domingo, 13 de abril de 2008

Morar ou Viver no Rio?

Quinta-feira, 10 de abril, 7 da manhã, Ipanema, a uns cem metros do Posto 10. Promessa de um dia de sol forte, típico desta estação pós-verão, quando os dias já estao um pouco mais curtos e com uma temperatura mais amena. Aproveito para repassar a agenda do dia, com um call marcado logo para o início da manhã e uma reunião logo após o almoço, dando continuidade a uma outra que participei recentemente em São Paulo. Foi quando me veio à lembrança um comentário feito naquela reunião...

Faz umas duas semanas e eu estava em São Paulo para uma reunião de trabalho. Na mesma reunião, dentre as 7 pessoas, 5 eram ex-cariocas. Até aí, tudo bem... não sei se já repararam a quantidade de cariocas que mora em São Paulo... O que me fez pensar foi um comentário de um dos ex-cariocas... "aqui tenho uma vida muito melhor do que no Rio... posso sair com segurança, ir ao cinema, ao shopping, sem medo".

Voltando a Ipanema... Nesse momento, olhei ao redor. O sol já subia alto no horizonte dando cor ao dia. Vi o mar, calmo e de um azul quase transparente. Paro em um quiosque e peço uma água de côco. Já são muitas as pessoas que andam pelo calcadão. Pois neste momento cheguei a uma conclusão até mesmo meio óbvia... existe uma diferença muito grande entre "morar" e "viver" (n)o Rio de Janeiro. Explico...

O Rio de Janeiro é uma Grande Cidade. E digo "Grande", com letra maiúscula mesmo, em todos os possíveis sentidos... sejam eles geográficos, demográficos, problemas, etc... é uma grande cidade para se viver, para se trabalhar e para curtir a vida naquilo que ela tem para oferecer de melhor.

Viver no Rio significa aproveitar o que a cidade tem para oferecer de melhor, como ir à praia em Ipanema, no Leblon, no Pepe ou na Reserva ou em uma outra qualquer que não seja Copacabana. Significa sair da praia e tomar um chopp em um dos novos "botecos chiques" ou em um pé-sujo qualquer. Significa sair à noite de bermuda mesmo, sem se preocupar com a roupa. Significa dar uma volta na Lagoa ou uma caminhada domingo pela manhã em Ipanema. Ir a um jogo no Maracanã, fazer um pique-nique na Quinta da Boa Vista, pedalar pela orla, passear pela Pista Claudio Coutinho, na Urca e muitos outros programas... São tantas as atitudes e possibilidades de quem Vive no Rio que a diferença é muito grande.

Morar no Rio é bom, muito bom... mas Viver no Rio é muito diferente, é muito melhor! Quem efetivamente Vive no Rio, quando se muda, sente a perda... seja para São Paulo ou para qualquer outra cidade, no Brasil ou no exterior... e olha que temos outras cidades maravilhosas aqui mesmo no Brasil.

Meu ponto é que a maioria absoluta, se não todos, os cariocas que se mudam para São Paulo e passam a elogiar nossa cidade irmã como o "paraíso" quando comparado com o Rio, simplesmente moravam no Rio... eles não viviam (n)o Rio. E existe uma diferença enorme entre os dois verbos. Para se ter uma idéia melhor, e talvez melhor compreendida pelos Paulistas nos dias atuais de recordes seguidos de congestionamento, até mesmo estar em um engarrafamento no Rio é melhor... eu, quando vou para o trabalho, em alguns dias pego um trânsito muito grande na Avenida Atlântica... é "muito desgastante"...

Existem milhares de lugares onde você pode "morar" no Rio e, mesmo assim, não Viver no Rio...

"Savoir Vivre", expressão que ficou famosa por expressar o modo de vida do Parisiense ou do Francês em geral, talvez seja uma boa forma de entender a diferença entre Morar no Rio ou de Viver no Rio de Janeiro. Afinal, em quantas cidades no mundo as pessoas se juntam, em um final de tarde no Verão, para aplaudir o por do sol?

Enfim, sei que esse é um assunto polêmico, uma discussão sem propósito... meu objetivo é somente o de registrar o ponto e não de criar polêmica... limitei a discussão ao Rio e a São Paulo somente devido ao motivador principal, que foi o comentário feito naquela reunião... afinal, Viver (com letra maiúscula) em São Paulo também deve ser muito bom!

PS.: Graças ao meu amigo Geilson, agora já sei que a "galera" também aplaude o por-do-sol no Porto da Barra, em Salvador. Obrigado, Geilson!

sábado, 5 de abril de 2008

Sofware as a Service

Quando eu era pequenininho uma Linha Telefônica era considerada um patrimônio, devia ser declarada no Imposto de Renda e, se bem me recordo, tinha um bom valor comercial. Já se passaram dez anos... ok, eu não era tão pequenininho assim a dez anos e tinha ainda uma conta pelos serviços prestados... e hoje uma linha telefônica é um serviço contratado a uma operadora. Um serviço similar a muitos outros prestados por concessionárias, como energia elétrica e gas... ou seja, você paga por aquilo que consome.

A indústria do software funciona assim: você tem uma empresa, por exemplo, e precisa escrever uma carta ou preparar uma demonstração de contas para um novo investimento. Para isso, como você não tem uma máquina de escrever e sim computadores, vai precisar de um Editor de Textos e de um Software para Planilhas. Vai precisar comprar uma licença de uso de cada um deles. Um custo alto, principalmente se você vai usar poucas vezes... ok, você vai usar muitas vezes, mas será que todos na sua empresa também vão usar muitas vezes??? Estamos falando de gastar algo como trezentos ou quatrocentos dólares para cada licença necessária...

A pergunta que surge é “por que não posso pagar somente quando precisar, apenas por aquilo que eu usar?”. Se preciso editar um texto, por que não posso pagar apenas para isso? Se preciso preparar uma planilha, por que preciso comprar um “pacote integrado” e levar para casa um editor de textos, um gerenciador de apresentações, um pequeno banco de dados e, de quebra, o software que preciso para preparar a planilha?

Esta pergunta tem sido feita há pelo menos dez anos e, nos últimos três ou quatro anos começaram a aparecer algumas respostas. Grandes empresas de Tecnologia da Informação investiram pequenas fortunas em P&D buscando caminhos economicamente viáveis para este questionamento. A IBM lançou um novo “tema” (1), o “Information On Demand” ou “eBusiness On Demand” há cerca de quatro anos. Ocupou páginas duplas de jornais de grande circulação nos Estados Unidos buscando se posicionar neste novo cenário, comparando o uso de sofware e sua cobrança ao uso de outros serviços como energia elétrica, por exemplo.

No sempre competitivo mundo de TI, eis que surge uma empresa, a “Salesforce.Com” com uma proposta totalmente nova... “pague por aquilo que você usar”. O “inventor” desta empresa chama-se Marc Benioff que teve esta idéia ainda em 1999 ou seja, no século passado!

Hoje, lidera uma das empresas mais admiradas neste novo mundo de TI. Acredite ou não, a Salesforce.com tem hoje mais de 40.000 clientes em todo o mundo, contando com mais de 1 milhão de usuários. Dentre seus clientes destacam-se, por exemplo, o Citigroup, para quem a Salesforce.com fornece software para 30.000 funcionários, e o Merrill Lynch, para outros 25.000.

A grande sacada deles foi criar um “modelo de negócio” onde o cliente tem a clara percepção de que está efetivamente pagando somente por aquilo que ele usa.

O modelo utilizado por eles é tão bom que, como sempre acontece, já existem várias outras empresas pensando na possibilidade de comprar a Salesforce.com. Entre os principais interessados, estão a SAP e a Oracle... (2). Apenas para se ter uma idéia do valor da empresa, agora em março a Forbes a incluiu na disputada lista "Fastest Growing Tech Companies", que inclui as empresas de tecnologia que mais rapidamente crescem. Ficaram em segundo lugar, perdendo apenas para a Google.

É claro que este novo Modelo de Negócios trás uma série de desafios. Dentre os principais, um efeito interessante... quanto mais clientes, mais infraestrutura eles precisam ter... ou seja, mais computadores, mais linhas telefônicas (opa, olha nós aqui de novo), mais instalações prediais... No modelo tradicional de software, a sua empresa é responsável por comprar o hardware necessário para rodar o software... é você quem tem que garantir qualidade nas linhas telefônicas e em outros componentes de sua infraestrutura.

Neste novo modelo quem tem a obrigação de garantir a “entrega” do serviço é o seu provedor... no caso da Salesforce.com, eles mesmos... E como garantir que eles vão efetivamente entregar aquilo que esperamos? Simples, com um contrato onde são estabelecidos critérios mínimos de qualidade... por exemplo, garantir disponibilidade do sistema pelas 24 horas do dia, 7 dias por semana... Isso é feito através de um contrato de Nível de Serviço.

Também existem questionamentos se este modelo de negócios vai se aplicar a todas as indústrias e necessidades... Um estudo feito em Maio de 2007 e disponível no site CIO.com (3) mostra as áreas onde este modelo está obtendo mais sucesso. O gráfico abaixo deixa claro que as três principais aplicações tem sido em CRM (Gerenciamento do Relacionamento com Clientes), Recursos Humanos e Compras.

Daí voltamos ao nosso caso da Linha de Telefone... Atualmente, os provedores deste Serviço, são obrigados a cumprir com uma série de normas estabelecidas em contrato e fiscalizadas por órgãos reguladores, no caso, a Anatel.

O modelo de negócio onde um determinado software é contratado e pago somente por aquilo que é efetivamente utilizado é conhecido como “Software como Serviço” (SaaS – Software as a Service). É um modelo novo, que ainda tem que amadurecer bastante, mas o espaço que empresas como a Salesforce.com tem conquistado no mercado mostram claramente que é um modelo que veio para ficar.

Afinal, você não se vê, hoje, comprando uma linha telefônica, vê?

(1) Ver post de 9 de março.
(2) http://www.streetinsider.com/Insiders+Blog/Salesforce.com+(CRM)+Is+A+Possible+Takeover+Target+for+SAP+or+Oracle,+SAP+Chairman+Says/3521627.html
(3) http://www.cio.com/article/109706/The_Truth_About_Software_as_a_Service_SaaS_

quinta-feira, 20 de março de 2008

"USA" On Sale 2

"O Globo", 19 de março de 2008, sessão de economia, página 25... "Bancos nos EUA podem ser alvos de brasileiros". Confirmando a queda do valor de mercado das empresas americanas, o jornal O Globo informa que tanto Bradesco quanto Itaú já tem mais valor de mercado do que o Morgan Stanley e Merril Lynch. Cada um dos dois bancos tem valor de mercado hoje superior a US$ 55 bilhões... Morgan Stanley vale US$ 47,3 e Merril Lynch vale US$ 45,3 bilhões... Outro gigante, o Lehman Brothers, vale algo próximo de US$ 25 bi... um trocado... tanto Bradesco quanto Itaú hoje rondam a décima colocação na lista dos maiores bancos privados do mundo...

É claro que isso não significa que eles vão comprar estes bancões, aliás, nem mesmo quer dizer que eles querem ou mesmo que seria um bom negócio. Talvez não seja uma boa idéia pois o mercado financeiro brasileiro tem características diferentes como um maior "spread", por exemplo.

Conforme dito anteriormente, esta situação é uma consequência direta de dois fatores: a apreciação do real perante o dólar e a queda das ações na bolsa de Nova Iorque. Isso não quer dizer que vai continuar assim, mas...

Até alguns movimentos mais "estranhos" tem acontecido... ontem o Citigroup e o JPMorgan, mesmo no meio dessa crise toda, anunciaram que estão fazendo um "empréstimo ponte" de US$ 3 bi para a montadora indiana Tata para que ela possa comprar as marcas de luxo Jaguar e Land Rover... que pertencem à americana Ford! Ou seja, com a queda dos juros nos EUA, fica mais barato para a indiana pegar um empréstimo com os americanos, para comprar uma empresa americana, do que usar o próprio caixa (se é que eles tem caixa, o que eu não sei).

Enfim, o derretimento dos valores de mercado das empresas americanas continua... Hoje, dia 20, os indicadores ruins continuam a sair e quase nenhum sinal de melhoria... aliás, nenhum...

terça-feira, 18 de março de 2008

"USA" On Sale


Que tal uma viagem aos Estados Unidos para compras? Podemos ir à Orlando, Miami ou Nova Iorque e renovar nosso guarda-roupa! O dólar nunca esteve tão baixo... ainda me lembro do ano de 1998, quando nosso Real estava bem valorizado perante o Dólar e viajei a trabalho aos EUA. Foi uma festa só... Pois o nosso Real, passados 10 anos, está novamente muito forte perante o Dólar, aliás, mais forte do que a 10 anos, o que faz com que nosso poder de compras seja ainda maior! Excelente oportunidade!

Que tal uma viagem aos Estados Unidos para compras? Podemos ir a Nova Iorque ou Chicago e renovar nossa carteira de investimentos! O Dólar nunca esteve tão baixo perante outras moedas como o Euro ou o Yen... Podemos até comprar umas empresas a preço de banana! Tanto em Wall Street como na Bolsa de Mercadorias de Chicago os preços estão em patamares bem interessantes...

Recentemente os bancos entraram em uma promoção especial, liquidação total! Claro, tem que tomar cuidado pois estes “produtos”, uma vez comprados, não admitem trocas... mas ainda assim podem ser encontradas boas ofertas.

Interessante o atual cenário internacional... eu sou de uma geração em que o fantasma da inflação nos rondava o tempo todo. Era comum ver nossa moeda ser desvalorizada em dois dígitos percentuais a cada mês. Nossas economias eram devoradas pela inflação e nossa moeda, quando não mudava de nome, passava por uma dieta forçada na qual tiravam vários zeros dela de uma só tacada.

O mundo está diferente. Com a crise das sub-prime (hipotecas de alto risco), os americanos se viram diante do que está sendo classificado, hoje, de maior crise desde a segunda guerra mundial, ou seja, dos últimos 60 anos... e olha que daqui a pouco pode vir a ser classificada como a pior crise, superando a da quebra das bolsas americanas na época da Grande Depressão...

Nós, reles mortais, assim como a maioria absoluta dos especialistas, ainda não sabe o que está por trás disso. E pode ser que nunca venhamos a saber. Não acredito que a crise esteja atrelada somente às sub-primes. Algo mais está por trás. Não quero ser o profeta do apocalipse e nem mesmo ficar imaginando “teorias de conspiração”, mas tem alguma coisa que falta ser esclarecida, falta ainda uma peça deste Quebra-cabeças.

Lendo jornais e revistas essa peça ainda não foi encontrada (e não acredito que eu vá a encontrar...). Uma primeira pista pode estar relacionada com o petróleo e com a Guerra do Iraque. Como qualquer outra, essa é uma guerra muito, muito cara mesmo e que tem impacto em absolutamente todos os segmentos de indústria, desde a óbvia Armamentista até no Turismo...

Temos também as eleições americanas para presidente... outra coisa muito cara e que tem mobilizado toda a nação em campanhas milionárias. Financiadas por quem? De onde vem o dinheiro das campanhas? Não estou falando das fontes declaradas, estou falando das reais...

E, por último, tem uma “guerra” meio que histórica que é a do Dólar e do Ouro... por muitos e muitos anos os EUA fixaram o preço da grama do ouro em dólar. No entanto, foram tantas emissões de moeda que eles foram forçados a quebrar essa amarração. Até hoje esse é um “caso mal resolvido”. E, nesse confuso cenário, o ouro não para de subir (1) e (2).

O fato é que, neste cenário, empresas do mundo todo estão invadindo os Estados Unidos e comprando empresas americanas por preços bastante atrativos. Talvez o marco zero dessa nova onda tenha sido a compra, pela Lenovo da divisão de computadores pessoais da IBM, em 2004. Na época a compra foi uma grande surpresa, pelo menos para mim e, acredito, para o restante dos mortais... uma empresa chinesa comprando parte da IBM? Definitivamente este foi um momento decisivo em nossa “economia”.

Quer outra, mais perto de casa? Pois quem não se lembra da compra da Swift pela nossa Friboi por US$ 1.4 Bilhões, em meados do ano passado? Vale lembrar que a Swift é uma empresa americana com 150 anos de história e faturamento 10 vezes maior do que o da Friboi...

Mais uma, também em nossas terras? Em fevereiro último a Votorantin Cimentos adquiriu por valor não divulgado a fabricante de concreto e agregados Prairie...

Enfim, a lista é longa e passa por empresas de vários segmentos como tecnologia da informação, frigoríficos, construção civil, automobilístico, só para citar alguns.

Não sou economista (minha esposa é), mas me parece que o cenário internacional hoje é extremamente positivo para compras nos EUA... É hora de aproveitar.

Vamos à Disney?

(1) http://afp.google.com/article/ALeqM5gorb8q2qWil0Fp3EURk_qO-l8Uow
(2) http://br.geocities.com/guaikuru0003/keynes.html#padraoouro

domingo, 9 de março de 2008

TI - Uma "Indústria Temática"?

A Indústria de Tecnologia da Informação (TI) é, seguramente, uma das mais dinâmicas. Em parte, pode-se atribuir esta característica ao fato dela ser composta e sofrer influência direta de diversas outras indústrias que tem se desenvolvido muito nas últimas décadas, como a das telecomunicações e eletrônica, por exemplo. É interessante notar, porém, que ao mesmo tempo em que ela avança junto com outras indústrias, ela também se desenvolve utilizando-se de "temas"... como Web 2.0 ou SOA, por exemplo, que são os mais atuais.

Esta característica, de ser uma “Indústria Temática”, pode ter sido uma grande sacada de marketing. De fato, em alguns momentos temos a clara percepção de que o conteúdo do que estamos avaliando é muito similar a algo já visto antes, com um tempero diferente. O fato, no entanto, é que esta indústria passou a trabalhar mais fortemente com "temas" a partir do final dos anos 80/início dos anos 90, com o surgimento da microinformática.

O período AT (Antes dos Temas)

Antes desta transformação, era uma indústria hermética, fechada que tinha como característica ser voltada para as grandes empresas, fornecendo ítens de infraestrutura, como mainframes, super-minis computadores e unidades de armazenamento.

Os primeiros Temas


Com o surgimento dos microcomputadores, na década de 80, e com o aumento do uso dos “micros” por empresas de todos os portes e por pessoas físicas, apareceu o primeiro tema , o da "Computação Pessoal". A mídia passou a explorar o assunto como algo revolucionário e a indústria se beneficiou enormemente, pegando uma carona para o que realmente foi uma revolução, com a venda de centenas de milhares de computadores pessoais. Era a época do "Personal Computer". O equipamento chegou a ser capa da Time..


Logo em seguida, com o surgimento das "redes locais", veio o tema de "Trabalho em Grupo" (workgroup). A Lotus (mais tarde comprada pela IBM), foi a primeira empresa a lançar um produto para o mercado corporativo para explorar este tema. Lançou em 1989 o Lotus Notes, que permitia a troca de emails e a colaboração em grupos de trabalho, através do uso de aplicações especialmente desenvolvidas.

A Microsoft também aderiu à idéia e lançou uma versão especial do Windows, o Windows for Workgroups, em outubro de 92, que incorporava recursos para trabalho em pequenas redes locais. A versão vendeu bastante e se tornou um dos sistemas operacionais de sucesso da época, apesar das inúmeras limitações.


Ainda estavamos no início da década de noventa e o mercado assistia a uma chuva de produtos que tinham como proposta principal explorar o Trabalho em Grupo.

Os temas chegam ao mundo corporativo


Logo em seguida a IBM lançou um novo tema no mercado, o eBusiness. Todos os grandes projetos da empresa passaram a ter esse tema como central. E basicamente a idéia era de que seria possível "tocar" todo um negócio utilizando-se de ferramentas de TI. Seria a solução definitiva para áreas tão distintas como bancos-de-dados, correio eletrônico e gestão de projetos. Novamente surgiram inúmeras soluções no mercado, de diversos fornecedores, literalmente inundando as empresas com as soluções mais distintas. Era o início da popularização da Indústria de TI no ambiente corporativo.


O crescimento no uso dos recursos de TI, com a campanha de eBusiness, trouxe novos e maiores desafios. Mais uma vez coube à IBM trazer um novo conceito, o de On Demand. Sua proposta é a de tranformar as empresas em organizações mais ágeis, mais responsivas e, consequentemente, mais competitivas em um mercado onde vantágens nascem e morrem em meses. A idéia é que os recursos de TI possam ser usados de forma similar ao que usamos, por exemplo, a luz em nossa casa... quando necessitamos, ou seja, "sob demanda".


Os desdobramentos desta idéia são muitos e vão desde o uso e respectivo pagamento proporcional ao consumo até a um gerenciamento macro dos recuros de uma empresa, formando um "grid" de componentes que possam ser melhor utilizados pelos diversos departamentos. Na época de lançamento da campanha “On Demand”, a IBM colocou anúncios de página dupla nos principais jornais americanos para explicar o tema. E não eram simplesmente anúncios em jornais da Indústria de Tecnologia, mas em jornais populares, o que demonstra claramente a importância da difusão da idéia do tema pelo público mais variado. A idéia por trás deste movimento, mais do que simplesmente lançar um novo tema, era de se posicionar como “a lançadora” do tema, como uma empresa que está na liderança da indústria.

Os Temas atuais

Mais recentemente surgiram novos temas, como SOA, Service Oriented Architecture, e Web 2.0. E mais uma vez, a indústria toda veio atrás e os principais players como HP, Oracle, SAP também passaram a explorar o assunto.

Diz a lenda que o termo “Web 2.0” foi cunhado em 2003, durante uma sessão de brainstorming patrocinada pela empresa O’Really. Seu pai chama-se Dale Dougherty, então o VP de Media da empresa.

Na prática, o conceito de uma segunda versão para a WWW foi motivado por diversas análises do cenário da época. Em linhas gerais, duas foram as principais características. A primeira delas, o “estouro da bolha” em 2001. O consenso era de que este estouro marcou o final da primeira fase da Internet como a conheciamos. Ele representava o amadurecimento de uma “tecnologia”, o “rito de passagem” para uma nova fase, a sua “nova versão”.

A segunda grande característica é que nesta nova “versão” a WWW seria mais interativa, mais social, em contrapartida à primeira fase, onde os sites eram estáticos, a maioria escritos em uma linguagem padrão e simples. Com o surgimento de novas tecnologias foi possível criar novos sites com serviços interativos, blogs, redes sociais, comunidades, etc. Fortes players desta fase são a Google, o Orkut (hoje da Google), o MySpace e outros mais.

Um bom exemplo de um site em “Web 2.0” e ao mesmo tempo um diretório de empresas com ofertas para este ambiente é o “Go2Web20” (http://www.go2web20.net/). Desde sua construção até seu conteúdo, tipicamente é um bom exemplo da proposta de Web 2.0. Outro claro exemplo é o Google Maps (http://maps.google.com/), hoje utilizado em conjunto com outros sites e soluções naquilo que foi batizado de “Mashup”, onde o conteúdo do Google Maps é usado, por exemplo, para localizar uma determinada loja. Diversos sites de lojas e empresas usam esse recurso. Para dar um último exemplo, a Wikipedia, (www.wikipedia.com), uma mega “enciclopédia” do mundo virtual.

Temas, temas e mais temas...

Parece que, neste exato momento, estamos surfando esta nova onda, da Web 2.0. Será que já estamos usufruindo de todos os seus benefícios? Será que muitos deles vão simplesmente desaparecer em um processo de seleção natural?

Qual será o novo grande Tema desta indústria? Quando ele será lançado? As apostas são as mais variadas, mas usualmente apontam para “WiMax”, “Redes Sociais 2.0” e outros mais. O fato é que definitivamente esta é uma indústria marcada por Temas, que vem se renovando nos últimos 20 anos e apontando o futuro da “Tecnologia da Informação”.

No fundo, talvez, IT represente mesmo uma “Indústria Temática”...

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Microsoft e Yahoo! - Por que a Google é contra?

O que leva a Google a se posicionar de forma tão agressiva contra a oferta feita pela Microsoft para compra da Yahoo!? Definitivamente não existe uma resposta simples e única, mas vamos a alguns dos principais pontos...
  1. O mercado de usuários de correio via WebMail

    WebMail é uma das ferramentas mais utilizadas no mundo virtual com milhões de usuários. E adivinha quem lidera este mercado hoje... a Yahoo! com mais de 256 milhões de visitantes no mês de dezembro de 2007, seguida de perto pela própria Microsoft, com 255 milhões de visitas... a Google vem somente em terceiro lugar, bem distante, com menos de 100 milhões de visitantes (dados da comScore (1)).

    Dá pra sentir a dor da Google ao ver os dois principais líderes deste mercado se unindo e abrindo um espaço muito maior, não? Pois é... e cada usuário da Microsoft e da Yahoo! pode significar muito valor quando se trabalha no mundo da publicidade online.

  2. A concentração do mercado de publicidade online

    A milionária indústria de publicidade online está passando por uma forte concentração nos últimos dois anos. No dia 17 de abril do ano passado a Google fez uma oferta de US$ 3.1 Bilhões pela compra da DoubleClick (2) , uma empresa especializada em publicidade online. O problema? Segundo o Wall Street Journal, a Microsoft estava de olha DoubleClick... A resposta da Microsoft veio em dois campos distintos...

    Por um lado, a Microsoft abriu uma campanha pública e legal contra o negócio. Para se ter uma idéia, a Microsoft chegou a testemunhar no Congresso americano contra a transação. Isso sem falar em inúmeros processos anti-trust liderados pela Microsoft. O negócio só recebeu o aval final da Federal Trade Commission (FTC) no dia 20 de dezembro de 2007, depois de muita luta e, principalmente, muita despesa.

    Ao mesmo tempo, a Microsoft partiu para a compra de outra empresa especializada no mercado de publicidade online e comprou a aQuantive por US$ 6 bilhões em 18 de maio de 2007. O negócio foi concretizado depois de passar pelo crivo dos reguladores de mercado e aprovado em 10 de agosto do ano passado.

    A Yahoo! tem entre seus principais pontos de valor uma ferramenta para anúncios online e este é definitivamente, um dos objetivos da Microsoft ao comprar a empresa. A Yahoo! e a Microsoft ocupam as posições número 1 e 2 respectivamente no mercado de notícias financeiras. Uma união destas duas consolidaria um líder absolutamente inconteste neste segmento, o que seria um grande problema para a Google.

  3. "WebSoftware"

    O espaço que vem sendo conquistado pelo software utilizado diretamente na Web, sem licença de uso, cresce a cada dia. E entre os principais players estão exatamente a Google, a Yahoo! e a Microsoft... mas em papeis distintos. Enquanto as duas primeiras estão muito bem posicionadas neste segmento, a Microsoft ainda mantem seu modelo de negócio baseado fundamentalmente na venda de licenças de software (Windows e Office). A renda proveniente do licenciamento do Office ainda é o principal componente do resultado da Microsoft. E a tendência de mudança neste mercado é muito grande...

    Na semana passada a Google lançou mais uma nova versão da sua suite de produtividade para uso on-line, a Google Apps Team Edition. Sem custo (pelo menos para usuários domésticos por enquanto) e com um custo menor do que o da Microsoft para os usuários corporativos. A Yahoo! também procura navegar por estes mares. Este é mais um dos motivos pelos quais a Microsoft quer a Yahoo! (3)... e mais um motivo pelo qual a Google é contra o negócio.
É claro que existem muitos outros motivos mas, seguramente, estes três são pontos cruciais nesta transação. Além deles, deve-se lembrar, também que, ainda de acordo com a comScore, a Microsoft é a número 1 e a Yahoo! a segunda colocada no também multimilionário business de mensagens instantâneas pela Web.

Não é de se estranhar, portanto, o posicionamento da Google, contra a transação. Durante a última semana executivos da Google entraram em contato com executivos da Yahoo! para oferecer alternativas à oferta da Microsoft. A principal delas, pelo menos até o momento, parece ser a Yahoo! fazer um outsourcing do seu business de propaganda associado com as suas ferramentas de busca com a Google... A tecnologia em uso pela Google tem gerado, nos últimos anos, muito mais renda do que a da Yahoo!, mesmo quando comparado com a sua mais nova versão, chamada "Panamá" (4).

Novos movimentos são esperados para as próximas semanas... Inclusive com a possibilidade de novos players entrarem em cena.

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(1) A comScore é uma empresa de pesquisa de marketing na Internet (www.comscore.com)

(2) A DoubleClick foi criada em 1995, ainda com o nome de Internet Advertising Network (IAN) 1996 (1) como uma empresa especializada em publicidade online. Foi rebatizada em 1996, ao ser adquirida pela Poppe-Tyson (uma divisão da Bozell, Jacobs, Kenyon & Eckhardt Advertising). Foi a primeira de uma série de aquisições sofridas pela empresa. Pode-se dizer que é uma das raras sobreviventes do mundo "pontoCom" ao estouro da bolha da Internet, no ano 2000. Entre seus principais clientes estão a própria Microsoft, a GM, Coca-Cola, Motorola, L'Oreal e muitas outras.

(3) Mais detalhes em "http://www.nytimes.com/2008/02/09/technology/09free.html?hp"

(4) Mais detalhes em "http://www.nytimes.com/2008/02/09/technology/09cnd-yahoo.html?hp"

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Microsoft e Yahoo!

No primeiro dia de fevereiro, quinta-feira passada, a Microsoft fez uma "oferta hostil" (1) para comprar a Yahoo!. Foi o maior valor já oferecido pela compra de uma empresa de Tecnologia, US$ 44.6 bilhões. Segundo alguns analistas do setor, foi um claro movimento "desesperado" da Microsoft na direção de tentar recuperar terreno perdido no cyber espaço. Mas o que mais pode estar por trás deste movimento?


Parte 1: A Internet

A Microsoft, em seus dias de ouro do Office, não deu atenção para a Internet. A Internet cresceu, outras empresas ganharam espaço e a Microsoft foi ficando para trás. Volta e meia a Microsoft é obrigada a "pagar uma taxa" para tentar evitar que alguma outra empresa cresça muito neste território e a deixe completamente de fora do jogo.

Uma das empresas que ganhou mais destaque neste campo foi a Google. Fundada em 1998 por dois alunos de doutorado da Universidade de Stanford (Larry Page e Sergey Brin), viu seu valor crescer vertiginosamente ano após ano. Nasceu de uma idéia simples, a de tentar navegar de forma clara e segura por entre a enormidade de informações disponíveis na Internet que, já naquela época, assustava. Hoje é quase um sinônimo para Internet, e entrou para o seleto grupo de empresas cujo nome passou a representar a classe, como Gillette, Coca-cola... quando se quer fazer uma pesquisa sobre qualquer coisa na Internet, é comum se dizer "google it", como quem diz, use o google para achar isso...

A Google é, hoje, o maior problema da Microsoft. Nasceu como uma empresa com um sofisticado instrumento de busca na Web e cresceu seus tentáculos para diversas áreas distintas. E olha que ela não estava sozinha nesse espaço. Outras empresas, como a Altavista, a MSN e a própria Yahoo! também lançaram ferramentas de busca. No entanto, hoje, mais de 60% do mercado é da Google... dois terços do mercado. e a Microsoft tem menos de 10%.

A Google cresceu junto com a Internet. No início dos tempos, na época da "bolha da Internet", por exemplo, ainda havia muita dúvida se a Internet poderia mesmo vir a ser um ambiente para negócios de verdade... Muito se discutiu sobre isto na época. Muitas empresas nasceram e morreram em pouco tempo. Mas a Internet acabou sendo uma nova fronteira e quem conseguiu sobreviver se deu bem, muito bem.

Pois acontece que um dos principais negócios da Internet é a venda de anúncios. Anunciar na Web pode ser o melhor ou o pior investimento feito por uma empresa. E como tentar garantir que seja um bom investimento? Novamente vem a Google, com um sofisticado mecanismo para anunciantes na Web. E, aí, tem muito dinheiro envolvido.

AdSense (para conteúdo e para pesquisa) é o nome que a Google deu para um mecanismo que indexa automaticamente o conteúdo das páginas da Internet e apresenta anúncios teoricamente mais relevantes para o navegador.


Parte 2: Software as a Serivce

Para complicar um pouco mais a já complicada vida da Microsoft, o crescimento da Internet, sustentado por um crescimento sem igual das tecnologias que a suportam, criou um ambiente novo, com inúmeras novas possibilidades de negócio. A que vem chamando mais a atenção da indústria hoje é a que foi batizada de “Software as a Service” (SaaS).

Em linhas gerais, “Saas” significa a possibilidade de termos o benefício de um determinado software sem comprar a licença de uso do mesmo. Por exemplo, quantas vezes não quisemos editar uma fotografia qualquer e não o fizemos por que não tinhamos uma licença do Adobe Photoshop ou de algum outro software similar? Que tal se pudessemos “alugar” o Photoshop por 4 horas para fazer o trabalho que queremos?

Para uma empresa, os benefícios do conceito SaaS podem ser ainda muito maiores. Quando uma empresa qualquer deseja ter um determinado serviço, ou funcionalidade, normalmente ela adquire um software para isso. O problema é que para que o software possa ser usado, ele precisa de máquinas e pessoas para operá-lo e administrá-lo. E isso custa muito, muito dinheiro mesmo.

A idéia de SaaS não é nova. O ponto é que ela está se tornando viável exatamente devido ao crescimento da tecnologia que suporta a Internet. Para que uma empresa possa obter os benefícios de um determinado software, é fundamental que ele esteja disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana (2) e isto não era possível até a bem pouco tempo.

O que está por trás de tudo isso? A Internet mais uma vez... e a Microsoft, novamente, está muito mal posicionada. Para recuperar rapidamente este terreno, só tem uma forma... comprar terreno... comprar uma empresa que esteja bem posicionada e que possa rapidamente permitir que a Microsoft faça parte deste clube.

Parte 3: A oportunidade

O namoro é antigo e no caso da Yahoo! vem desde 2006... é claro que a Microsoft já vem namorando uma ou outra empresa além da Yahoo! também. Só que agora apareceu um bom momento. Com a crise das hipotécas subprime no mercado norteamericano e seu principal desdobramento, os mega prejuízos dos grandes bancos, o mercado de ações reagiu muito mal. As ações despencaram e o valor de mercado das empresas diminuiu sensivelmente. Algumas empresas chegaram a perder quase 40% de valor em poucas semanas. A Google viu seu valor de mercado passar de pouco mais de US$ 230 Bilhões para cerca de US$ 150 Bilhões em poucos meses. A Yahoo! também teve queda forte, valendo hoje aproximadamente US$ 40 Bilhões. Uma excelente oportunidade para quem tem dinheiro em caxa. E a Microsoft tem muito dinheiro em caixa. Juntou a fome com a vontade de comer (3).

Para completar, a Yahoo! vinha apresentando problemas em seus resultados já há alguns anos. Desde 2004 tem apresentado dificuldades em recuperar performance. As primeiras conversas da Microsoft com a Yahoo!, em 2006, não foram a frente. Em 2007 mais uma tentativa, recusada pela Yahoo!, que acreditava em recuperar-se durante 2007. Nada feito. O gráfico abaixo mostra o crescimento do valor das açòes da Google (em vermelho), comparado ao desempenho da Yahoo! (4).


A Microsoft, desta vez, foi muito ágil. O principal executivo da Yahoo! Foi informado de que sua empresa seria alvo de uma oferta na véspera, à noite... provavelmente nem dormiu e passou horas ao telefone.

Para se ter uma idéia do tamanho do negócio e de seu significado para as duas empresas, basta comparar o valor oferecido, US$ 44.6 Bilhões, com o faturamento annual da Microsoft... US$ 52 Bilhões... ou com o da Yahoo!, que é de US$ 7 Bilhões... Estamos falando de uma oferta cujo valor é de aproximadamente o faturamento anual da Microsoft e de 8 vezes o da Yahoo!

É claro que não podemos avaliar o impacto desta aquisição com base apenas nestes valores. A expectativa da Microsoft é de “economizar” cerca de US$ 1 Bilhão por ano com a aquisição. Além disso, o potencial de novos negócios aumenta muito.

Epílogo: O que vem por aí?

O que vai acontecer ainda é muito cedo para saber. Antes de mais nada, a aquisição tem que ser aprovada pelo conselho da Yahoo! e pelos órgãos reguladores de mercado norte-americanos. Isso não deve ser problema, mas vai demorar alguns meses. Depois disso, muita incerteza pela frente. Provavelmente teremos que aguardar um ano antes de avaliar se foi ou não um bom movimento.

É natural esperar que outros movimentos acontençam nos próximos meses. Será que a Google vai contra-atacar? O que esperar de outras empresas do setor como a IBM, por exemplo? O mercado continua com bons preços para compradores, principalmente para aqueles que estão com muito dinheiro em caixa, caso da Microsoft, da IBM e da Google.

A Microsoft tem um histórico de batalhas ganhas... Já foi assim com a luta entre o sistema operacional Windows e o IBM OS/2, no início da década de 90 e mais recentemente, pelo domínio dos navegadores de Internet. Ganhou as duas... por onde anda o Netscape? Alguem se lembra dele? E o OS/2?

Os próximos meses prometem fortes emoções...

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(1) Uma "oferta hostil" é uma tentativa de uma empresa de comprar outra, diretamente adquirindo ações dela na bolsa de valores, sem que haja um acordo prévio entre as partes. Depois desta "compra", para que o processo seja efetivamente concluido, ele ainda tem que passar por aprovações de órgãos reguladores do mercado americano. É raro não ser aprovado, muito raro.

(2) Normalmente a disponibilidade de um serviço deste tipo é registrada em um Contrato de Nível de Serviço (de SLA, Service Level Agreement) e pode ou não ser do tipo 24x7 (24 horas por dia, 7 dias por semana).

(3) Não é de admirar que outras empresas também tenham partido para o ataque, como o caso da Oracle, que adquiriu a BEA. E é bem provável que, caso o mercado continue na crise em que está, outras aquisições ainda venham a ocorrer.

(4) As ações da Google somente começaram a ser negociadas em bolsa no dia 19 de agosto de 2004 enquanto as da Yahoo! são comercializadas desde o dia 12 de abril de 1996