uso, tanto via browser como também via iPhone, e só tenho comentários positivos. A interface é simples, clara e a experiência é bastante ágil e agradável. A integração com o Connections é transparente e permite agilidade na colaboração como um todo. É bastante fácil transformar um email em um post de um blog ou compartilhar um arquivo. Da mesma forma, é possível criar atividades para um email recebido. Todas as outras funções nativas de uma ferramenta de correio eletrônico estão disponíveis e operando normalmente.

Até o final deste ano, a IBM pretende migrar 135 mil usuários e, durante o ano que vem, migrar a maioria dos usuários. É um projeto ambicioso em que a plataforma de trabalho para um grupo de mais de 500 mil pessoas será totalmente migrada para a nuvem.

Quer conhecer mais sobre o IBM Verse? Veja o vídeo abaixo e os outros que fazem parte desta playlist no YouTube.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

IBM e Facebook fecham parceria

Faz pouco tempo, eu recebia uma boa quantidade de correspondências diariamente, contendo propaganda. Eram cartas, enviadas para meu endereço residencial, com anúncios de bicicletas, viagens, ofertas de supermercados, telefones celulares e tudo o que se possa imaginar. A maioria, se não todas, tinham sempre o mesmo destino, a minha caixa de saída, a famosa lixeira. Conhecida como "mala-direta", era (e ainda é) uma ferramenta de marketing largamente utilizada mas, normalmente, com baixo índice de sucesso.

O tempo passou e novas tecnologias surgiram. Atualmente, minha caixa de entrada de correio eletrônico é inundada com dezenas de mensagens promocionais. Uma parte considerável é interceptada por mecanismos anti-span. Algumas mensagens conseguem entrar na atmosfera e chegam a superfície da terra. Preciso movê-las manualmente para a lixeira virtual.

Um dos grandes desafios do marketing moderno tem sido atingir seu público alvo, da forma mais precisa possível. O envio de malas-diretas e email é bastante utilizado, mas os resultados não são bons. A dificuldade está em conhecer o cliente, suas preferências e necessidades, e enviar a informação no momento correto.

A área de Commerce da IBM e o Facebook acabam de acertar uma parceria cujo objetivo será oferecer para as marcas líderes globais novas funcionalidades de marketing que, no fim do dia, permitirão a elas alcançar seu cliente, com a mensagem correta, na hora certa.

Estamos falando de algo realmente significativo. O volume de informações que é gerenciado pelo Facebook, diariamente, é único. Cada vez que um usuário clica no botão de "like", por exemplo, ele, de uma forma ou de outra, manifesta preferências e gostos. Ao comentar publicações de um fornecedor qualquer, da mesma forma, ele se posiciona sobre uma oferta, seja ela um produto ou um serviço. O problema é como tratar informações de mais de um bilhão de usuários e transformar tudo isso em algo que tenha valor para uma determinada marca (ou empresa).

A área de Commerce da IBM vai atuar com tecnologias acançadas de analytics e de marketing, como o recem lançado IBM Journey Designer, para auxiliar na construção de sofisticados planos de marketing. Sempre respeitando a privacidade dos usuários, os dados serão tratados de forma agregada, sem abrir detalhes sobre cada indivíduo.


Para suportar este ambicioso projeto, a IBM criou um novo laboratório, o IBM Commerce THINKLab, um ambiente colaborativo onde especialistas do Facebook, designers, pesquisadores da IBM e outros parceiros trabalharão na construção de soluções para acelerar o desenvolvimento de novas 

O que vem por aí ainda é uma incógnita. Seguramente, teremos uma plataforma mais efetiva em termos de efetividade na comunicação entre empresas e marcas e seus clientes. Menos desperdício na comunicação e mais benefícios, tanto para os clientes quanto para as empresas.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

IBM anuncia parceria com The Weather Company


Imagine se fosse possível, com informações acuradas sobre tempo, prever tormentas na sua cidade e, antecipadamente, movimentar os reboques disponíveis para as regiões onde se espera maior precipitação. E se pudessemos também posicionar as equipes de manutenção da rede elétrica nestes mesmos locais para minimizar interrupções no fornecimento devido a quedas de árvores ou postes. E se lojistas pudessem estar preparados, com os ítens necessários em estoque, para situações de crise. 

A capacidade de tomar decisões de negócio como estas demanda a análise de uma enorme quatidade de informação, em tempo real, e é um dos grandes desafios de Big Data. Mais do que isso, pode trazer ganhos e benefícios significativos, tanto para as empresas que prestam serviços, como para seus clientes. Foi pensando nisto, e com o pano de fundo da Internet das Coisas, que a IBM acaba de anunciar uma parceria com o Weather Channel.

Segundo a IBM, as "variações do tempo são, talvez, o fator externo individual com mais impacto na performance de empresas, responsável por um impacto econômico anual de aproximadamente meio trilhão de dólares, somente nos Estados Unidos". Trata-se de um movimento agressivo da IBM, que vem acompanhado de um investimento de US$ 3 bilhões nos próximos 4 anos em uma nova unidade dedicada a Internet das Coisas. A idéia é que sejam utilizados recursos em nuvem para processar dados coletados das mais diversas fontes como sensores de estações meteorológicas, sensores colocados em aviões, smartphones, edifícios e até mesmo veículos em movimento. O modelo proposto coloca nuvem, big data, analytics e social trabalhando juntos.


A proposta é entregar serviços em três frentes distintas:

  1. Watson Analytics for weather - aqui o objetivo é integrar dados históricos com informação em tempo real sobre o tempo para permitir que empresas, apoiadas nas capacidades de análise do Watson, possam tomar decisões mais eficazmente. Com a parceria, as duas empresas desenvolverão aplicativos para as mais diversas industrias como seguros, energia, varejo e logística.

  2. Cloud and Mobile App Developer Tools - Com a parceria, a IBM vai disponibilizar, atraves do Bluemix, sua plataforma para desenvolvimento web, recursos para que outras empresas também possam desenvolver seus aplicativos. Imagine novas fronteiras surgindo como o agronegócio, viagens marítimas, etc.

  3. Business and Operational Weather Expertise - Os profissionais da unidade de consultoria da IBM, a Global Business Services, serão treinados e terão a disposição uma enorme quantidade de informações, com as quais poderão oferecer serviços diferenciados para clientes de todas as indústrias.
Em um futuro próximo podemos esperar grandes benefícios. Imagine como poderiamos nos beneficiar de um aplicativo similar ao Waze, mas aplicado ao tempo? As vantagens vão desde evitar congestionamentos, danos materiais, perda de tempo, segurança pública e muito mais.

Mais informações sobre a parceria podem ser obtidas neste link.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Millennials e uma nova forma de trabalhar


Na noite última segunda-feira, no SXSW (South by Southwest) em Austin, TX, a IBM anunciou uma competição destinada a Millennials. Cinco times foram selecionados e se mudaram temporariamente para uma casa, em Austin, onde competirão por diversos prêmios como software, mentorização e passagens para participar do TED@IBM, a ser realizado em São Francisco, em Outubro deste ano. 

O mais interessante é que a IBM vai documentar o trabalho sendo realizado em uma série de Webisodes. Ou seja, será possível acompanhar todo o desenrolar do processo de criação dos times. Será como um Big Brother para Inovação.


Quer saber como as novas tecnologias da IBM, entre as quais o IBM Verse e o IBM Watson Analytics, estão sendo utilizadas para, juntas, acelerar projetos? Clique neste link e acompanhe esse projeto inédito e inovador da IBM Social Business.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Será que os Millennials são tão diferentes assim?

"Os Millennials são diferentes das gerações anteriores pois cresceram em um mundo digital e, por isso, desenvolveram comportamentos, hábitos e ambições diferentes dos que vieram antes". Esta e outras afirmações, ressaltando as características especiais daqueles que tem, hoje, entre 21 e 34 anos, e que já assumem posições de liderança em muitas empresas são, muitas vezes, tratadas como fatos inquestionáveis. Mas, afinal, será mesmo verdade? Para desvendar este mistério de nossa sociedade, a IBM fez uma pesquisa com 1.784 funcionários de empresas de 12 países e 6 indústrias diferentes e comparou os resultados com os membros da Geração X (entre 35 e 49 anos) e com os Baby Boomers (de 50 a 60 anos). Dentre outros pontos, o estudo abordou 5 mitos e ainda revelou algumas verdades não muito confortáveis. E os resultados são surpreendentes.

Os Mitos

Existem muitos "fatos" quando o tema fala sobre os Millennials. Aceitamos que são verdadeiros e os alçamos a categoria de verdadeiros mitos. Na pesquisa, para cada um deles, a IBM comparou os resultados obtidos com as gerações anteriores. 

Estes foram os mitos analisados:

  1. Seus objetivos de carreira e suas expectativas são diferentes das gerações anteriores.
  2. Os Millennials querem sempre reconhecimento e acreditam que todos na equipe merecem ganhar prêmios.
  3. Eles são "viciados" em tecnologia e querem fazer e compartilhar tudo online, sem muito respeito ao limite entre a vida pessoal e a profissional.
  4. Os Millennials não tomam uma decisão sem, antes, solicitar que outros participem do processo.
  5. Eles mudam de emprego como quem muda de roupa, sem uma razão sólida para isso.
Os resultados mostraram que os Millennials são muito mais parecidos com as gerações anteriores do que se imaginava. Por exemplo, com relação a ambições e expectativas profissionais, eles também buscam segurança financeira e uma aposentadoria tranquila. Observando ao redor, esta é uma constatação realmente clara. Trabalho com muitos profissionais que se enquadram neste categoria e observo que eles realmente tem comportamentos e objetivos similares aos que eu tinha (ou ainda tenho). Na IBM, faz muitos anos que sou mentor de alguns novos funcionários e é interessante notar o conteúdo das conversas. Muitas vezes me vejo, 20 atrás, com as mesmas dúvidas e receios.


Um ponto que me chamou a atenção em especial é a questão relacionada com o terceiro mito, que indica que eles seriam completamente viciados em tecnologia e que preferem trabalhar de forma virtual. É claro que, por terem sido criados em contato com as mais novas tecnologias, eles sentem-se mais a vontade para trabalhar com elas. Isso era esperado. No entanto, a diferença com relação as gerações anteriores não é significativa. Tanto os membros da geração X com os Baby Boomers também aprenderam rapidamente a usar as novas tecnologias e as usam pervasivamente. 

Com relação a este mito, um ponto interessante. Me parece que as novas gerações sabem usar melhor as diferentes ferramentas tecnológicas disponíveis. Enquanto as gerações anteriores cresceram utilizando o telefone e o correio eletrônico para realizar seus trabalhos, novas tecnologias como redes sociais, mobilidade e cloud fazem parte do ambiente de trabalho dos Millennials. Para eles, usar estas novas tecnologias é algo bem natural.

Além disso, os Millennials, segundo a pesquisa, sabem muito bem separar o ambiente profissional de suas vidas pessoais, não compartilhando assuntos profissionais em mídias públicas.

O último mito derrubado pela pesquisa é sobre a dita "livre mobilidade" dos Millennials. Qual nada. Eles mudam de emprego exatamente pelos mesmos motivos que as gerações anteriores. E buscam os mesmos benefícios e condições.

As Verdades

A pesquisa ainda identificou 3 características que se aplicam de forma ampla aos Millennials e que podem ser usadas como um guia para o tratamento com eles. 
  1. Os funcionários estão "no escuro". Muitos não estão seguros que entendem a estratégia da empresa em que trabalham. E culpam, parcialmente, seus gerentes.
  2. Todas as três gerações acreditam que suas empresas tratam o cliente de forma insatisfatória.
  3. Funcionários de todas as gerações abraçaram as novas tecnologias. O problema é que suas empresas são lentas em oferecer o acesso a novas soluções.
O uso das novas tecnologias, curiosamente, pode ajudar nos três pontos acima. Por exemplo, as redes sociais corporativas, quando bem implementadas, podem ajudar a melhorar a comunicação interna em uma empresa, tornando-a mais transparente e fazendo com que a estratégia e os objetivos de negócio sejam mais amplamente divulgados.

O relacionamento com clientes pode melhorar bastante tanto com o uso de redes sociais como com as mais novas tecnologias para comunicação que, usando os recursos de mobilidade e analýtics, podem fazer com que empresas estejam mais próximas aos seus clientes e que ofereçam produtos e serviços personalizados.

As Recomendações

Finalizando o estudo a IBM relaciona algumas recomendações que podem beneficiar empregadores quando trabalhando com Millennials:
  1. Foque no indivíduo e não em estereótipos. 
  2. Incentive uma cultura colaborativa.
  3. Transforme a experiência com o cliente em uma prioridade.
  4. Analise como está a sua relação com os funcionários.
  5. Garanta que todos estejam devidamente comprometidos com a empresa.
A participação de Millennials na força de trabalho vem crescendo significativamente. Espera-se que em 2020 representem 50% dos empregados, chegando a 75% em 2030. Aprender a trabalhar com eles, a usar o que tem de melhor, pode ser o maior patrimonio de uma empresa.

Clique neste link para ter acesso ao estudo completo.

terça-feira, 3 de março de 2015

IBM as a Service


A indústria de Tecnologia da Informação (TI) vem passando por uma grande transformação que está deixando-a completamente diferente daquela que conhecemos nas últimas duas décadas. O tamanho e a velocidade das mudanças demanda, de todas as empresas, liderança executiva, visão, inovação, uma estratégia flexível e muita agilidade. A IBM, como não poderia deixar de ser, também está modificando-se (constantemente) para acompanhar o movimento.

Um dos movimentos mais claros que se pode observar está relacionado com CAMSS (Cloud, Analytics, Mobile, Social e Security). As tecnologias moveis, as redes sociais, o aumento no uso da nuvem, a demanda por análise de informações em Big Data e, claro, tudo isso com segurança, vem direcionado estratégias corporativas em todas as indústrias. Para a IBM, não basta acompanhar as tendências, é fundamental liderar o mercado, criando novos produtos, novos serviços e modelos de negócio.

E, para alcançar esta posição são necessários investimentos pesados em pesquisa e desenvolvimento. Em 2014, pelo vigésimo segundo ano consecutivo a IBM lideou o ranking de patentes registradas no U.S. Patent and Trademark Office, com 7.534 patentes (uma média de mais de 20 patentes por dia). Não somente lideou o ranking como quebrou o recorde do número de patentes recebidas em um ano. O enorme capital intelectual em patentes é um dos maiores patrimonios que uma empresa pode ter. Na prática, uma patente pode se transformar em algo que pode inaugurar uma nova era e abrir novas fronteiras.

Uma das maiores mudanças a que estamos assistindo é a "entrega de tecnologias" pela nuvem, na forma de serviços. Estimativas da área de Inteligencia de Mercado da IBM apontam para um mercado potencial de US$ 200 bilhões em 2020. E, para estar preparada para liderar este business, a empresa investiu mais de US$ 7 bilhões em 15 aquisições desde 2007, tanto em empresas de software quando em provedoras de infraestrutura. Internamente, já possui mais de 1.500 patentes em soluções inovadoras para o ambiente de nuvem.

IBM as a Service

Imagine uma empresa entregando grande parte do seu portfolio de soluções pela nuvem. Esta é a estratégia da IBM. A idéia é oferecer de tudo, como banco de dados, plataforma de desenvolvimento (IBM Bluemix), produtos de segurança, analytics, ferramentas para colaboração, redes sociais corporativas, etc. E não se trata apenas de uma estratégia sendo desenhada. Já está disponível o IBM Cloud Marketplace, onde qualquer um pode contratar grande parte do portfolio da empresa (algumas restrições geográficas ainda existem).

Olhando para frente, a IBM pretende obter uma renda de mais de US$ 7 bilhões de dólares em negocios na nuvem neste ano. Para isso, está abrindo datacenters em vários países, entre os quais na China, Hong Kong, Inglaterra (Londres), Japão, Índia, Canadá, México (Querétaro, próximo a Cidade do Mexico) e Brasil.

Em 2014, a contribuição de soluções em nuvem para o faturamento da IBM foi de 3,5 bilhões de dólares, um crescimento de 75% quando comparado com 2013. Grandes clientes, como o ABN-AMRO (aplicações de negócio) e a Cola-Cola (SAP) adotaram a nuvem da IBM como base para suas operações globais de TI.

Nos próximos anos, com o aumento do número de data centers e com soluções cada vez mais entregues pela nuvem, a IBM poderá se tornar a maior empresa do mercado, em termos de portfolio e de renda em termos de nuvem. Claro que os desafios são enormes. Claro que novas tecnologias certamente surgirão, vindas tanto dos laboratórios da IBM como de outras empresas. É claro que, como dissemos no início, será necessária uma forte liderança executiva, visão, inovação, uma estratégia flexível e muita agilidade para alcançar estes objetivos.

O caminho está traçado. A direção é clara. A IBM busca a liderança no mercado de soluções de tecnologia em nuvem, e está decidida a conquistar esta posição. Quer saber mais sobre a IBM e suas soluções em nuvem? Visita os sites relacionados abaixo:

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

IBM ConnectED 2015, "a new way to engage" - Dia 2

O segundo dia do IBM ConnectED 2015 seguiu agitado, com grande destaque para o IBM Verse. As promessas de transformação com a nova solução são significativas e dediquei um bom tempo para me aprofundar um pouco mais no tema. Para isso, me reuni uma vez mais com Carol Sormilic, Vice Presidente IBM Software Group, Product Management Enterprise Social Solutions at IBM, responsável pelo desenvolvimento do produto. Outro destaque do dia foi a apresentação de Ed Brill, Vice President, Social Business Transformation at IBM, sobre a transformação social na IBM.

IBM Verse, com Carol Sormilic

Profissional de altíssimo nível, com profundo conhecimento de tecnologias de colaboração e Intranets, Carol Sormilic é uma pessoa agradável e com uma conversa leve e profunda ao mesmo tempo. Pode conversar horas sobre as transformações que liderou na IBM nos últimos 12 anos, abordando o impacto que cada CEO teve na empresa. Também pode dedicar o tempo necessário para discutir sobre os desafios do IBM Verse, sua visão sobre as principais tendências dos mais atualizados ambientes de trabalho.

Em poucas semanas, a IBM iniciará o projeto de implementação interna do IBM Verse. A idéia é que nos próximos meses dezenas de milhares de profissionais da IBM estejam utilizando o produto, integrado com a Intranet da IBM, com o Connections, o Sametime e outras tecnologias. A expectativa é que este novo ambiente transforme o nosso ambiente de trabalho, trazendo mais agilidade. 


Social Transformation @ IBM, com Ed Brill

Ed Brill é brilhante. Além de excelente apresentador, conhece o assunto e consegue encantar os participantes com uma palestra dinâmica e com muito conteúdo. Logo ao iniciar sua apresentação, reforça a mensagem, já muitas vezes discutida aqui no Explora!, que as tecnologias de Social Business só tem valor quando associadas com iniciativas de negócio. Esta é a base para que as mesmas sejam adotadas em qualquer empresa, de qualquer segmento ou porte. É preciso que ela ofereça valor para que seja utilizada, simples assim.


Em seguida, abordou um tema bem interessante, e que é assunto frequente em quase todas as reuniões que tenho com clientes: adoção de redes sociais. Para começar, ele desconstruiu o mito de que todos os funcionários tem que usar a rede social. O ambiente social corporativo é para colaboração. Dependendo do perfil e posição do profissional, isso pode não ser necessário ou, melhor, pode ser necessário mas com frequencia e intensidade diferentes. Não podemos dizer, simplesmente, que não tivemos sucesso em um projeto de Social Business por que "somente" 70% dos profissionais aderiram ao projeto. Mesmo na IBM, a participação não é de 100%! No entanto, profissionais que necessitam colaborar, registrar e compartilhar conhecimento podem obter enormes benefícios com estas plataformas.

Outro ponto abordado por Ed Brill foi com relação aos objetivos e benefícios que podem ser obtidos com a implementação de uma rede social corporativa. Eles são ligeiramente distintos quando pensamos na empresa e no profissional e estão listados abaixo:

Para a empresa:
  1. Inovação - Grande objetivo de 10 entre 10 empresas que buscam soluções de Social Business, aumentar a colaboração com o objetivo de incentivar a inovação.
  2. Agilidade - Com uma plataforma sólida de colaboração, é possível aumentar a comunicação entre profissionais e, consequentemente, a velocidade com que as atividades são executadas
  3. Eficiência - O amplo acesso a conhecimento, a melhores práticas e a especialistas pode ajudar em muito uma empresa a tornar-se mais eficiente.
  4. Comprometimento profissional - Ao participar de mais processos internos, ao gerar e compartilhar conhecimento, profissionais tornam-se mais comprometidos com a empresa.
  5. Melhorar a experiência e a relação com clientes - Plataformas de redes sociais corporativas tem um impacto direto na relação com clientes uma vez que contribuem para que a empresa tenha profissionais com mais conhecimento, com mais velocidade na resposta e com mais comprometimento.
Para o profissional:
  1. Mais produtividade - Todo profissional sente-se melhor quando vê as tarefas concluídas com agilidade e eficiência. Uma plataforma de Social Business permite que estes objetivos sejam alcançados ao disponibilizar acesso a conhecimento e especialistas.
  2. Senso de pertencimento - Este é um objetivo compartilhado tanto pela empresa quanto pelos funcionários. Todo profissional quer sentir-se parte da empresa, quer participar mais dos processos internos. 
  3. Reputação - A Rede Social Corporativa oferece um ambiente único para que profissionais possam compartilhar conhecimento e construir sua reputação digital.
  4. Desenvolvimento de carreira - Da mesma forma, uma RSC pode contribuir para que profissionais se destaquem e desenvolvam suas carreiras.

O quadro acima diz tudo. A mudança para uma forma de trabalho mais Social demanda uma transformação na forma como pensamos, agimos e trabalhamos, uma mudança no nosso mindset. Já havia comentado sobre parte desta transformação aqui no Explora! no post "Informação é Poder X Compartilhar é Poder".


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

IBM ConnectED 2015, "a new way to engage" - Dia 1


Já é uma tradição... Janeiro é o mês em que especialistas em colaboraçào de Clientes, de Parceiros de Negócio e da IBM se reunem em Orlando, na Florida, para discutir o tema e conhecer as novidades a caminho. Pontualmente, ás 8 horas de uma manhã com temperaturas beirando os 10 graus Celsius, Jeff Schick, General Manager, Enterprise Social Solutions, abriu a edição 2015 sob o tema "IBM ConnectED 2015, a new way to engage". Logo após comemorar os 25 anos do Lotus Notes, Jeff Schick passou a apresentar em mais detalhes o IBM Verse, a nova proposta de forma de trabalho da IBM. A idéia é transformar a forma como trabalhamos, tornando-a mais efetiva e otimizada, libertando-nos do "email jail", como já vimos aqui no Explora!.


O IBM Verse já está saindo do forno (early access já em Fevereiro, cadastre-se aqui) e em poucas semanas estará disponível para dezenas de milhares de usuários e clientes. O produto mostrou bastante amadurecimento e uma integração cada vez mair com o IBM Connections e com o IBM Watson. O projeto é que o IBM Watson suporte o IBM Verse (e o IBM Connections) com a parte de analytics, aprendendo com o trabalho executado por cada um e, consequentemente, colocando-se como um "assistente pessoal", sempre pronto a ajudar.

Louis Vuitton

Em seguida, Jeff Schick convidou ao palco o CIO do grupo Louis Vuitton. Mostrando enorme entusiasmo com seus desafios, e principalmente com os resultados obtidos, ele começou apresentando o grupo. Eles são donos de marcas de luxo em diversos segmentos como bebidas (Dom Perignon e Veuve Clicquot, entre outras), relógios (Tag Heuer e Hublot), cosméticos (Dior e Kenzo) e muito mais, atuando ainda no varejo, com a Sephora, por exemplo. Além disso, a estratégia do grupo é de crescer com aquisições, trazendo ainda mais empresas e produtos para seu portfolio.

Composto por milhares de profissionais, um dos seus grandes desafios é o desenvolvimento de novos produtos, onde a colaboração entre os designers e produtores é fundamental para garantir que o resultado final esteja de acordo com as especificações. Além disso, ele destacou a questão da segurança, uma vez que qualquer vazamento de detalhes sobre um novo produto pode trazer um prejuízo enorme ao grupo. 

Ainda em 2009, o grupo, depois de uma rigorosa avaliação, optou pelas tecnologias IBM para colaboração. Atualmente, estão migrando estas soluções para a nuvem da IBM, para ganhar ainda mais agilidade e flexibilidade.

Bureau Veritas

O Bureau Veritas foi o segundo cliente a apresentar na sessão de abertura. Empresa bicentenária, tem como característica básica, desde seus primeiros dias, ser global, com escritórios em vários países. O principal "produto" da empresa é a certificação, que pode ser de produtos, serviços ou processos. Sempre que existe um "padrão" para uma dessas categorias, é fundamental certificar que o resultado final está em conformidade com o mesmo. O trabalho é fundamentalmente intelectual e a quantidade e qualidade do conhecimento produzido é enorme. É, portanto, importante garantir a comunicação entre os diversos especialistas da empresa, assim como permitir que os mesmos registrem o conhecimento gerado para que possa ser, eventualmente, reutilizado.

Para alcançar seus objetivos, eles utilizam o IBM Notes, o IBM Sametime e o IBM Connections. Com o suporte destas tecnologias, eles não somente registram o conhecimento gerado, como também oferecem uma comunicação eficiente entre seus consultores, localizados em dezenas de escritórios em países no mundo todo.

Blue Schield of California

O terceiro e último cliente a se apresentar na Open General Session foi a Blue Schield da California, empresa de seguros. Seu objetivo fundamental é levar produtos de seguros a pessoas que ainda não os possuem e, para isso, optaram por proporcionar uma experiência única, A+, para seus prospects e clientes. A decisão do grupo foi pelas soluções de portal e gestão de conteúdo da IBM, de forma a garantir transparência e velocidade no envio de informações.

A empresa utiliza o IBM Portal e o IBM Web Content Manager, entre outros componentes, para oferecer acesso omni channel para seus clientes, independente do canal utilizado para a comunicação.

Phelippe Petit

Para encerrar o primeiro dia, mais um convidado de honra, Phelippe Petit. artista francês que ganhou fama em 1974 ao caminhar em um cabo de aço entre as duas torres gêmeas em Nova Iorque. Phelippe passou uma mensagem de dedicação, perserverança e coragem para a audiência.


Foi uma Open General Session marcada pelo lançamento do IBM Verse e, com base nas apresentações dos clientes, pelo claro amadurecimento do mercado de Social Business. É nítida a evolução do uso destas tecnologias por clientes de todos portes e indústrias.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

IBM Verse, um novo conceito para uma nova forma de trabalhar


A IBM lançou ontem, em um evento em Nova Iorque, o IBM Verse. Muito mais do que simplesmente uma nova versão de correio eletrônico, o projeto tem como proposta oferecer uma nova forma de trabalhar, integrando analytics, redes sociais corporativas, mobilidade e cloud. É o primeiro resultado prático de um enorme investimento sendo feito pela IBM em "experiência do usuário".

Todos nós somos, de uma forma ou de outra, refens do email. Recebemos diariamente dezenas de emails em nossas caixas postais, independente de sua importância ou até mesmo de ter sido diretamente enviado para nós ou de termos sido simplesmente copiados. Desta forma, inúmeras mensagens as vezes não são lidas e tarefas eventualmente importantes podem deixar de ser realizadas. O resultado disto é que, a cada semana gastamos cerca de 1/3 do nosso tempo gerenciando emails. Imagine recuperar parte deste tempo e investir em outras atividades.

IBM Design

Para este projeto, a IBM decidiu "começar do zero", tendo em mente a experiência do usuário. Para isso, lançou mão de um novo laboratório, inaugurado em 2012, e sob a liderança de Phil Gilbert, o IBM Design Lab. No lab, centenas de designers oriundos das mais renomadas escolas do mundo, pesquisam e desenvolvem novas interfaces, com o objetivo de tornar a vida dos usuários mais simples. O IBM Verse é o primeiro resultado do invetimento feito no laboratório. Phil Gilbert fez uma excelente apresentação no evento, abrindo detalhes sobre a importância do design nos projetos da IBM.

Analytics, colocando Watson para trabalhar

O IBM Verse tem como proposta usar analytics para entender nossas necessidades, nossos hábitos e como executamos o nosso trabalho. Todo o poder cognitivo do IBM Watson vai ser colocado a disposição para ajudar a sermos mais produtivos. 

Além disso, e talvez até mais importante, ele integra os diversos canais que usamos diariamente para trabalhar como email, mensagens instantâneas e edição de documentos, para citar apenas alguns. Normalmente, usamos estes canais de forma independente. Com o IBM Verse, é quebrado este paradigma e nosso trabalho passa a ser centrado nas pessoas com quem colaboramos.

Ao trabalhar desta forma, as pessoas passam a ser o centro do trabalho e não a nossa caixa de entrada e, consequentemente, temos condições de ser mais efetivos, de tomar decisões de forma mais inteligênte.


Veja o vídeo abaixo:


Quer saber mais sobre o IBM Verse? Inscreva-se neste workshop. Alan Lepofsky, Principal Analist da Constellation Research, Phil Gilbert, General Manager, IBM Software Group Design e Jeff Schick, General Manager da IBM, vão discutir sobre este novo produto e sobre outros detalhes do futuro da colaboração.

Gostou? Quer participar do programa? Clique neste link e inscreva-se!

Perdeu a sessão do lançamento e quer assistir? Clique neste link.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Política e Redes Sociais, postar ou não postar?


As redes sociais se transformaram, nas últimas semanas, em um grande palanque político. Basta abrir o Facebook, por exemplo, e notar que praticamente todos os posts falam sobre política. Definitivamente, este é o assunto mais quente do momento, por motivos óbvios. O tema, no entanto, está longe de ser uma unanimidade e diversos debates, ou polêmicas, surgem aqui e alí. A questão principal é, afinal quando e como devemos publicar no Facebook sobre nossas posições políticas? De forma mais ampla, como nos comportar com relação a temas polêmicos?

Apesar de não existirem regras formais de conduta nas redes sociais, existem, sim, recomendações e uma etiqueta de comportamento. Afinal, mesmo no mundo virtual, a terceira Lei de Newton, também conhecida como Lei da Ação e da Reação, se aplica diretamente. Um post vai, sempre, gerar reações que podem ser explícitas, com comentários ou curtidas, ou não. Já vi casos de amizades desfeitas, situações constrangedoras no trabalho ou no relacionamento com clientes.

Desta forma, no intuito e ajudar, relaciono, abaixo, algumas recomendações básicas. Tem alguma outra? Algum comentário? Contribua.

  1. Seu post = sua opinião: Parece óbvio, mas é importante deixar claro. Quando você compartilha algo, comenta um outro post ou escreve um novo, você está manifestando SUA opinião sobre um determinado candidato ou partido.

  2. Seja respeitoso: Nas últimas semanas, com o aumento do volume de posts sobre política no FB, vem aumentando, também, o número de reações mais emocionais, o que é natural pelo momento que vivemos. No entanto, deve ser observada uma regra básica de comportamento. Não use palavriado inadequado, não promova discriminação de qualquer forma, evite insultos. Em alguns momentos, é melhor esfriar a cabeça e pensar com calma antes de responder a um post.

  3. Seja factual: Apresente fatos concretos. Não crie situações para sustentar suas posições. Fatos e acontecimentos podem ser usados para sustentar sua posição. É um economista? Deixe clara sua formação. É muito ruim ler um comentário sobre política econômica, cheio de emoção e carga política, feito por um profissional de outra área. 

  4. Verifique a fonte e o escritor: A maioria absoluta dos veículos de imprensa defende uma corrente política. Infelizmente, esta é a grande verdade. Tenho conhecidos que compartilham frequentemente artigos de uma publicação online alinhada com um dos partidos políticos disputando a eleição. É claro que o seu conteúdo é tendencioso, natural. O mesmo vale para revistas e jornais de grande circulação. Ao compartilhar informação reconhecidamente tendenciosa, você pode perder credibilidade. Não precisa ser isento, mas saiba o que está compartilhando.

  5. Leia atentamente antes de comentar ou compartilhar: Leia toda a publicação e seus comentários. Muitas vezes o debate já vai longe e seu ponto pode já ter sido discutido e esclarecido. Existe algo mais que você possa acrescentar? Lembre-se das outras dicas acima.

  6. Adicione valor: Esta é uma dica importante. Se você tem conhecimento sobre um ou mais temas da campanha eleitoral, comparilhe sua opinião. Faça com que a discussão tenha mais valor para todos. O que promove a democracia é um debate baseado em fatos e informações. Contribua, compartilhe, sempre deixando claro o que sustenta seus argumentos.

  7. Quantidade de posts: Se você está em campanha por um candidato, é esperado um volume maior de posts. Se não está em campanha, cuidado com o excesso. Política não é um tema que agrada a todos e um número excessívo de publicações pode ter efeito contrário ao desejado. De qualquer forma, sempre cuidado e atenção especial ao conteúdo.

As Redes Sociais estão transformando a sociedade. Pela primeira vez na história da política brasileira, estão sendo utilizadas de forma mais ativa em uma campanha. E, seguramente, terão impacto nos resultados. Faça a sua parte, contribua para o debate, mas sempre de forma respeitosa e construtiva, mirando um Brasil melhor para todos.

Dois pontos adicionais:

  1. De uma amiga... apenas para ficar claro, emoção é tudo na vida! Mas em se tratando de um tema polêmico e um espaço aberto, público, penso que o melhor é ter conteúdo com uma dose de emoção sim, mas não precisa ser grande. Emoção boa é uma conversa sobre política com amigos, em uma mesa de bar.
  2. De um amigo... vale lembrar que, no Facebook, você pode (e deve) controlar quem vê suas publicações. Se é público, está disponível para ser lido por qualquer um.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Never Offline, the age of the wearable devices


Last week in Boston, for customer meetings, I had the opportunity to witness, on American soil, the release of the iPhone 6, the iOS 8 and the Apple Watch. Received with great enthusiasm by a legion of admirers, the arrival of the devices mark the beginning of a new era and were featured on the cover of numerous specialized magazines (or not). Tthe traditional Time magazine, for example, devoted its cover and six pages to the subject, treating it as a paradigm shift and a profound shift on lifestyle. According to the report, speaking directly about the new watch "Apple is not just reviving an old category, it's moving the boundary".

Apple Watch is something new

Wristwatches have been around for decades. They were important in the wars of the last century, in aviation, on sports and gained prominence with sophisticated and expensive models, often attaining the status of jewelry. However, in a large part of the story, its primary function was always tracking the time (and, of course, function as alarm clocks or timers). In the 70s we witnessed the arrival of the first modified model, which became known as "calculator watch". The model won the market and survives today and is easily found in retail stores for about $ 25.00. Since then, no significant advance.

Recently we saw a further shift with the arrival of smart watches. Samsung went ahead and produced more than one million units of the Galaxy line, the report said, without producing large commotion in the market and no signs that it will "catch". Google also launched its model, which so far has not sold half a million units. This is the scenario in which Apple hits the market. The big difference is that Apple comes with more than just a watch. When CEO Tim Cook made the speech launching, repeatedly used the "personal" and "intimate" words. Basically, what Apple is doing is "asking you to strap a computer to your arm".

Wearable devices

Apple Watch is the bet of the Cupertino company in the area of wearable devices. There are already numerous applications in this area, such as those applied to the area of fitness and health. Companies like Nike, Fitbit, Jawbone and many other already placed apps on the market that allow you to monitor the behavior of your body during physical activity. Apple's proposal is to control a number of personal indicators such as pressure, temperature, heart rate, blood sugar level and more. Definitely, we still lack a clear vision of the scope of what lies ahead.

In this first version, Apple offers adapted versions of famous applications for weather forecast, value of stocks, passbook, photos, maps and more. Everything, of course, connected with an iPhone within reach for functions that require an Internet connection. Furthermore, using the HomeKit app, you can control home devices like your television, house lights, thermostat and more.

One of the big news is "Apple Pay" payment system. The proposal here is to leave behind the current means of payment such as checks and credit cards. Paying with Apple Pay all you need is your Apple Watch. An antenna on the iPhone 6, using the NFC technology (Near Field Communication) and your personal digital allow a payment to be made in seconds.


However, there are challenges ahead. So far, according to Time, the adoption of wearable devices has been slow. The main reason would be the aesthetic issue and also a personal matter. The use of such devices, monitoring personal information and eventually making it available for use by another company, is opening new loopholes in legislative issues. New terms will be needed for personal information to be shared.

As for aesthetics, apparently there was great progress. The first Smart Watches were large and without a proper style. Apple Watches comes with a lot of care with respect to the design and is likely to become objects of desire and even became fashionable.

Corporate Apps

One point not yet explored in this new frontier is the use of this type of device in the corporate world. During the launch, the focus was primarily on the end user. However, when we consider the use of an Apple Watch, or more broadly, of wearable devices, the applications are numerous. In fact, we can not even see all its possible uses.

A few weeks ago, IBM announced a major partnership with Apple to develop business applications for Apple devices. At the time, it was possible to visualize enterprise applications running on an iPad or an iPhone. Now, it opens a new window. For example, applications that allow the monitoring of equipment on an oil rig can gain agility. In addition, you can monitor the health of an employee, even in remote locations.

In conclusion, yes we are living one of those rare moments in which technology can transform our lifestyle and our work environment, just as happened with the advent of Personal Computers, Internet, Social Networks and the iPhone. The era of wearable devices arrived.

If we think of the universe of possibilities now available we cann't foresee wath is still to come around. Adding all this to Watson, we can see huge benefits in several areas such as health, telecommunications and many others.

Also according to Time, the great paradox of this new era is that wearable devices give you more control and, at the same time take away. We will, then, need to decide how much control we want, and how much we are willing to give away.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Never Offline, a era dos disposivitos "vestíveis"


Na semana passada, em Boston, para reuniões com clientes, tive a oportunidade de testemunhar, em solo americano, o lançamento do iPhone 6, do iOS 8 e do Apple Watch. Recebidos com grande entusiasmo por uma legião de admiradores, os dispositivos marcam o início de uma nova era e foram matéria de capa de inúmeras revistas especializadas (ou não). A tradicional Time, por exemplo, dedicou sua capa e 6 páginas ao tema, tratando-o como uma quebra de paradigma, de modelo, de estilo de vida. Segundo a matéria, falando diretamente sobre o novo relógio "Apple isn't just reviving an old category, it's moving a boundary".

O Apple Watch é novidade

Relógios de pulso existem a décadas. Foram importantes nas guerras do século passado, na aviação, nos esportes e ganharam destaque com modelos sofisticados e caros, muitas vezes alcançando o status de joia. No entanto, em grande parte da história tiveram como função básica marcar as horas (ou funcionar como cronômetros ou despertadores). Na década de 70 assistimos ao primeiro modelo "modificado", que ficou conhecido como "relógio calculadora". O modelo ganhou o mercado e sobrevive até hoje, sendo facilmente encontrado em lojas de varejo por cerca de US$ 25,00. De lá para cá, nenhum avanço significativo. 

Recentemente vimos mais uma mudança com a chegada dos smart watches. A Samsung saiu na frente e produziu mais de um milhão de unidades da linha Galaxy, segundo a reportagem, sem produzir grandes estardalhaços no mercado e sem dar sinais de que vai "pegar". A Google também lançou seu modelo, que até o momento não vendeu nem meio milhão de unidades. É neste cenário em que a Apple chega ao mercado. A grande diferença é que a Apple vem com mais do que simplesmente um relógio. Quando o CEO Tim Cook fez o discurso de lançamento, usou repetidas vezes as palavras "personal" e "intimate". No fundo, o que a Apple está fazendo é "asking you to strap a computer to your arm".

Wearable devices

O Apple Watch é a aposta da empresa de Cupertino na área de wearable devices, ou dispositivos vestiveis, se é que esta tradução é aceitável. Já existem inúmeras aplicações nesta área, como aquelas aplicadas a área de fitness e de saúde. Empresas como Nike, Fitbit, Jawbone e muitas outras já colocaram no mercado dispositivos que permitem monitorar o comportamento do seu corpo durante atividades físicas. A proposta da Apple é permitir o controle de um sem número de indicadores pessoais, como pressão, temperatura, batimentos cardíacos, nível de açúcar no sangue e muito mais. Definitivamente, ainda não temos uma visão clara do alcance do que vem pela frente.

Nesta primeira versão, a Apple disponibiliza versões adaptadas de famosos aplicativos como para previsão de tempo, valor de ações, o passbook, photos, mapas e muito mais. Tudo, é claro, conectado com um iPhone ao alcance para funções que necessitem de uma conexão com a Internet. Além disso, usando o app HomeKit, será possível controlar dispositivos domésticos como sua televisão, luzes da casa, termostato e muito mais. 

Uma das grandes novidades é o sistema de pagamento Apple Pay. A proposta aqui é deixar para trás os meios atuais de pagamento como cheques e cartões de crédito. Com o Apple Pay, basta usar o Apple Watch. Uma antena no iPhone 6, a tecnologia NFC (Near Field Communication) e a sua digital permitem que seja feito um pagamento sem questão de segundos.


Nem tudo são flores

No entanto, existem desafios pela frente. Até o momento, segundo a Time, a adoção dos wearables devices tem sido lenta. Os principais motivos seriam a questão estética e também uma questão pessoal. O uso de um dispositivo destes, monitorando informações pessoais e, evenvualmente as tornando disponíveis para uso por outra empresa, abre novas brechas em questões legislativas. Novos termos de uso serão necessários para que informações pessoais sejam compartilhadas.

Quanto a questão estética, aparentemente houve grande progresso. Os primeiros Smart Watches eram grandes e sem um estilo próprio. Os relógios da Apple vem com uma série de cuidados com relação ao design e tem grandes chances de tornarem-se objetos de desejo e até mesmo virar moda.

Aplicações no mundo corporativo

Um ponto ainda pouco explorado desta nova fronteira é o uso deste tipo de dispositivo no mundo corporativo. Durante o lançamento, o foco foi primordialmente o usuário final. No entanto, quando pensamos no uso de um Apple Watch, ou mais amplamente, em wearable devices, as aplicações são inúmeras. Na verdade, ainda nem conseguimos visualizar todas seus possíveis usos.

Faz poucas semanas, a IBM anunciou uma grande parceria com a Apple para o desenvolvimento de aplicações de negócio para os dispositivos da Apple. Na época, já era possível visualizar aplicações corporativas rodando em um iPad ou em um iPhone. Agora, abre-se uma nova janela. Por exemplo, aplicações que permitem o monitoramento de equipamentos em uma plataforma de petróleo podem ganhar em agilidade. Além disso, será possível monitorar as condições de saúde de um funcionário, mesmo em localidades remotas.

Concluindo, estamos sim vivendo um daqueles raros momentos em que a tecnologia pode transformar nosso estilo de vida e nosso ambiente de trabalho, da mesma forma como aconteceu com a chegada dos Computadores Pessoais, da Internet, das Redes Sociais e do iPhone. A era dos wearable devices chegou.

Se pensarmos no universo de possibilidades agora disponível vemos que muita coisa nova vem por aí. Somando tudo isso ao Watson, podemos ver enormes benefícios nas mais diversas áreas, como saúde, telecomunicações e muitas outras. 

Ainda segundo a Time, o grande paradoxo desta nova era está em que os dispositivos vestíveis te dão mais controle e, ao mesmo tempo, tiram. Será preciso, então, decidir quanto controle queremos, e quanto estamos dispostos a abrir mão.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Technological Singularity and IBM Watson


On the very first part of the excellent film Transcendence, the scientist Dr. Will Casper (played by Johnny Depp) says that "in a short time their analytical capacity will be much greater than the collective intelligence of every human being ever born in the history of the world." He refers to the project of developing a computer that can think and have feelings as a human being, which would meet the "technological singularity" concept first mentioned by von Neumann in 1958. There are numerous predictions of when we will reach this point, where computational intelligence will surpass all the intelligence ever produced by mankind. Some point to 2050, others to 2100. Behold the film comes to cinemas at the same time that IBM Brazil gets "Watson Center of Competency for Latin America."

As we have seen here in the Explora!, "Watson is much more than a computer, it is the centerpiece of an IBM strategy to develop computational systems with cognitive ability." The fact it is coming to Latin America is of great importance to IBM. More than just building a new data center, IBM is building a competence center with specialists in artificial intelligence and natural language processing. The center brings to Latin America what is most modern in terms of cognitive computing.

The wait was long. Since its launch in 2007, have been years of hard work and research. The Watson decreased in size and gained computational power. One of our main challenges was to teach Portuguese, and its many variations. The ability to read and understand natural language is key to the success of the tasks expected to be performed by the system. Just to get a better idea, currently about 80% of the data produced are not in structured format. Furthermore, this step is important so that Watson can develop hypotheses and, finally, so you can get answers with a high degree of assertiveness.

Lesson learned, time to pack the bags

Watson arrives in Brazil in the last quarter of this year. IBM's goal is clear and immediate: to use Watson in the area of ​​medical diagnostics, in interaction with consumers at retail companies and financial markets.

There is still a long road ahead to reach the "technological singularity" and, surely, IBM is leading this huge transformation. The expected benefits are significant . The learning process is constant. Currently, the system can interpret natural language and answer questions. It is also possible to infer what the next question to be asked.

It is expected that, in some years, Watson will be able to make questions, something still distant. When that day comes, the famous phrase from Voltaire, "Judge a man by his questions rather than by his answers" will have a rereading, "judge a computer by his questions rather than by his answers."

Visit this site to follow every step of Watson.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Singularidade Tecnologica e o IBM Watson


Logo na primeira parte do excelente filme Transcendence, o cientista Dr. Will Casper (interpretado por Johnny Depp) diz que "em pouco tempo sua capacidade analítica será muito maior do que a inteligência coletiva de todo ser humano já nascido na história do mundo". Ele se refere ao projeto de desenvolvimento de um computador capaz de pensar e ter sentimentos como um ser humano, o que iria ao encontro da "singularidade tecnológica", conceito mencionado pela primeira vez por Von Neumann, em 1958. Existem inúmeras previsões de quando atingiremos este ponto, em que a inteligência computacional superará a já produzida pela humanidade. Algumas apontam para 2050, outras para 2100. Eis que o filme chega às salas de cinema no mesmo momento em que a IBM Brasil recebe o "Watson Center of Competency para a América Latina".

Como já vimos aqui mesmo no Explora!, o "Watson é muito mais do que um computador, ele é a peça central de uma estratégia da IBM de desenvolver sistemas computacionais com capacidade cognitiva". O fato dele chegar à América Latina é de grande importância para a IBM. Mais do que a construção de um novo data center, a IBM está montando um centro de competência, com especialistas em inteligência artificial e processamento de linguagem natural. O centro traz para a América Latina o que há de mais moderno em termos de computação cognitiva.

A espera foi longa. Desde seu lançamento, em 2007, foram anos de muito trabalho e pesquisa. O Watson diminuiu de tamanho e ganhou capacidade computacional. Um dos principais desafios foi ensinar nosso português, e suas diversas variações. A capacidade de ler e entender linguagem natural é fundamental para o sucesso das tarefas que se espera que sejam executadas pelo sistema. Apenas para se ter uma idéia melhor, atualmente cerca de 80% dos dados produzidos não estão em formato estruturado. Além disso, esta etapa é fundamental para que o Watson possa elaborar hipóteses e, finalmente, para que possa chegar a respostas com alto grau de acertividade.

Lição aprendida, hora de preparar as malas

O Watson chega ao Brasil no último trimestre deste ano. O objetivo da IBM é claro e imediato: utilizar o Watson na área de diagnósticos médicos, na interação com os consumidores em empresas de varejo e no mercado financeiro. 

Ainda existe uma longa estrada pela frente para atingir a "singularidade tecnológica" e, seguramente, a IBM está liderando esta enorme transformação. Os benefícios esperados das aplicações do Watson são significativos. O processo de aprendizado é constante. Atualmente, o sistema pode interpretar linguagem natural e responder a perguntas. Já é possível, ainda, inferir qual será a próxima pergunta a ser feita. 

Espera-se que, em alguns anos, o Watson seja capaz de elaborar perguntas livres, algo ainda distante. Quando este dia chegar, a famosa frase de Voltaire, "julgue um homem pelas suas perguntas, e não pelas suas respostas" ganhará uma releitura, "julgue um computador pelas suas perguntas, e não pelas suas respostas".

Visite este site para acompanhar cada passo do Watson.