segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O Baleiro e o Choque de Ordem

Há poucos dias o baleiro que ficava há vinte anos na porta do Colégio Teresiano foi expulso, sob o pretexto do Choque de Ordem do novo governo municipal. Certo ou errado... aparentemente certo. Afinal, o baleiro é um ambulante que, muito provavelmente, também incorre nos mesmos problemas de tantos outros que proliferam pela cidade... armazenamento inadequado dos produtos, não recolhimento de impostos e ocupação irregular do espaço público são alguns deles... O baleiro engrossa o percentual de "informais". Afinal, se o poder público deixa...

No entanto, a questão que está por trás é muito mais complexa e atinge diretamente o sistema de gestão do atual governo... assim como qualquer outro governo, e tem a ver com objetivos e prioridades.

O governo não está errado em retirar o baleiro. Ele atua de forma irregular. O ponto aqui é que existem diversos outros problemas, muito mais sérios para serem abordados pelo governo. A energia e os recursos, restritos, como em tudo na vida, deveriam ser direcionadas para os problemas mais sérios. Trata-se de uma questão simples de priorização. E, aparentemente, o governo não sabe priorizar, submetendo-se a pressões políticas e por espaço na mídia.

Agindo desta forma, dando um "choque de ordem" em pleno domingo de sol na praia de Ipanema, o governo chama a atenção, ocupa espaço na mídia, cria uma "imagem" que tanto interessa aos políticos.

Trabalhar os problemas já crônicos de habitação, saúde e educação não dá tanto espaço na mídia nem resultados "imediatos".

O prefeito anterior ficou famoso pelos factóites que criava... será que o novo vai seguir a mesma linha?

De qualquer forma, ainda fico me perguntando... retirar o baleiro da porta do colégio não trás resultados de curto prazo, não ocupa a mídia e não ataca os problemas tão crônicos e críticos de nossa cidade... Por que gastar energia para retirá-lo então? Pressões políticas???

Que volte o baleiro...

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Escolas, Criatividade e Inovação

Sabe-se, faz muito tempo, que nosso sistema educacional tem problemas. Dentre os principais que são recorrentemente mencionados podemos lembrar de professores mal qualificados, salários baixos, péssimas condições das salas de aula, alunos despreparados, etc. A lista é grande e inclui também problemas com o governo e com os pais dos alunos. É, definitivamente, um problema com muitas dimensões e extremamente complexo.

Recentemente recebi um email de um amigo com um link para uma apresentação feita por Ken Robinson, um famoso estudioso das áreas de criatividade e inovação (1). A palestra questiona o sistema educacional "moderno", lançando a tese de que ele inibe e até mesmo destroi a criatividade das crianças. A tese é profunda e até mesmo questionável, mas tem seu valor...

Seu ponto de vista é de que o atual sistema educacional foi desenvolvido ainda no século XIX, com o objetivo de atender às demandas da época, início da Revolução Industrial... ou seja, ainda hoje nossas escolas preparariam alunos para uma realidade próxima à daquela época. Ok, talvez isso seja um exagero. Muitas reformas educacionais foram feitas em todos os países. Mas, mesmo assim, seguramente nossos alunos entram em um sistema preparado "para as massas", para produzir um grande número de alunos com formação muito parecida... praticamente uma "linha de montagem".

São pontos para se pensar. Nós, que temos filhos pequenos, somos educadores e acredito que enteder o ponto de vista de Mr. Ken Robinson pode ser de valor... sendo assim, seguem os links para as duas partes da palestra dele, de 18 minutos.






Vale a pena ouvir!


(1) http://www.sirkenrobinson.com/

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

O Ministério da Saúde adverte... ler faz mal a saúde!

Segundo a definição de Dráuzio Varella (1), a "Azia, também conhecida como refluxo gastroesofágico, ou simplesmente refluxo, é a sensação de queimação causada pelo retorno do suco gástrico para o esôfago. Quando comemos, os alimentos percorrem o esôfago e, antes de chegar ao estômago, atravessam o esfíncter esofágico inferior que deve manter-se fechado após a passagem do bolo alimentar para impedir que os ácidos digestivos refluam pelo esôfago acima. Às vezes, porém, os músculos desse esfíncter perdem a elasticidade e permanecem abertos, permitindo o refluxo que causa dor e a queimação típica da azia.

Geralmente, a acidez estomacal ocorre após as refeições. O estômago cheio pressiona o suco gástrico que flui para o esôfago, porque o funcionamento do esfíncter está alterado."

No caso do nosso Presidente, a origem da Azia, declaradamente, seria a leitura de jornais e revistas. Provavelmente um caso raro de disfunção digestiva, com poucos similares no mundo. Um bom "case" de estudo para os especialistas.

Para nós, brasileiros, no mínimo um sinal de preocupação... mais um, dentro de uma série de pérolas do nosso líder. Entendo perfeitamente que as notícias, hoje em dia, não tem sido das melhores e que é natural que causem preocupação... até mesmo azia. O problema não é esse, e sim ele publicamente manifestar seu desgosto por leitura em geral. É quase que uma "defesa da ignorância"... não leiam! O Ministério da Saúde adverte... ler faz mal a saúde!

Aos milhões de estudantes, não leiam! Definitivamente, este não é o sinal que se espera de um líder de uma nação de analfabetos. O analfabetismo no Brasil ainda atinge a níveis inaceitáveis. Dentro da América do Sul só perdemos para a Bolívia... No total temos mais de 14 milhões de analfabetos com mais de 15 anos... e nosso líder diz que ler lhe causa azia... lamentável.

Enquanto nossos líderes derem este tipo de sinal, não conseguiremos crescer... Educação Básica é fundamental e um dos principais alavancadores é o exemplo... da família, dos amigos e, é claro, dos líderes da nação...

Prefiro acreditar na tese que ele só lê o que lhe interessa, ou seja, opiniões positivas sobre seu "governo"...
Da licença, mas vou tomar meu anti-ácido...

(1) http://drauziovarella.ig.com.br/arquivo/arquivo.asp?doe_id=19
(2) http://noticias.uol.com.br/educacao/ultnot/ult105u5900.jhtm
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Como você se avalia?

A auto-avaliação é um processo BEM complexo ... definitivamente não é um exercício fácil e exige muita disciplina e critério... difícil mas possível, desde que feito com bastante isenção. Mas, afinal, quais seriam bons critérios para uma boa auto-avaliação?

Claro que eu poderia relacionar inúmeros critérios bem práticos, técnicos e mensuráveis. E, sem dúvida alguma, qualquer processo de avaliação deve buscar algo neste sentido. Resultados de vendas, quantidade de novos clientes, crescimento ano a ano são bons critérios e podem ajudar bastante.

No entanto, gostaria de propor uma pequena mudança na forma como nos avaliamos. Não esquecendo os critérios tangíveis, creio que uma boa auto-avaliação pode ser feita com apenas dois critérios: (1) Qual a diferença que focê fez? e (2) Qual o legado que você deixa?

Qual a diferença que você fez?

Qual a diferença que você fez nos resultados obtidos por um time, um departamento ou uma empresa? Qual o valor que você agregou? Em muitos casos, a sua existência ou não, não faria a menor diferença para os resultados atingidos... O time os atingiria mesmo sem a sua participação. Será que, desta forma, você se auto-avaliaria bem? Será que o time te avaliaria bem? Se sua contribuição não foi significativa, o que você está agregando ao time?

Eu considero este como o critério mais sensível neste processo e o mais difícil de avaliar. Afinal, chegar a conclusão, sozinho, de que você não agregou valor a um determinado processo exige muita maturidade e disciplina. Não é para qualquer um...

Qual o legado que você deixa?

Este critério é um pouco mais fácil de avaliar... afinal, "basta" olhar pra trás e analisar aquilo que foi construido diretamente por você. Uma grande venda, um livro, um artigo em uma revista especializada. Todos estes são exemplos claros de como medir o legado que você deixou.

Concluindo...

Eu acredito que estes dois critérios ajudam de maneira clara no processo de auto-avaliação. Claro que não são exaustivos, mas seguramente suportam de forma bastante clara um processo em que seu objetivo principal seja, efetivamente, o de se auto-avaliar.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Feliz 2009! E um balanço do ano que passou...

Chegamos ao final de 2008, um ano difícil onde testemunhamos transformações profundas como a crise financeira mundial e a eleição de Obama como presidente dos EUA, o primeiro negro a assumir a posição. No Brasil, a "marolinha" de nosso líder (!?) vem se transformando em uma onda com impactos ainda incertos em nossas vidas... Vamos ter que aguardar mais alguns meses para ver o que nos é reservado.

De qualquer forma, o final de um ano é um momento de reflexão, de análises de nossas conquistas bem como de nossos fracassos durante o ano que se passou. Com este post fecho este ano e faço um rápido balanço do que fiz e do que ajudei a fazer, ou seja, do valor que agreguei.
  1. Tive minha primeira experiência de carreira internacional. Fui convidado para participar, na IBM, do time da Lotus América Latina. Participei ativamente da execução da estratégia de Lotus para Canais e Pequenas e Médias Empresas na região.
  2. Conheci em detalhes a operação de Canais da IBM para a região, contribuindo para a execução da estratégia de Marketing, Enablement e Incentivos de Canais.
  3. Participei ativamente do processo de gestão de Distribuidores de Software (VADs) para a América Latina, obtendo crescimeto ano a ano de 40%, o maior de todas as regiões do mundo!
  4. Participei do processo de lançamento de um novo produto na região, o Lotus Foundations, planejando, executando e/ou participando de eventos no Brasil, Mexico e Argentina.
  5. Completo 1 ano e meio de "blogueiro" e meu Blog foi mencionado no IBM SWG Notícias.
  6. Orientei como mentor a 3 IBMistas, conversando sobre carreira e os desafios do nosso dia-a-dia.
  7. Por fim, em Dezembro, fui convidado para juntar-me ao time da Branch de Energy e Industrial Pruducts da IBM Brasil, reportando ao Diretor da Unidade e cuidando da gestão dos principais projetos de crescimento (PMO), bem como do desenvolvimento de negócios (BDE).
Quanto ao meu blog, segue a já "tradicional" lista dos Top 10:
  1. Março - TI Uma Indústria Temática:
    http://fgfmendes.blogspot.com/2008/03/ti-uma-indstria-temtica.html
  2. Abril - Viver ou Morar no Rio:
    http://fgfmendes.blogspot.com/2008/04/morar-ou-viver-no-rio.html
  3. Abril - Viver ou Morar no Rio Parte 2:
    http://fgfmendes.blogspot.com/2008/04/morar-ou-viver-no-rio-parte-2.html
  4. Maio - Reputação online:
    http://fgfmendes.blogspot.com/2008/05/reputao-online-personal-enterprise.html
  5. Junho - Brincando de Deus:
    http://fgfmendes.blogspot.com/2008/06/brincando-de-deus.html
  6. Julho - O Boeing 777. o taxista e o Brasil:
    http://fgfmendes.blogspot.com/2008/07/o-boeing-777-o-taxista-e-o-brasil.html
  7. Setembro - Canais - Marketing, Capacitação e Incentivos:
    http://fgfmendes.blogspot.com/2008/09/canais-marketing-capacitao-e-incentivos.html
  8. Setembro - In Google we Trust:
    http://fgfmendes.blogspot.com/2008/09/in-google-we-trust.html
  9. Novembro - Há vinte anos, cavalos mais rápidos:
    http://fgfmendes.blogspot.com/2008/11/h-vinte-anos-cavalos-mais-rpidos.html
  10. Dezembro - Férias, Entretenimento Infantil e Violência:
    http://fgfmendes.blogspot.com/2008/12/frias-entretenimento-infantil-e.html
E o "Voto Popular" vai para... "Viver ou Morar no Rio"... postado em abril, foi o campeão em comentários recebidos levantando polêmica ao discutir a diferença entre Morar e Viver nas cidades do Rio e São Paulo.

É isso! 2008 foi um ano de muito aprendizado, crescimento e com muitos novos desafios. Que venha 2009, com muito otimismo, garra e vontade de crescer, de agregar muito valor!

Que em 2009 possamos, todos, Fazer a Diferença!

Férias, Entretenimento Infantil e Violência

Época de férias e, portanto, mais tempo com as crianças em casa. E mais tempo em casa significa, nos dias de hoje e na maioria das vezes, mais tempo na frente da televisão ou de jogos eletrônicos. A indústria de entretenimento definitivamente descobriu as crianças como público alvo e a quantidade de seriados direcionados para eles é enorme. Até aí, tudo bem... afinal, é natural o aumento na oferta para um público cada vez mais exigente e até mesmo formador de opinião. O problema está na mensagem e na qualidade da programação.

Acompanhei meus filhos durante uma dessas "tardes vazias"... muitos programas especiais na TV e, quase todos, de qualidade bem duvidável. E, pior de tudo, em canais que, teoricamente, deveriam ser reflexo de boa qualidade e de exemplo como a Disney Channel e o Discovery Kids. Estes são canais que, em tese, teriam boa reputação e que deveriam ter programação de alto nível. E olha que não estou nem cobrando conteúdo pedagógico... apenas vocabulário decente, pouca violência e exemplos de respeito ao próximo e, principalmente, aos mais velhos.

Diversas Correntes...

O mais surpreendente é que existem diversas correntes, como quase tudo na vida... temos aqueles que acreditam que este tipo de programação pode causar problemas no processo educacional de crianças com menos de 5 anos. Outra, radicalmente oposta e com base em pesquisas há mais de 50 anos, aposta que o efeito é exatamente o contrário.

Talvez o maior defensor da linha dos "do contra" seja o Professor Alison Schwartz. Em artigo publicado na edição de outubro do Early Childhood Education Journal (1), ele garante que o efeito da violência dos cartoons nas crianças com menos de 5 anos pode não ser tão negativo quanto se espera e sustenta a sua tese por dois motivos: o primeiro, pelo fato das crianças nesta idade não terem um entendimento completo do conteúdo apresentado. O segundo seria uma compreensão sofisticada pelas crianças do que seria certo e errado. Segundo ele, o conteúdo destes programas é tão desconexo da realidade que seria óbvio para estas crianças que se trata de ficção.

Apostando que existe uma relação entre a violência dos cartoons e a formação de adolescentes existe um outro grupo com muitos representantes. Um dos mais notáveis é o Professor John Murray, da Kansas State University. Ele defende que a violência apresentada nestes programas é sim um dos componentes que pode criar adultos agressivos.

Você é a favor ou contra?

Claro que as duas pesquisas tomam por base grandes grupos de crianças mas, ao mesmo tempo, ainda existe muito a ser descoberto com relação ao assunto. Um recente artigo, publicado no Media Awareness Network, "Research on the Effects of Media Violence" (2) fornece uma visão bem ampla das diferentes interpretações que este tema vem recebendo de estudiosos. Na tentativa de melhor entender os potenciais efeitos da violência na formação dos adolescentes até mesmo uma escala de violência foi criada...

Depois de alguma pesquisa e conhecendo melhor os argumentos de cada uma das diferentes linhas, o que fica mais claro é que quem pode fazer toda a diferença são os pais. Uma coisa é certa e acompanhar, vigiar e orientar como o tempo das crianças é gasto faz toda a diferença principalmente com um entretenimento televisivo de qualidade bem questionável...

Saudades da "Liga da Justiça"...

(1) http://www.springerlink.com/content/g28nw6878017k142/?p=62334cf3b2e04c3982e2c62c0ff7ce5a&pi=0
(2) http://www.media-awareness.ca/english/issues/violence/effects_media_violence.cfm

domingo, 14 de dezembro de 2008

"USA" on Sale 4 - Como parar um trem em movimento...

Em março e em julho deste ano, escrevi três posts sobre a crise global e seus impactos na economia norte-americana. O tema destes 3 blogs foi um dos reflexos da crise na sua economia... a compra de empresas norte-americanas por suas concorrentes. Nos primeiros seis meses deste ano, diversas empresas foram compradas e passaram a ser administradas por gestores europeus ou, mais comumente, orientais. O processo foi doloroso, principalmente para o orgulho do povo americano que assistiu a diversos ícones de sua indústria passarem para a administração de outros países.

Chegando ao final do ano vemos agora um novo reflexo... inúmeras empresas começaram a apresentar problemas sérios de caixa devido, principalmente, a redução do volume de dinheiro em circulação. A falta de crédito está levando grandes empresas literalmente para o buraco. GM e Chrysler, por exemplo, estão a poucos passos da concordata.

O Efeito mais nocivo...

E é neste momento que pode aparecer o efeito mais nocivo e cruel da crise: o desemprego. Estima-se que cerca de 3 milhões de americanos possam perder seus empregos caso estas empresas saiam do mercado. Somados aos 500 mil americanos que perderam empregos em novembro, este número é assustador e pode provocar um efeito ainda mais perverso, gerando uma espiral negativa...

Para frear este enorme trem em movimento, o governo americano precisa ser ágil, algo que nos últimos 8 anos só foi quando precisou tomar a decisão de invadir o Iraque em busca de terroristas (e olha que existem questionamentos...). O problema é que mesmo então, a "agilidade" provou-se ineficiente, mal administrada e, principalmente, não atingiu seus objetivos. Os EUA gastaram, e continuam a gastar, uma fortuna no Iraque, sem resultados. Se as lições dos últimos anos não foram devidamente aprendidas, o resultado agora poderá ser bem pior... o governo está titubeando e mesmo dentro do partido de Bush não existe consenso (1). Na última sexta-feira, 12, o vice-presdente Dick Cheney chegou a dizer que o atual governo poderá ser lembrado por gerações da mesma forma que o de Herbert Hoover, trigésimo-primeiro presidente norte-americano e que até hoje é lembrado como o governo que não conseguiu conter a espiral negativa provocada pela crash de Wall Street (2).

O pior de tudo é que mesmo passando por tudo o que ainda precisa ser percorrido, para algumas empresas, nem mesmo crédito abundante pode resolver o problema. A Chrysler, por exemplo, segundo analistas, não sobreviverá nem que receba os US$ 7Bi solicitados ao governo americano. Eles não teriam escala de produção para manter a empresa saudável neste novo mercado, que estima uma redução de 10% nas vendas para 2009 (3). Já a GM, recebendo os US$ 18Bi suportaria os efeitos da crise. A Ford, surpreendentemente, disse estar bem obrigado e dispensou, pelo menos por enquanto, um possível empréstimo do governo.

O cenário é complexo... um enorme trem em alta velocidade caminha para um acidente anunciado. A questão agora é "como parar um trem em movimento"?

(1) http://www.nytimes.com/2008/12/13/business/13auto.html?scp=3&sq=chrysler&st=cse
(2) http://query.nytimes.com/search/query?srchst=ref&query=Herbert%20Hoover
(3) http://dealbook.blogs.nytimes.com/2008/12/11/forecaster-says-ford-and-gm-can-survive-chrysler-not-so-much/?scp=2&sq=chrysler&st=cse