Sábado, 11 de Julho de 2009

Seleção Natural em Gestão de Projetos

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Minha principal missão profissional, hoje, é gerenciar um portfolio de 64 projetos. Calma, não estou falando de "gerência de projetos" como estamos acostumados. Isso seria, provavelmente, impossível. Minha missão é coordenar, garantir que os responsáveis por cada um destes projetos estejam efetivamente "ligados" nos seus projetos... é garantir que eles estejam "regando o jardim diariamente".

Estes projetos estão intimamente ligados com um Programa de crescimento para os próximos 3 anos (no meu caso, em particular, PMO está diretamente associado a Program Management Office). E o sucesso desta iniciativa depende diretamente do sucesso destes projetos De um horizonte de 3 anos, já percorremos 6 meses e, posso dizer, cheguei a algumas conclusões bem interessantes... a principal delas é que em um portfolio deste tamanho, inserido em um cenário macroeconômico extremamente complexo, em um momento econômico mundial de crise e travando uma disputa diária com os objetivos de "curto prazo" leva a uma Seleção Natural de Projetos.

Como isso acontece? É simples... sem a devida atenção, alguns projetos simplesmente morrem. deixam de existir, perdem prioridade ou são abandonados diante das demandas do curto prazo.

Daí a importância de um PMO com uma visão abrangente e de longo prazo. O conflito entre o curto e o longo prazo é diário, é um conflito de "curto prazo" por natureza... a cada dia são cobradas ações e resultados, sempre de "curto prazo".

E qual o segredo para garantir a sobrevivência destes projetos por um prazo maior do que 3 meses? Basicamente, disciplina, foco e sócios... muita disciplina para que um projeto não seja completamente esquecido e para que suas etapas sejam cumpridas... muito foco para impedir que as distrações do curto prazo não roubem a necessária atenção que um projeto demanda... e sócios, pois sozinho não é possível garantir o progresso de um projeto qualquer.

A Seleção Natural de Projetos só pode ser minimizada com uma boa gestão de um PMO mas, sem disciplina, foco e sócios, muitas dificuldades se apresentarão.

Apenas complementando, é natural que alguns projetos realmente "morram". Aliás, é parte da missão do PMO validar continuamente se determinados projetos devem continuar a existir. Meu ponto aqui é que, sem uma boa gestão, projetos importantes podem deixar de existir e que a parte mais difícil da missão de um PMO é garantir sua sobrevivência.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Choque de Gerações no Facebook

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Tá bom, entrei no Facebook... pra ser honesto, ainda não sei por que, mas não resisti a tanta mídia sobre o site e, recebendo um convite de um amigo, resolvi entrar pra testar. Aliás, já entrei em tantos sites de relacionamento que as vezes me pergunto "pra que mais um?" ... LinkedIn, Plaxo, MSM, Xing, Orkut (isso mesmo, já tive conta até no Orkut mas deixo logo claro que já sai) e, agora, o Facebook...

Ainda tenho uma longa estrada pela frente pra entender pra que ele realmente serve mas, independente disso, navegando pela Internet em um dos blogs que recomendo, encontrei um post bastante interessante (1). O texto fala sobre a criação de um site (um blog) chamado "My Parents Joined Facebook". Mas o pior ainda está por vir... logo no subtítulo ele diz "Parabéns! Seus pais acabaram de registar-se no Facebook. Sua vida, oficialmente, já era"...

E o curioso é que ele pede a todos aqueles que tenham recebido um convite de seus pais para serem "amigos" no Facebook que enviem um email para eles... como uma forma pública de "protesto".

Ao fazer isso, o site acaba esbarrando em alguns aspectos bem interessantes deste início de século... (i) o choque de gerações entre pais e filhos na Internet e (ii) a disputa por privacidade online.

A nova geração, os "Nativos Digitais", entende que a Internet é um terreno deles... dificilmente aceitam o fato de seus pais também serem "surfistas digitais"... pior ainda quando seus progenitores entram em sites como o Facebook e começam a navegar nos mesmos locais que eles já frequentam... é quase como se os pais também frequentessem os mesmos lugares que eles vão junto com amigos para se divertir, à noite ou em um final de semana. E, convenhamos, (quase) ninguem quer a companhia dos pais numa balada.

O segundo aspecto é ainda mais interessante. Quando os pais passam a frequentar o Facebook e convidam os filhos para serem seus "amigos", na prática passam, na visão dos filhos, a "invadir" sua privacidade... ou seja, tudo aquilo que é feito na Internet, e que é público por natureza, passa a ser do conhecimento dos pais... uma senhora falta de privacidade. Apesar de serem informações publicadas, em tese o entendimento é que não deveriam ser acessadas pelos seus pais, mas somente por "sua tribo".

A discussão é complexa e tem várias dimensões. O site é, no mínimo, divertido, e reflete como poucos o choque de gerações entre os Nativos Digitais os "pré Internet"... Até o momento, não há vencedores. O fato é que abriu-se uma nova fronteira nesta "guerra de gerações", uma fronteira digital. Afinal, será que estes sites são também para "os mais velhos"? (2)

Ops, já ia me esquecendo... logo no início do site os seus criadores, Jeanne e Erika, deixam claro que amam seus pais. Ah, bem!

lol

(1) http://blogs.law.harvard.edu/digitalnatives/2009/05/18/my-parents-joined-facebook-personalized-clubhouses-and-divergent-social-norms-online/
(2) http://www.zephoria.org/thoughts/archives/2009/05/18/is_facebook_for.html

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Viagem só de ida para Neverland...

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Mais uma vez, a indústria fonográfica perde um de seus maiores ícones de forma abrupta, ainda jovem... Michael Jackson marcou de forma única toda uma geração. Não existe uma única pessoa no planeta que tenha vivido os anos 80 ou 90 que não tenha ouvido falar dele. Podem ter gostado ou não, mas seguramente ouviram falar dele e de suas músicas. "Thriller" foi um marco para toda uma geração. Ele vendeu 750 milhões de discos (1).

Michael Jackson tinha, no entanto, uma característica marcante... ele não queria envelhecer. E lutou como poucos para se manter, pelo menos nas aparências, jovem. A briga dele contra o relógio custou caro, muito caro... e fez estragos tanto em sua conta corrente quanto na sua saúde.

A verdade é que seria difícil imaginar Michael Jackson com 60 ou 70 anos... ele nunca envelheceria... Michael Jackson é Peter Pan... E Peter Pan sempre foi e sempre será jovem.

Assim vai ficar a imagem dele, que se despediu em uma viagem só de ida para Neverland.

Que tenha uma Boa Viagem...

(1) http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,michael-jackson-carreira-de-750-milhoes-de-discos-vendidos,393505,0.htm

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Educação Fundamental e Informática - Um projeto Municipal que está dando certo...

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Como vimos anteriormente em (1), para termos "melhores professores" um dos 3 principais pontos de atenção são as escolas. Melhorias na infraestrutura das salas de aula podem ter impacto positivo na qualidade dos professores e das aulas ministradas, com melhoria significativa no rendimento dos alunos.

Neste sentido, um dos grandes desafios da educação, não somente no Brasil mas em todo o mundo, é garantir que os alunos e professores tenham acesso aos recentes progressos tecnológicos. Ter um computador por aluno ainda é quase um sonho distante na maioria absoluta das escolas brasileiras. Este sonho, no entanto, já está bem próximo da realidade em Piraí, interior do Estado do Rio de Janeiro.

A cidade, durante décadas, sustentou a economia local com os empregos gerados pela ainda estatal Light, empresa de iluminação pública). Em 21 de maio de 96, a empresa foi privatizada em leilão na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (2), provocando uma forte onda de demissões. Autoridades locais planejaram, então, algumas ações para atrair novas empresas para a região. O problema é que não bastou o tradicional modelo de "redução de impostos". Havia um entrave ainda maior, que era a falta de mão-de-obra qualificada... E, para avançar, era fundamental que fossem feitos investimentos em educação.

Em parceria com o Governo do Estado, o município conseguiu um aporte de R$ 4 milhões para adquirir os equipamentos necessários (laptops). Além disso, a prefeitura ainda entrou com mais quase R$ 2 milhões, para investimentos em infraestrutura e treinamento dos professores.

Com isso, Piraí está se tornando o primeiro município do Estado do Rio de Janeiro a ter um computador para cada aluno matriculado na rede pública de ensino (rede pública de ensino infantil, fundamental e APAE, além dos professores da cidade) e conectados a internet por banda larga nas escolas.

Para se ter uma idéia do impacto que computadores podem ter em sala de aula, o INDEB (Índice de Desenvolvimento de Educação Básica, (3)) de uma escola no município fluminense de Arrozal era de 2.2 e passou para 4.8 depois da introdução dos computadores. O INDEB é um índice criado pelo MEC em Abril de 2007 para sintetizar o desempenho escolar dos alunos e varia de 0 a 10. A meta Brasileira para o ensino básico, atualmente está em torno de 4 pontos, com o objetivo de se atingir 6 em 2021 (4).

O projeto que sustentou todo o investimento já feito é bem amplo e cobriu desde infraestrutura de fibras óticas para acesso a Internet em Banda Larga, aquisição de equipamentos como laptops e servidores, bem como treinamento especializado para os professores do município (4).

Resultados Práticos

Os primeiros resultados dos investimentos já são animadores... Segundo o estudo apresentado por Edson Sadao, Mestre e Doutorando em Administração Pública e Governo pela pela FGV-EAESP (5), desde a inauguração da rede de tecnologia, em fevereiro de 2004, já foram criados cerca de 1.500 empregos diretos e outros 2.000 empregos indiretos. Considerando que a cidade tem aproximadamente 23 mil habitantes, o número é bastante significativo. Além disso, um número maior de empresas tem procurado a região para iniciar operações.

Uma primeira conclusão a que se pode chegar é que onde existe planejamento sério em relação a Educação e, principalmente, compromisso na execução, o sucesso é garantido... Mais mão-de-obra qualificada significa mais empresas, mais empregos, melhores salários e, finalmente, crescimento sustentado da região...

Parabéns ao Governo Municipal de Piraí pela iniciativa e ao Governo do Estado por suportá-la. Que o Governo do Estado leve este programa aos outros municípios onde, hoje, temos hum milhão e meio de crianças no ensino fundamental aguardando! (5)

(1) http://fgfmendes.blogspot.com/2009/03/como-ter-melhores-professores.html
(2) http://pt.wikipedia.org/wiki/Light_(Rio_de_Janeiro)
(3) http://ideb.inep.gov.br/Site/
(4) http://tribunaregiao.com.br/cotidiano/noticias.php?idNot=5375
(5) http://74.125.47.132/search?q=cache:aKc4FwUiAaQJ:www.ritla.net/index.php%3Foption%3Dcom_docman%26task%3Ddoc_download%26gid%3D76+pirai+e+informatizacao&cd=6&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br&client=firefox-a
(6) http://www.decisionreport.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=4630&sid=2

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

O "Guitar Hero" e a Indústria Fonográfica - 2

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Neste final de semana assistimos a queda de um dos mais representativos bastiões da antiga Indústria Fonográfica... fechou definitivamente a última Virgin Megastore nos Estados Unidos (1). Localizada em Nova Iorque, a loja queimou estoque, com descontos de até 90% em vários ítens.

Na prática, segue o mesmo movimento da inglêsa HMV, que já havia encerrado as atividades nos EUA em 2004, e da Tower Records, que chegou a ter 89 lojas nos EUA, fechando a última em 2006.

Sinal dos tempos...

(1) http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/06/15/ultima-loja-da-virgin-nos-estados-unidos-fecha-as-portas-756345121.asp

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Como destruir a visão romântica dos anos 60 em 200 páginas...

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Rock and Roll, Hippies, amor livre, as revoltas da juventude em 68, Woodstock, contracultura, idealismo... todos estes "eventos" nos remetem aos anos 60... Kennedy, Marylin Monroe, Cuba e Bahia dos Porcos, Guerra Fria... estes também...

Em minha "romântica" visão dos anos 60, Kennedy era um presidente jovem, carismático, com uma família feliz e que vivia em um mundo "quase perfeito"... Marylin era uma atriz de enorme sucesso, com fama internacional e que também vivia feliz... será?

Talvez não... aliás, acho que nunca estive tão longe da realidade. Acabei de ler "Marylin e JFK", escrito por François Forestier (1) e lançado pela Editora Objetiva. Trata-se de um interessante relato de uma época em que absolutamente ninguem era santo...

JFK vem de uma tradicional família católica irlandesa que fez fortuna com o contrabando de bebidas alcoólicas, durante a lei seca (1919 a 1933). Além disso, era um "Don Juan" no melhor sentido da palavra, recebendo mulheres de todos os tipos livremente dentro da Casa Branca... muitas vezes ele despachava sua esposa para a fazenda dos Kennedy para ficar mais a vontade... em outras ocasiões, mandava ver com ela em casa mesmo. E com o devido registro no livro de visitantes da Casa Branca!

Marylin era uma cortesã de primeira grandeza... mulher fácil, sem escrúpulos, que aos seus 30 anos tinha colecionado dezenas de amantes, internações em clínicas de reabilitação e abortos... já tinha feito incríveis 13 abortos! Era conhecida por ser especialista em determinadas "artes", tendo sido filmada em uma de suas performances. O vídeo foi recentemente adquirido por um "colecionador" por US$ 1.5 Milhão (2). Além disso, tinha uma paranóia impressionante de ser a primeira-dama...

Os momentos íntimos de JFK e Marylin foram devidamente gravados em áudio. As ligações telefônicas entre eles e seus amantes, devidamente registradas. Cúmplices aos montes, dentro da Casa Branca e na própria família Kennedy, protegiam o "status quo", enviando Jackie para Glen Ora, a fazenda dos Kennedy em Virginia... assim a mantinham afastada para que o presidente "queridinho da américa" satisfizesse seus desejos.

E isso é somente a "ponta do iceberg". Por trás de tudo isso, um mundo promíscuo envolvendo artistas (uma lista incrível liderada por Frank Sinatra, Dean Martin, Sammy Davis Jr e outros mais), políticos (Richard Nixon e outros companheiros senadores, deputados), investigadores da CIA, FBI, além de espiões Russos e Americanos... O incrível é que todos se espionavam mutuamente, gerando toneladas de gravações, transcrições e relatórios. Era uma verdadeira "teia" de espionagem, investigações e chantágens.

Em uma de suas últimas performances em público, Marylin canta Parabéns para Você no aniversário de Kennedy... (3). Absolutamente trágico... um presságio para o que viria pela frente... Em 5 de agosto de 1962 ela é encontada morta em sua residência. A versão oficial, overdose. Estranhamente, no entanto, para uma das pessoas mais "grampeadas" da década de sessenta, toda a documentação do FBI sobre a sua morte teve o mesmo destino que os registros da autópsia... simplesmente desapareceram... Queima de arquivo?

Longe de ser um livro imperdível ele é, seguramente, uma fotografia bem deprimente de uma época frequentemente lembrada de forma tão romântica... É claro que existem outras leituras da mesma época, muitas até mesmo românticas, idealizadas... mas, para mim, os "anos 60" ficaram manchados... pelo menos em minha, até então, inocente visão...

(1) http://www.objetiva.com.br/objetiva/cs/?q=node/1735
(2) http://revistaonline.wordpress.com/2008/04/14/filme-com-marilyn-fazendo-sexo-oral-e-vendido-por-us-15-mi/
(3) http://www.youtube.com/watch?v=k4SLSlSmW74

O "Guitar Hero" e a Indústria Fonográfica

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Algumas indústrias são mais dinâmicas do que outras... Assim como alguns mercados também o são. A indústria do Petróleo, por exemplo, é extremamente lenta quando falamos em termos de transformação... só recentemente empresas do setor tem se reposicionado como empresas de Energia, e não somente de fornecimento de óleo e seus derivados. A Petrobras é um bom exemplo. Outros segmentos, como o da telefonia, eletrônica e entretenimento, são extremamente dinâmicos e sofrem transformações constantemente. A indústria fonográfica é uma das que tem sofrido transformações mais radicais nos últimos 20 ou 30 anos, com um ritmo mais acelerado nos últimos 5 anos.

As transformações por que vem passando a indústria fonográfica são extremamente radicais. Desde os tempos do disco de vinil, menos de 15 ou 20 anos atrás, até a criação de formatos digitais que adotam por base o popular algorítmo de compressão MP3 (1) muita coisa vem mudando. Lojas especializadas na venda de discos, CDs e DVDs estão sofrendo um forte impacto e a maioria está simplesmente fechando... basta ver o caso das mega-lojas Virgin nos EUA que anunciaram, em março, o encerramento dos negócios (2).

Neste cenário turbulento e confuso, eis que surge um novo componente que pode dar um folego diferenciado para a indústria fonográfica... e vem de um segmento tão dinâmico quanto... o de entretenimento, mais precisamente o de jogos eletrônicos. O "Guitar Hero", disponível para várias plataformas, tem atingido vendas absolutamente inacreditáveis... e, o mais interessante, tem impactado diretamente nas vendas de álbuns das bandas que nele "colocaram" músicas.

Recentemente fui a uma festa de um pré-adolescente (11 anos) cujo tema foi "Guitar Hero"... e o que mais me impressionou foi que boa parte das crianças conhecia músicas de bandas das décadas de 90, 80, 70 e 60... Meu ponto aqui é que em condições "normais", ou seja, sem o "Guitar Hero", eu não acredito que pré-adolescentes naquela quantidade tivessem conhecimento de músicas do Kiss, Aerosmith, Black Sabbath e outros mais... talvez seus pais, mas não eles... e, mesmo assim, nem todos os pais...

Para se ter uma idéia do impacto que o "Guitar Hero" vem provocando na indústria fonográfica e de jogos eletrônicos, vejam só os pontos abaixo (mais detalhes em 3):
  1. O GH foi o primeiro jogo eletrônico individual a superar a marca de US$ 1 Bilhão em vendas... isso mesmo, um bilhão de dólares em vendas... dados referentes final do ano passado. Mais recentemente foi anunciado que atingiu a US$ 2 bilhões em vendas.

  2. Quando um artista ou banda tem sua música incluida no GH, ele experimenta um aumento nos downloads que varia entre 15% e incríveis 843%...

  3. Considerando somente sua primeira semana de vendas, a edição especial "GH: Aerosmith" vendeu simplesmente três vezes mais do que a banda vendeu em seu último álbum de estúdio
E a sequência de conquistas deste jogo segue em uma interminável fila de recordes... puxando a indústria fonográfica junto, seja com downloads, venda de álbuns, venda de tickets para shows, venda de instrumentos, etc.

Não acredito que o Guitar Hero, ou outras franquias similares, possa trazer de volta a indústria fonográfica como a conheciamos, com suas lojas, álbuns, etc. Definitivamente, existe uma transformação em curso que vai dar uma "nova cara" ao mercado de álbuns e música em geral. Meu ponto aqui é que o "Guitar Hero" está tendo um papel fundamental no desenho do futuro desta indústria.

Com o sucesso já obtido até o momento, seguramente, agora, temos uma verdadeira fila de bandas querendo ter suas músicas incluídas nas próximas edições do jogo... Para este ano já estão programados os lançamentos de edições especiais para o Metallica (4) e para o Van Halen (5).

Quanto tempo ainda vai demorar para termos bandas brasileiras no GH?

(1) http://pt.wikipedia.org/wiki/MP3
(2) http://www.azcentral.com/thingstodo/music/articles/2009/03/16/20090316virginclosing.html
(3) http://www.gamecyte.com/ces-2009-guitar-hero-3-first-game-to-sell-1-billion-and-other-guitar-hero-statistics
(4) http://www.gamercenteronline.net/2009/01/15/guitar-hero-metallica-rocks-out-in-march/
(5) http://www.gamercenteronline.net/2009/05/07/guitar-hero-van-halen-confirmed/